Há dois anos, a novela Sete Vidas chegava ao fim

Publicado há 4 anos
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

No dia 11 de julho de 2015, a Globo reapresentou o último capítulo de Sete Vidas, uma das mais adoráveis novelas do horário das 18 horas. A trama de Lícia Manzo, protagonizada pelo saudoso Domingos Montagner, reuniu um grande elenco para contar uma história baseada nas relações humanas.

A trama girava em torno de Miguel (Montagner), um biólogo aventureiro que tem grandes dificuldades em se entregar a uma relação. Ele é apaixonado por Lígia (Débora Bloch), uma jornalista bem-sucedida, que sonha em, finalmente, dividir a vida com alguém. Mas Miguel não consegue se entregar por inteiro, em razão de traumas do passado, e decide deixar Lígia, partindo para uma expedição para a Antártida. No entanto, depois de um acidente com seu barco, Miguel é dado como morto. Lígia, que descobre estar grávida dele, se desespera.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Enquanto isso, a jovem Júlia (Isabelle Drummond) descobre, por acaso, que não é filha biológica do homem que acreditava ser seu pai. Acuada, Marta (Gisele Fróes), sua mãe, revela que fez uma inseminação artificial. A mocinha, então, resolve investigar e descobre um rastro sobre o doador de sêmen, entrando em contato com Pedro (Jayme Matarazzo), que também descobre ser fruto do mesmo doador. Júlia e Pedro, então, resolvem se encontrar, mas se veem envolvidos em meio a um protesto, e acabam por se conhecer sem saber quem de fato são. Deste encontro surge um amor, mas logo eles descobrem que são irmãos e começam a lutar contra este forte sentimento.

Júlia e Pedro, juntos, começam a fazer contatos com os filhos nascidos do mesmo doador de sêmen. Assim, reúnem-se com Bernardo (Ghilherme Lobo), um adolescente problemático; o argentino Felipe (Michel Noher); e o casal de irmãos gêmeos Laila (Maria Eduarda de Carvalho) e Luís (Thiago Rodrigues). Todos eles descobrem que o doador de sêmen é Miguel, o que acaba ligando-os à Lígia e seu filho Joaquim (Bernardo Berruezo). O que eles vão descobrir depois é que Miguel não morreu; o aventureiro perdeu a memória no acidente. Quando a recupera, não tem coragem de retomar sua vida e passa a ser chamado de João, trabalhando em Fernando de Noronha.

Por meio desta família pouco convencional, de sete irmãos unidos a partir da doação de sêmen que Miguel fez na adolescência, são narradas todas as tramas de Sete Vidas. A história corre sem pressa, bastante calcada nos dramas do dia-a-dia. A trama explora Lígia tentando retomar sua vida após a perda de Miguel; a rebeldia de Bernardo, que, ao se aproximar dos irmãos, começa a tomar outro rumo na vida; as desventuras da desbocada Laila, que não leva desaforo para casa; e de Luís, que vive num casamento infeliz com Branca (Maria Manoella), já que ela não aceita a libertária Esther (Regina Duarte), mãe dele, que criou ele e Laila com outra mulher, já falecida.

Já Pedro e Júlia passam boa parte da trama vivendo desencontros amorosos. Quando descobrem serem irmãos, lutam contra este sentimento, mas não conseguem. Mais adiante, Júlia descobre que sua mãe mentiu sobre a inseminação, e que ela, na verdade, é fruto de uma traição. No entanto, neste momento, Pedro já está envolvido com Taís (Maria Flor). Júlia, então, decide ceder às investidas de Felipe, formando um triângulo amoroso enroscado que se desenrola apenas no final da trama.

Sete Vidas chamava a atenção pelos diálogos muito bem escritos. Como era, acima de tudo, um drama psicológico, toda a ação se desenrolava por meio de muita conversa, com os personagens sempre discutindo suas relações a todo momento. A relação entre os irmãos que dão título à obra era construída aos poucos, e era belíssima. Uma das cenas mais tocantes acontece num parque de diversões, onde os sete se divertem. Sem diálogos, a cena se resolvia no olhar dos intérpretes, resultando numa das mais belas sequências já vistas numa novela. Outro destaque positivo era Regina Duarte num raro papel coadjuvante, com uma personagem solar e cheia de camadas, que ela fez muito bem.

Inicialmente pensada para o horário das 23 horas do ano de 2014, com 57 capítulos, Sete Vidas acabou realocada para a faixa das 18h, onde ganhou mais 49. Escrita por Lícia Manzo e Daniel Adjafre, com colaboração de Cecília Giannetti, Dora Castelar, Marta Góes e Rodrigo Castilho, a trama contou com direção de Adriano Melo, Thiago Teitelroit, Bruno Martins e Pedro Freire, sob direção-geral e núcleo de Jayme Monjardim.

Leia também:

Há 27 anos, estreava A Escolinha do Golias

Relembre a cena dos irmãos se encontrando num parque de diversões em Sete Vidas:

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio