O antológico Viva a Noite estreava há 35 anos

Publicidade

No dia 16 de novembro de 1982 entrava no ar pela então TVS, o SBT, o programa Viva a Noite. Um verdadeiro clássico da televisão brasileira, a atração consagrou Gugu Liberato, que comandava um programa alegre, com muita música e gincanas envolvendo artistas, e que se tornou um dos principais programas das noites de sábado de sua época.

Curiosamente, quando entrou no ar, Viva a Noite não era exibido aos sábados, e sim nas noites de terça-feira. O programa era dividido em vários segmentos, apresentados por nomes como Ademar Dutra e Jair de Ogum, além de Augusto Liberato. No entanto, esta fase durou pouco, e logo o formato do programa foi reformulado, fazendo de Gugu seu principal apresentador. Viva a Noite migrou para as noites de sábado em março de 1983, quando deslanchou de vez.

Com muitas variedades, o programa era calcado numa competição entre artistas, divididos em times de homens e mulheres. Os participantes passavam por divertidas e inusitadas provas no palco, como a prova da declaração de amor, na qual um deles tinha que fazer uma declaração romântica, mas incluindo na fala objetos inusitados que Gugu ia mostrando; ou a prova da bexiga, na qual os casais tinham de estourar bexigas uns nos outros, de pé e sentados; ou ainda a prova do desenho, quando um dos participantes desenhava numa lousa e os demais tinham que adivinhar o que é.

Continua depois da publicidade

Além da competição entre artistas, o Viva a Noite apresentava quadros diversos. Um dos mais lembrados é o Sonho Maluco, no qual Gugu realizava sonhos inusitados de espectadores que enviavam cartas ao programa. Viva a Noite promovia, também, diversos concursos, sendo o mais lembrado a competição que escolheu o “Rambo Brasileiro”. O programa também promovia apresentações curiosas e desafios no palco, com muitos momentos de tensão. Num deles, Gugu se propôs a atravessar um túnel de fogo e quase se deu mal. Mesmo com o equipamento de segurança, o apresentador chegou a passar mal depois da experiência.

Viva a Noite também trazia os principais nomes de sucesso da música nacional e internacional. Foi o programa que trouxe o grupo Menudo ao país pela primeira vez, causando grande comoção. Nesta fase, o programa contava também com a presença de Mara Maravilha que, antes de ter seu próprio programa, foi repórter da atração.

Viva a Noite foi um grande sucesso das noites de sábado, chegando a alcançar a liderança de audiência em seu horário de exibição, concorrendo com o Super Cine, da Globo, e o Perdidos na Noite, apresentado por Fausto Silva na Band. O sucesso do programa não passou despercebido pela direção da Globo, que viu em Gugu a arma que precisava para reformular sua programação dominical e fazer frente ao Programa Silvio Santos, na época líder absoluto de audiência. Assim, Gugu acabou contratado pela Globo em 1987, interrompendo a trajetória do Viva a Noite. No entanto, o apresentador nem chegou a estrear na nova casa, já que Silvio Santos, que na época enfrentava um problema na voz, acreditou que teria que se aposentar e via em Gugu seu sucessor. Assim, ele mesmo foi conversar com Roberto Marinho para desfazer o acordo entre Gugu e Globo. Deu certo, Gugu retornou ao SBT e a Globo, então, contratou Fausto Silva para seus domingos, nascendo assim o Domingão do Faustão.

De volta ao SBT, Gugu retomou o Viva a Noite e passou a apresentar quadros no Programa Silvio Santos aos domingos. E o Viva a Noite ficou no ar até 1992. Seu formato foi parcialmente aproveitado no novo Domingo Legal, dominical que Gugu passou a apresentar no início das tardes de domingo a partir de 1993. Depois disso, Viva a Noite ganhou um revival em 2007, com a apresentação da cantora Gilmelândia e o resgate dos quadros clássicos, mas a volta não repetiu o êxito da versão original. Saiu do ar no final daquele ano.

Leia também:

Há 18 anos, entrava no ar a RedeTV!

Reveja uma edição do Viva a Noite:

Publicidade
© 2020 Observatório da TV | Powered by Grupo Observatório
Site parceiro UOL
Publicidade