Dedicado, humilde e talentoso, Leonardo Villar marcou a cena artística brasileira

Em mais de 70 anos de carreira, ator se consagrou no teatro, no cinema e também na TV

Publicado há um mês
Por Fábio Costa
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Natural da cidade paulista de Piracicaba, Leonardo Villar nasceu em 1923 e faleceu em 3 de julho de 2020, aos 96 anos. Aos 25 anos, em 1948, ele se formou na Escola de Arte Dramática (EAD), e desde logo deu início a uma carreira que resultou numa das maiores da dramaturgia brasileira. Ele é nosso homenageado no In Memoriam desta semana.

Sua estreia como ator profissional se deu sob direção de Bibi Ferreira na Companhia Dramática Nacional (CDN), em 1953, na peça A Raposa e as Uvas. Anteriormente, Leonardo trabalhou como alfaiate, ofício que começou a aprender ainda na infância.

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Além disso, por oito anos Leonardo Villar integrou o elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), iniciativa do empresário italiano Franco Zampari, responsável também pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

Na televisão, a primeira novela de Leonardo Villar foi A Cor da Tua Pele, em 1965, na TV Tupi. Seguiram-se outras dezenas, em diversas emissoras. Inaugurou a TV Bandeirantes como Jean Valjean em Os Miseráveis (1967)

Na TV Globo, na qual ingressou no começo dos anos 1970, o ator substituiu o amigo e compadre Sérgio Cardoso nos 20 capítulos finais de O Primeiro Amor (1972). Emendou Uma Rosa Com Amor (1972/73), Os Ossos do Barão (1973/74), Escalada (1975), O Grito (1975/76) e Estúpido Cupido (1976/77).

Entre as décadas de 1980 e 1990, o ator participou de novelas e minisséries como Coração Alado (1980/81), Marquesa de Santos (1984), Barriga de Aluguel (1990/91) e Os Ossos do Barão (1997).

Neste remake da novela da Globo, feito pelo SBT, Leonardo viveu Antenor, pai de seu personagem anterior, Miguel, agora vivido por Othon Bastos. O Antenor dos anos 1970 foi Paulo Gracindo.

Os mais jovens puderam ver o talento de Leonardo Villar em novelas como Laços de Família (2000/01), na qual o ator viveu Pascoal, o revisor de livros, pai de Capitu (Giovanna Antonelli).

Ou Pé na Jaca (2006/07), no papel do irreverente Tio José. Ainda, a última novela, Passione (2010), em que Leonardo foi Antero, marido de Brígida (Cleyde Yaconis).

No teatro, Leonardo participou de montagens de textos consagrados, entre os quais A Moratória, A Falecida, Seis Personagens à Procura de Um Autor, Volpone, Maria Stuart, Panorama Visto da Ponte, Campeões do Mundo, além daquela pela qual será sempre lembrado: O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, no papel de Zé do Burro.

Leonardo Villar em O Pagador de Promessas (Divulgação)

Papel que Leonardo Villar repetiu no cinema, sob direção de Anselmo Duarte, naquele que rendeu a primeira e até hoje única Palma de Ouro a um filme brasileiro no Festival de Cannes. Ao seu lado na telona, Glória Menezes e Dionísio Azevedo, entre outros.

O cinema rendeu a Leonardo Villar outros grandes momentos em filmes como Lampião, o Rei do Cangaço, O Santo Milagroso, A Madona de Cedro os três de Carlos Coimbra; A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos; Ação Entre Amigos, de Beto Brant; e Chega de Saudade, de Laís Bodanzky.

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