Selton Mello fala sobre retorno às novelas após 21 anos com Nos Tempos do Imperador: “Estimulante”

O artista revela ter recebido convites que teve que recusar

Publicado em 9/8/2021
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Nesta segunda-feira (9), a TV Globo estreia Nos Tempos do Imperador, novela das 18h escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão. A obra é história de época, ambientada no século XIX – mais precisamente de 1856 a 1870, período que se desenvolve em um Brasil que ainda busca sua identidade.

O folhetim vai acompanhar momentos importantes da vida do imperador Dom Pedro II (Selton Mello), da imperatriz Teresa Cristina (Leticia Sabatella), de Luísa, a Condessa de Barral (Mariana Ximenes), além de Pilar (Gabriela Medvedovski) e Jorge/Samuel (Michel Gomes), ao longo dos anos.

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Sem fazer novelas há 21 anos, desde A Força de Um Desejo (1999), Selton fala em entrevista sobre o desafio de voltar ao gênero encarando um importante personagem para a história do país.

Como está sendo interpretar Dom Pedro II? 

É um prazer enorme! Fazer um homem que faz parte do imaginário do Brasil, tão importante. Ao mesmo tempo, uma responsabilidade muito grande. Tem pessoas que idealizam esse Dom Pedro, com opiniões diversas sobre ele. Estou fazendo o que os autores escreveram, um recorte de um período desse personagem (a novela se passa de 1856 a 1870). E estou fazendo seguindo minha intuição, minha sensibilidade, minha impressão sobre esse homem, esse Imperador, esse cidadão, esse pai, esse cara que era muitas coisas. É muito gratificante, muito emocionante trabalhar com um material assim tão raro.  

Algum dos feitos de D. Pedro II te deixou mais surpreso? 

Não apenas um, mas uma soma de muitas qualidades, de muitas coisas que ele conseguiu imprimir e que ficaram. São muitos legados importantes até hoje: a preocupação com a educação, de que só através dela um país cresce; a importância de criar cidadãos conscientes do país. Tudo isso é muito bonito de ler e entender. Ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme dar vida a esse personagem tão emblemático. O que alivia um pouco o peso é o fato de não ter tido, no audiovisual, um outro ator que tenha feito Dom Pedro II. Dom Pedro I é muito retratado, mas Dom Pedro II, menos. Isso foi interessante e fica um registro de Dom Pedro II, durante um bom tempo, com a minha impressão. Isso é muito bonito.  

Como foi o processo de composição para o personagem? 

Li bastante, muitos livros, com vertentes diferentes, com autores que achavam coisas diferentes sobre ele, para eu poder ter elementos distintos. Depois dessa leitura, vou e faço, como eu fazia na infância atuando. Para mim, atuar é algo leve. Me divirto, não tem grandes psicologismos ou preparações. Eu já sabia desde cedo que esse era o meu caminho, então eu continuo trazendo essa leveza para o meu trabalho. Claro, respeitando o processo histórico, respeitando traços marcantes desse personagem. Mas, ao mesmo tempo, fazendo do meu jeito, como eu imaginei que ele poderia ser.  

Nos Tempos do Imperador começou a ser gravada no ano passado e houve uma pausa devido à pandemia. Como foi manter o foco, entrar e sair do personagem?

Não foi complicado, porque desde o início, nas conversas com o Vinícius (Coimbra, diretor artístico) e com os autores Alessandro Marson e Thereza Falcão, já tínhamos definido um caminho para ele e eu já tinha uma intuição de como eu gostaria de fazer esse personagem. Claro que parar, voltar, gravar ‘Sessão de Terapia’ nesse meio tempo, é sempre complexo. Mas pelo fato da gente ter colocado a novela no trilho, é um pouco como andar de bicicleta. Os primeiros dias são de readaptação, mas passados dois dias tudo já estava de novo nos eixos.  

O personagem influenciou no seu retorno às novelas?

Completamente! Tive alguns convites ao longo desses 21 anos, mas eu sempre estava envolvido em cinema, teatro – cinema foi o que mais fiz esse tempo todo. Em alguns momentos até quase deu, mas aí esbarrava em agenda, tipo “em maio tenho que fazer esse filme”, então não cabia. Novela é uma obra longa. Mas agora surgiu esse personagem que fiquei muito curioso em tentar desvendá-lo. As próprias biografias não conseguiram desvendá-lo completamente e nem eu conseguirei. Daremos uma impressão do Dom Pedro II e isso é muito estimulante. Um personagem que tem tantos elementos, mas também tem muitas lacunas. Me interessam essas entrelinhas, o homem por trás da coroa, seus dilemas pessoais. É muito interessante essa viagem, essa aventura emocional. 

Como você acha que a obra será recebida pelo público? 

Acho que o público vai se encantar com a trama, com as escolhas dos autores e da direção, e se impressionará com semelhanças estruturais de nosso país, mesmo tendo passado mais de 150 anos.

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