Susana Vieira explica sucesso de Por Amor e rasga elogios ao autor: “Quatro autores não dá um Manoel Carlos”

Publicado há um ano
Por Cadu Safner
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A reprise de Por Amor caminha para sua reta final no Vale a Pena Ver de Novo, e, muito se fala no sucesso que a novela se tornou 20 anos depois de sua exibição original. Batendo na casa dos 18 pontos, a novela tem como uma de suas principais personagens, Branca, interpretada pela atriz Susana Vieira, que, hoje, aos 77 anos, sendo metade deles na carreira artística como atriz, garante em entrevista ao Observatório da Televisão, que na evolução da linguagem da teledramaturgia, mudar a qualidade do produto tem sido um dos maiores erros.

Essa mania de eles acharem que televisão hoje em dia tem que ser ‘oi, tudo bem’, bateu a porta e acabou, é ruim. Hoje em dia um capítulo tem digamos 35 cenas, antigamente não era assim. Hoje tem que ser ‘bla bla bla’, acabou a cena, corta pro outro que joga o outro da janela. Hoje é um o texto é um stress, e você não entende o que eles falam. Quando você levantou para fazer um pipi, o cara que era marido da outra, já virou gay na outra cena, tão rápido que você nem viu onde foi que ele arrumou o bofe. Eu não sei que horas o Malvino virou gay nessa novela, eu perdi alguma coisa (risos). Essa pressa, esse desespero…“, disse a profissional, que em breve retornará ao vídeo como a Emília, no remake de Éramos Seis, no ar a partir do dia 30.

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Questionada se fica surpreendida com a repercussão da trama em reprise, Susana diz: “A Globo talvez tenha pensado que o público precisava mudar, só que existem coisas que não há necessidade de mudar. Qualidade não se muda. Qualidade não adianta mudar, você pode de um fazer três, mas só um dos três vai ser bom. Enquanto Manoel Carlos esteve no ar, ele foi bom.

Como ele não vai mais fazer novelas, quando ele tiver com um seriado no ar, vai ser bom. Não adianta pegarem quatro [autores] e acharem que vai dar um Manoel Carlos, porque não dá. O público que se senta às 4 da tarde, já se estressou, já teve problema com filho, a empregada que não veio, marido que não chegou, e assiste aquilo com calma, sem aquele stress de mudar de canal. Ali é papo, é vital, orgânico, natural, e a única pessoa que faz um pouco de maldade, não mata ninguém que sou eu (risos)“, finalizou.

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