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Valhalla: entenda como o cristianismo influenciou os vikings

Série da Netflix adota a tal da licença criativa ao falar da religião dos guerreiros nórdicos

Publicado em 28/02/2022
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A série Vikings: Valhalla (Netflix) narra um conflito claro entre os próprios guerreiros nórdicos opondo cristãos e pagãos, aqueles que adoravam Thor, Odin e outros deuses. O ódio entre as duas partes, historicamente falando, não tem tanta base (nada de cruz cicatrizada no corpo). Mas é compreensível adaptar isso em uma série de televisão, pois causa mais impacto.

Na Era Viking (750-1060), quase toda a Europa professava a fé cristã. Os vikings viviam bem com a religião deles. Influências extras, destacando aí a pressão econômica, levaram os guerreiros à conversão. Porém, muitos mantiveram a crença nas duas religiões por um tempo, fazendo sincretismo entre o Deus relatado na Bíblia e as divindades nórdicas.

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Uma moeda da época prova essa harmonia. Em uma das faces está escrito o nome do apóstolo São Paulo. E junto à grafia está o martelo de Thor. Historiadores entendem isso como junção e coexistência saudável entre ambas as crenças.

Cruz cristã usada por um viking na série da Netflix

Conversão amarrada

A região da Escandinávia (Noruega, Dinamarca, Suécia), lar dos vikings, mantinha distância do cristianismo até o século 8. Entre os anos de 710 e 725, missionários anglo-saxônicos, situados na Inglaterra, começaram a chegar na Dinamarca para iniciar o processo de conversão. As missões falharam grandemente, encontrando bastante resistência.

Só lá nos anos 900 que os vikings passaram a aceitar, aos poucos, o cristianismo. O conhecimento bíblico não vinha apenas de missionários visitantes no território, mas também quando os guerreiros chegavam em terras cuja religião predominante era o cristianismo. A postura rude contra os cristãos diminuiu gradativamente, com os vikings sendo mais abertos aos ensinamentos.

Nesse começo da conversão aconteceu aquilo pontuado anteriormente, sobre os cristãos convertidos mantendo a crença em Thor e Odin. Além disso, não eram batizados e nem obedeciam à risca a cartilha da nova religião, como o batismo.  

Ser cristão era importante na época principalmente para comerciantes. Muitos mercados espalhados pela Europa não admitiam negociar com pessoas pagãs. A adoção do cristianismo por alguns vikings veio pelo motivo de não ficar de fora do comércio. Só o fato de alguém mostrar-se predisposto a aceitar Jesus Cristo como salvador já era suficiente para ter a permissão de negociar na praça.

Acrescenta-se também a vigorosa vida financeira dos cristãos, o que causava uma pontinha de inveja em quem estava de fora e atraia quem almejava acumular riquezas e tê-las abençoadas e protegidas por Deus; eis o embrião da Teologia da Prosperidade.

O século virou e lá no final da Era Viking, por volta do ano 1060, praticamente todo viking era um cristão. Agora obedecendo os rituais da religião, como se batizar, ir à igreja e ter o corpo enterrado de maneira diferente dos pagãos. Essa distinção ajudou arqueólogos a determinar a presença do cristianismo entre os guerreiros nórdicos.


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