Mais do que você gosta.
Assine o Star+
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
Artista e fazendeiro

Terras usadas na primeira e nova versão de Pantanal são de Almir Sater: “Ganhei meu dinheirinho e logo comprei”

Sertanejo insistiu durante 10 anos para que a antiga proprietária lhe vendesse

Publicado em 25/03/2022
Publicidade
Não foi possível carregar anúncio

Uma visita à fazenda de Almir Sater foi essencial para a definição dos locais de gravação de Pantanal. O autor Bruno Luperi, o diretor artístico Rogério Gomes, o cenógrafo Alexandre Gomes e a gerente de produção Luciana Monteiro estiveram no Pantanal ainda em 2020, após o anúncio da nova versão da novela original de Benedito Ruy Barbosa, para buscar os locais mais bonitos – e viáveis – para esta produção.

Almir Sater, que deu vida ao peão Trindade na novela de Benedito, agora interpreta o chalaneiro Eugênio, no texto de Bruno. O cantor e ator comprou as terras que possui hoje no Pantanal há 30 anos, logo que as gravações, dirigidas por Jayme Monjardim, terminaram.

Continua depois da publicidade
Não foi possível carregar anúncio

“Insisti 10 anos para que a antiga proprietária me vendesse” – Almir Sater sobre pedaço de terra em Pantanal

Eugênio (Almir Sater) é um dos músicos do elenco de Pantanal (Divulgação Globo)

“Pantanal foi um divisor de águas na minha vida. Comecei a trabalhar muito, como nunca antes, ganhei meu dinheirinho e logo comprei essa terra aqui onde estamos.

Insisti 10 anos para que a antiga proprietária me vendesse, antes da novela. Quando fiz Pantanal ela aceitou. Mas precisei comprar os fundos da fazenda primeiro para ela me vender essa parte na beira do rio. Aí fui virando fazendeiro também”, comenta.

Quim (Chico Teixeira) e Eugênio (Almir Sater) são dois dos músicos do elenco de Pantanal (Divulgação Globo)

Ao receber a equipe da nova versão em sua fazenda, Almir contou que depois de muita procura, Jayme havia escolhido aquele local. E que eles não encontrariam nada muito diferente do que ele encontrou na época.

A Globo no Pantanal

Portanto, ainda hoje, aquelas seriam as locações ideais para as gravações. “Eu soube que iriam regravar, achei bacana. De repente, estou em casa, eles chegam para nos visitar. Estavam escolhendo locações e aí vi que era sério.

Eu falei: olha, o Jayme andou seis meses procurando um local até que ele chegou aqui. Você partir daqui já parte de um lugar que foi bom.

Eles foram visitar outros lugares, mas sentiram que era aqui. Apresentamos fazendas próximas, pessoas que poderiam receber a equipe e tudo deu certo”, complementa Almir.

Irandhir Santos e Renato Góes estão na novela Pantanal (Divulgação/Globo)

Para Alexandre Gomes de Souza, cenógrafo, as fazendas que conheceram na ocasião reuniam o pacote de cenários que precisavam para representar da melhor maneira as cenas da novela.

Quando viajamos ao Pantanal para a escolha das locações, não sabíamos exatamente o que esperar. Sabíamos, é claro, da exuberância e da riqueza da região e era o que buscávamos. Ao chegar, visitamos algumas fazendas e conhecemos toda aquela região da Nhecolândia.

Ao nos depararmos com tudo aquilo, não havia dúvidas de que havíamos encontrado o local ideal, que não por coincidência foi o mesmo local onde as gravações aconteceram há mais de 30 anos.

É um dos lugares mais bonitos do Pantanal e, com o empenho de toda a equipe, da produção e da direção, conseguimos viabilizar as gravações lá novamente.

Foram seis fazendas que nos deram suporte direto, sendo três delas usadas como locação, contendo rio, casa, árvores, descampado, baías e tudo mais que era fundamental para as nossas cenas“.

Renato Góes e Almir Sater nos bastidores de Pantanal (Reprodução: Instagram)

Minhas e milhas distante

O local escolhido fica a cerca de quatro horas da cidade mais próxima. Ao redor, somente fazendas e natureza selvagem. As fazendas dão apoio à produção, seja para hospedagem, para gravação ou almoxarifado.  

Foram 12 caminhões para contemplar todo o material de produção, produção de arte, cenografia, figurino, caracterização e tecnologia – estimamos algo em torno de 144 toneladas de material.

Tivemos que fazer o transbordo para caminhões 4X4 a fim de levar para dentro do Pantanal. Para cada caminhão baú, usávamos em média três ou quatro caminhões 4X4”, conta a gerente de produção Luciana Monteiro, explicando a logística da viagem.

Almir Sater e Renato Góes estão na novela Pantanal (Divulgação Globo)

Entre funcionários das fazendas, transporte, equipe e elenco, cerca de 150 pessoas estiveram envolvidas diretamente com as gravações no Pantanal no segundo semestre de 2021.

Toda essa movimentação foi necessária para gravar “apenas” de 30 a 40% da obra. “Estive no Pantanal três vezes antes de começarmos a gravar. Muita coisa estava prevista. Sabíamos que seria difícil, por exemplo, a questão de combustível.

Era preciso ter que comprar e estocar para atender gerador, barco; trazer os equipamentos e as pessoas; o transbordo de tudo que vem do Rio em caminhão baú… Mas ainda assim, sempre aparecia algum imprevisto”, comenta Luciana.

A pressão que a gente tem é a do clássico que estamos colocando no ar. Uma obra enorme, uma novela que não é convencional. Uma logística muito diferente do que estamos habituados a fazer. Um lugar inóspito, com coisas que você não está acostumado a lidar nas grandes cidades.

É um santuário. É impressionante. Isso te dá uma sensação de responsabilidade muito grande, de como você vai levar todas as pessoas pra lá e respeitar cada pedaço daquela terra, uma coisa incrível. A primeira produção foi genuína, uma coisa muito orgânica. O Pantanal é místico”, diz Andrea Kelly, gerente de produção de Pantanal.

SIGA ESTE COLUNISTA NAS REDES SOCIAIS: INSTAGRAM E TWITTER

Publicidade
Não foi possível carregar anúncio

Deixe o seu comentário

Em Alta

Carregando...

Erro ao carregar conteúdo.

Publicidade
Não foi possível carregar anúncio
Publicidade
Posting....