Sandra de Sá opina sobre cotas raciais no Ritmo Brasil: ”É um mal necessário”

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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Em clima de folia, o Ritmo Brasil especial de carnaval recebe a consagrada sambista Sandra de Sá. Durante bate-papo com Faa Morena, a compositora relembra momentos de sua infância e comenta sobre o início de seu envolvimento com o carnaval. ”Desde quando eu era pequena, minha mãe fazia minha fantasia já em julho para o ano seguinte. Quando nasci, a escola Caprichosos de Pilares tinha seis anos de existência, então a acompanho desde pequena. Ia pela calçada fantasiada, achando que estava desfilando e só depois que fui entender que meus pais me enganavam, pois eu não estava desfilando pela escola, eu estava desfilando com a escola”, se diverte.

Sandra revela também a paixão que sente pelo Flamengo e conta para a apresentadora sobre sua superstição: usar o meião do time. ”Tenho paixão mesmo, de ir aos jogos no Maracanã, no clube, torcer, sacanear muito [quando o time ganha]. Faço tudo com o meião, pois me da sorte’‘, afirma. Ainda falando sobre paixões, ela comenta o período em que quase se formou em psicologia e diz que decidiu largar tudo pela música, com incentivo de Fafy Siqueira. ”Fafy começou a me escrever nos festivais sem eu saber. Muitas vezes eu falava que não ia porque tinha prova, ela falava para eu ir estudando no caminho e acabava que eu ia. Ganhamos vários festivais assim”, conta, com saudade.

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Sobre preconceito, a sambista é enfática: ”Pior que o preconceito e o racismo, é o complexo, pois o complexo alimenta tudo isso, ainda mais quando a gente compra essa ideia. (…) Para mim não rola cotas, mas é um mal necessário, pois depois que se falou disso, falou em muitas coisas que não estavam aí. Acho que um negro tem que passar [na faculdade] como todo mundo passa, porque ele tem capacidade, mas é necessário a cota”. Sandra ainda utiliza sua família como exemplo para o argumento: “É o que eu falo, estou aqui, meu filho é um cara altamente bem sucedido e acho que minha família inteira. Isso acontece com quem é famoso e com quem não é, pois pegou o que quis e foi em frente”.

Ainda na atração, a cantora fala sobre seu último trabalho e comenta sua recente descoberta pela produção musical. ”Esse meu DVD de 30 anos é referente ao meu primeiro CD e tem Elba Ramalho, Alcione, Maria Gadú, Caetano Veloso, entre outros artistas. Estou apaixonada por produzir, pois você cria, tem liberdade. Agora todos os meus CDs e EPs sou eu que produzo, assim como de outras bandas e artistas”, finaliza.

Com apresentação de Faa Morena e direção de Marcos Morales, o Ritmo Brasil vai ao ar aos sábados, às 18h30, pela RedeTV!.

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