Relevância social

Projeto Falas deste ano apresenta Histórias Impossíveis: ficção e temáticas sociais a partir de medos femininos

Franquia já deu origem a títulos como Falas Negras e Falas de Orgulho

Publicado em 28/02/2023

Em 2023, a TV Globo aposta em um formato diferenciado e impactante para abordar as efemérides do ano. Os já conhecidos Falas Femininas, Falas da Terra, Falas de Orgulho, Falas da Vida e Falas Negras desta vez apresentam a antologia Histórias Impossíveis, com tramas ficcionais de suspense criadas a partir de medos femininos.

Os cinco episódios, com questões de gênero e raciais latentes e com diferentes perspectivas da vivência de mulheres, pretendem trazer ao público o diálogo com temas atuais e importantes para a sociedade.

Na criação, um trio estreia na autoria de um projeto na emissora: Renata Martins, Grace Passô e Jaqueline Souza assinam os roteiros, ao lado de um time de colaboradoras que varia a cada episódio. Na direção artística, Luísa Lima coordena os trabalhos ao lado de um grupo de direção formado em sua maioria por mulheres, garantindo a diversidade na frente e atrás das telas. 

Na próxima segunda-feira (6), na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, vai ao ar Falas Femininas: Histórias Impossíveis, episódio Mancha. A trama narra a história da empregada doméstica Mayara (Luellem de Castro), que está em seu último dia de trabalho.

Ela, que passou no vestibular e decidiu investir em seu estudo, acredita que Laura (Isabel Teixeira), mãe solo de uma bebê, é uma patroa “diferente”. Até que a patroa pede que ela desista dos estudos para continuar em sua casa. Os demais episódios, sempre abordando medos femininos, trazem tanto temáticas quanto elenco diferentes do primeiro.

Falamos sobre nossa herança escravista, maternidade, precarização do trabalho, etarismo, violência contra a mulher, especulação imobiliária, crise ambiental e, inclusive, sobre representações na mídia. Mas também falamos sobre futuro, identidade, amor, ancestralidade, cura e sobre revolta. Isso tudo com personagens LGBTQIAPN+, negras, indígenas, brancas, de idades diversas”, pincela Jaqueline Souza.

Ela adiantA tópicos que estarão presentes nos episódios, que vão ao ar ao longo do ano em datas que remetam às causas e lutas sociais abordadas na obra: Dia dos Povos Indígenas, Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, Dia Nacional das Pessoas Idosas e Dia da Consciência Negra. 

Vivemos um tempo de transformações sociais profundas, e o desafio deste Falas tem a ver com isso. Em pensar uma ficção televisiva que reconheça essas transformações e aponte caminhos para uma parte da sociedade que está reconfigurando a relação com seus padrões de opressão”, completa Grace Passô. 

Esse olhar e a possibilidade de discussão sobre as histórias provocam uma expectativa positiva na autora Renata Martins.

Meu maior desejo é aproximar o público das personagens e imagens incríveis que criamos, com suas fraquezas, erros e belezas. Quero muito que as histórias de nossas protagonistas atravessem a tela e cheguem em cada sofá para que possamos falar sobre as temáticas dos episódios com honestidade, plantando sementes em nossa audiência e, quem sabe, contribuindo um pouco com a nossa arte para mudanças na sociedade“, aponta.

Teremos protagonistas femininas de forte identificação e uma linguagem realista atravessada por códigos do fantástico para expor traumas, preconceitos e violências mascarados no nosso cotidiano. É uma outra forma de convidar o público a refletir sobre as datas e, ao mesmo tempo, sobre a condição de ser mulher no mundo de hoje”, conceitua Luisa Lima. 

A antologia Histórias Impossíveis, apresentada nos especiais Falas deste ano, foi criada e escrita por Renata Martins, Grace Passô e Jaqueline Souza, escrita com Thais Fujinaga, Hela Santana, Graciela Guarani e Renata Tupinambá, com direção artística de Luísa Lima, direção de Thereza Médicis, Everlane Moraes, Graciela Guarani e Fábio Rodrigo e produção de Leilanie Silva.

Alinhado à jornada ESG da Globo, o projeto tem direção executiva de produção é de Simone Lamosa, e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.

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