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Aposta do ano

Pantanal: Pesquisa por trás da novela revelará no ar uma riqueza de detalhes pouco vista na TV

Releitura da obra de Benedito Ruy Barbosa estreará na próxima segunda, dia 28

Publicado em 25/03/2022
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A produção de uma novela pode ser comparada ao trabalho de uma orquestra. Se há um projeto amplo a ser admirado, são os detalhes que enriquecem o caminho e fazem do resultado algo tão especial. É neste contexto que se destacam os seis meses de pesquisa da produtora de arte Miriam Vianna – mais conhecida como Mirica –, mergulhando no universo pantaneiro até finalizar seu planejamento para a novela.

Plano pronto, mais alguns meses para encomenda e confecção dos objetos de cena que trazem vida aos cenários e remetem à realidade vivida pelos fazendeiros, peões e moradores da região, levando para todo o Brasil características importantes da cultura de um dos biomas mais ricos do país.

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Seja em externa, no Mato Grosso do Sul, ou nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, o departamento de arte é responsável por cada detalhe das cenas: a carne e as ferramentas de um churrasco; a sela da montaria; a rede da varanda; as bebidas da mesa de jantar; entre muitos outros itens.

Uns mais comuns, outros mais peculiares. Para Pantanal, por exemplo, Mirica e sua equipe precisaram encomendar de uma artesã uma sucuri de quatro metros de comprimento.

Ela é maleável, temos que passar diariamente uma glicerina para não ressecar. Quando encomendamos, pedimos que houvesse a possibilidade dessa cobra entrar dentro da água”, conta a produtora.

O “dublê da sucuri” é carioca, mas muitos outros produtos Mirica fez questão de encomendar no Mato Grosso do Sul, de pequenos produtores locais, como é o caso de alguns itens que servem à fazenda de José Leôncio (Renato Góes/ Marcos Palmeira), à tapera de Juma (Alanis Guillen) e à chalana de Eugênio (Almir Sater).

Comprei a louça toda do povo Terena, produzida por indígenas da região. São travessas de cerâmica vermelha com desenhos indígenas para a fazenda, louças mais simples para a tapera e algumas sacolas que eles fazem de mercado, com desenhos lindos para a chalana, que encomendamos para homenagear esse povoado local.

Quando entramos em contato com eles, tivemos ainda a oportunidade de conversar com o pajé e tirar algumas dúvidas sobre como são tratadas as pessoas que sofrem picadas de cobra ou são atacadas por animais, pois teremos em algumas cenas o que seria usado em casos como esses, já que o Velho do Rio em determinado momento irá ajudar uma pessoa, e explicará que aprendeu o ritual com indígenas”, diz Mirica, dando a dimensão da riqueza de detalhes do trabalho de seu departamento.

Como não poderia deixar de ser, a música tem um papel de destaque em Pantanal. Foi assim há 30 anos, na primeira versão, e será agora nesta nova versão.

O Papinha é um amante da música e queria um som legal, por isso a escolha dos violões foi tão importante. Ligamos para os artistas e perguntamos como estão acostumados a tocar.

Fizemos um violão para o Tibério, Quim e Trindade. O Gabriel Sater nos mandou todas as especificações e encomendamos um igual ao dele, envelhecemos de forma que ficasse uma réplica.

Até brinquei que ele não saberia dizer qual era qual. No caso do Almir, ele deixou a gente dar uma ‘envelhecidinha’ no violão dele. Portanto, é o único que usará seu violão próprio”, finaliza Mirica.

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