Você lembra? Confira expressões estrangeiras eternizadas por novelas brasileiras

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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As novelas são os verdadeiros ouros da televisão
brasileira. Sempre movidas por grandes produções, elas chegam para entreter,
emocionar, causar reflexão e apresentar novas culturas. Expert nesse último
quesito, a Globo já lançou diversas tramas que tinham suas narrativas
sustentadas em costumes de país, aparentemente, desconhecidos pelos telespectadores.

De Terra Nostra (1999) a Caminho das índias (2009), os brasileiros conheceram novas culinárias, danças, músicas, modas e expressões – que perpetuam até os tempos atuais no vocabulário da galera. É quase impossível não soltar um Are Baba quando está indignado, ou um Amore Mio para o (a) crush.

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Atualmente, uma novela que promete criar um novo vocabulário é Órfãos da Terra, exibida na faixa das 18h na emissora do plim plim. Escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, o folhetim mostra os costumes sírios através do drama dos refugiados no Brasil.

Vamos relembrar produções globais com temáticas estrangeiras que deixaram suas expressões marcadas?

O Clone (2001 – Glória Perez)

Khadija (Carla Diaz) da novela O Clone (Foto: Reprodução/ Internet)

O núcleo árabe dessa novela era cheinho de termos únicos que conquistaram o público. Constantemente falada pela pequena Khadija (Carla Diaz) quando estava diante de muito ouro e abundância, a palavra Insh’Allah é sensação até hoje. Já Haram, que significado pecado, era proferida pelo marroquino Tio Abdul (Sebastião Vasconcelos) quando dava sermão nas “mulheres espetaculosas”. A novela também teve outros bordões, ditos no velho e bom português, que representavam os costumes árabes, como: “tratada como um camelo”, “arder no mármore do inferno”, “levar oitenta chibatadas” e “jogar a vida no vento”.

Caminho das Índias (2009 – Glória Perez)

Indira (Eliane Giardini) fazendo um de seus dramas em Caminho das Índias (Foto: Reprodução/ Internet)

Não há dúvidas de que esse folhetim foi o último grande produtor de expressões na TV nacional. Are Baba (poxa!), Namaste (um cumprimento), Baldi (pai), Mamadi (mãe), Tchalô (vamos), Djan (querido, amado) … foram muitas! Uma sogra conservadora e ciumenta, Indira (Eliane Giardini) vivia chamando Camila (Isis Valverde), esposa de seu filho Ravi (Caio Blat), de firanghi – que significa estrangeira. Isso porque ela não aceitava o casamento com a moça brasileira.

Passione (2010 – Silvio de Abreu)

Totó (Tony Ramos) e a amada Clara (Mariana Ximenez) em Passione (Foto: Mário de Souza/ TV Globo)

Aqui os brasileiros conheceram palavras como Babbo (pai) e Figurati (imagina!), através dos personagens italianos da novela. Totó (Tony Ramos) sempre dizia Punto e basta! (ponto e basta!) quando estava um pouco irritadinho. Houveram também expressões como Canaglia (canalha), Prego (por favor), Disgraziata (desgraçada), e muito mais. Tanto que o autor Silvio de Abreu sofreu críticas por introduzir tantas expressões italianas nos diálogos dos atores.

Terra Nostra (1999 – Benedito Ruy Barbosa)

Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda) da novela Terra Nostra (Foto: Reprodução/ Internet)

Mais uma novela que trabalhou com a cultura italiana. Através da história de amor entre Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda), o autor trouxe termos como Amore Mio (meu amor), Ti Voglio Bene (eu te amo) e Ragazzo (menino/garoto). Certamente, a mais lembrada deve ser Buongiorno (bom dia). Afinal, era um Buongiorno para lá um Buongiorno para cá a cada cena.

Belíssima (2006 – Silvio de Abreu)

Casal Júlia (Glória Pires) e Nikos (Tony Ramos) da novela Passione (Foto: Divulgação/ Globo)

Essa trama trabalhou com a cultura grega. Com os personagens transitando pelas ruas da Grécia, foram apresentadas palavras como: Áde tora! (francamente!), Gati (Gato), Kuzina (cozinha), Páme! (vamos!) e Kalispera (boa tarde). Belíssima narrava uma linda história de amor entre Nikos (Tony Ramos) e Júlia (Gloria Pires).

Salve Jorge (2012 – Glória Perez)

Elenco turco da novela Salve Jorge (Foto: Divulgação/ Globo)

Abordando o tráfico internacional de pessoas e uma intensa história de amor, essa novela mostrou a rica cultura da Turquia no horário nobre da televisão brasileira. No núcleo da família de Mustafá (Antonio Calloni) era comum ouvir sua filha Aisha (Dani Moreno) e sua esposa Berna (Zezé Polessa) expressarem: Allah Allah (meu Deus), Annecim (mãezinha) e Babiskko (paizinho). Já na turma de Zyah (Domingos Montagner) eram normais as palavras: Yok Yok (não), Tamam (está bom), Serefe (saúde), Evet (sim), Bak (olhe) e Tabi Taki (claro, sim).

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