Histórias emocionantes de mudos, surdos e cegos marcam o Profissão Repórter desta quarta-feira

Publicado há 3 anos
Por Endrigo Annyston
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Hoje, no Brasil, há cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais e quase 10 milhões de deficientes auditivos. Os números, ainda que expressivos, não são suficientemente capazes de demonstrar o que é a realidade. Para mostrar como é viver sem esses sentidos, o ‘Profissão Repórter’ desta quarta-feira, dia 16, conhece histórias bastante surpreendentes.

A missão de Erik von Poser era encontrar pessoas com a Síndrome de Usher. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre isso”, conta ele a respeito dessa doença genética e progressiva que faz com que a pessoa vá perdendo a audição e a visão ao longo da vida. Após pesquisas, conheceu um grupo que ensina os portadores a velejar, na represa Guarapiranga, em São Paulo. Lá, encontra Cláudio Jorge, que é cego, surdo e mudo. “O interessante é que ele é casado com uma mulher que também tem a síndrome, mas ela aprendeu a falar”, explica.

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Para Jorge, o único meio de se comunicar é tateando as mãos de uma pessoa que esteja fazendo linguagem de sinais (libras). No caso da esposa, Claudia Sofia, ela utiliza um método muito complexo e raro: coloca as mãos no rosto de quem está falando e consegue compreender tudo o que é dito. “Durante a entrevista, ela tem que tocar o meu rosto o tempo inteiro para entender minhas perguntas. Eu não precisei falar pausado ou articular melhor, falei normalmente e ela entendia muito bem. Esta foi uma das coisas mais incríveis que já gravei na vida, muito mais que uma aventura. Nunca pensei que isso fosse possível, é de arrepiar”, relata Poser.

Com uma visão de esperança, o repórter Estevan Muniz apresenta o caso do pequeno Huan, de 2 anos que não ouve nada. O programa acompanhou o procedimento de fazer um implante cocliar, que são duas próteses dentro dos ouvidos. Passados 40 dias, era o momento de ativar o aparelho e fazer com que aquela criança ouvisse pela primeira vez na vida. “Foi emocionante demais vivenciar esse momento. A primeira coisa que ele ouviu foi um apito. E então ele olha para a mãe, abre um sorriso e pede colo. Depois dessa reportagem, a gente passou a dar valor aos sons do cotidiano, do avião passando, do pé batendo no chão, pequenos detalhes”, relata Muniz.

No dia a dia, a vida pode ser um desafio para quem perdeu a visão já na fase adulta. A repórter Isabella Faria mostra histórias de recomeço de pessoas que agora precisam reaprender a fazer tarefas, como andar dentro da própria casa e cozinhar as refeições diárias.

O ‘Profissão Repórter’ vai ao ar às quartas-feiras, depois do futebol.

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