Sob Pressão aposta nos dramas pessoais dos personagens: “Vamos mais fundo”, diz Lucas Paraizo

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A terceira temporada de Sob Pressão estreia na próxima quinta-feira
(02), com novidades no cenário, elenco e narrativa. Diferente da segunda
temporada que destacou a corrupção, a pano de fundo agora está nos dramas
pessoais dos médicos.

Sendo assim, os telespectadores conhecerão um pouco mais a vida de Carolina (Marjorie Estiano), Evandro (Julio Andrade), Charles (Pablo Sanábio), Décio (Bruno Garcia) e Vera (Drica Moraes). “Apostamos no drama humano de cada um deles, já que todos ali têm um pouco a vida do hospital. Vamos mais fundo nos detalhes pessoais desses personagens”, explica Lucas Paraizo, redator-final de Sob Pressão.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

As histórias serão contadas em meio ao caos que os profissionais enfrentarão no novo hospital da trama, o São Tomé Apóstolo. “Exploramos principalmente como a vida de Carolina e Evandro, enquanto casal, será invadida pelos problemas do trabalho”, continua o redator-final, destacando o casal de protagonistas, que agora trabalha no SAMU.

Eles foram parar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência após o fechamento do Hospital Macedão. Em entrevista cedida pela Globo, Lucas Paraizo revela detalhes importantes da nova temporada de Sob Pressão, como a presença da milícia.

Confira a seguir:

Na temporada passada, o tema corrupção ganhou destaque na trama de Sob Pressão. O que você aponta como um diferencial desta temporada?

Nesta temporada, tentamos responder às perguntas ‘qual é o preço de salvar vidas e qual é a consequência que nossos protagonistas sofrem em sua rotina por tentarem ter um casamento normal, vivendo num estado de constante estresse e cobrança, em que a vida e a morte estão sempre no limite?’. ‘Sob Pressão’ tem uma função de entretenimento, mas também tem uma contribuição social. Uma função que a TV aberta deve ter, de falar com a sociedade de uma maneira muito ampla, sem deixar ninguém de fora. E esse é o nosso desafio – falar com o maior número de pessoas para entreter, mas também provocar reflexão”.

A corrupção fechou o Macedão. De que forma essa transição de cenário é esclarecida na trama e qual é o ponto de partida da temporada?

Desiludidos com o sistema público de saúde e com o fechamento do Macedão, os protagonistas decidem migrar para algum tipo de serviço onde eles possam fazer a diferença como médicos e ter um trabalho temporário. Então, começamos a terceira temporada com o casal trabalhando no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu. Escolhemos como pano de fundo do primeiro episódio um dia muito emblemático na história recente do Brasil: a greve dos caminhoneiros, o consequente desabastecimento da população e como isso afetou o sistema público de saúde. Sem fazer juízo de valor, colocamos nossos médicos heróis numa situação limite diferente”.

O novo hospital fica próximo a uma comunidade comandada por uma milícia. Como isso será tratado na trama?

Eu diria que a milícia é um dos antagonistas da gestão do Evandro (Julio Andrade) como diretor e vem através do Aristeu (César Ferrario), chefe da organização, que usa a emergência tanto para condenar os rivais quanto para salvar os aliados. Enquanto os médicos priorizam os mais graves, a milícia tenta obrigá-los a escolher um lado”.

O amor entre Carolina e Evandro se consolidou com o casamento na temporada passada, mas os embates foram muitos. Como será a relação deles na terceira temporada? Quais são os principais conflitos que os dois enfrentarão?

Serão muitos conflitos. Começamos a trama com eles juntos, com um plano de vida futuro, que é interrompido por uma questão do presente e, a partir daí, um se torna chefe do outro. Então, teremos o Evandro e a Carolina tentando conciliar casamento e profissão, cada um na sua posição profissional e tendo que lidar com problemas muito diferentes. Além disso, Evandro começa a expressar o seu desejo de ser pai e, para a nossa surpresa, a nossa médica não tem tanta certeza se quer ser mãe. A Carolina tem uma relação de trauma com a infância muito forte e tem medo, não só de ser uma boa mãe, mas também da maternidade afetar seu trabalho, que é a coisa na qual ela mais se agarrou para conseguir sobreviver”.

O público perceberá alguma mudança de linguagem na narrativa? Algo que tenha sido incorporado por conta da mudança de hospital?

Um pouco. Esse hospital tem uma característica mais religiosa do que o outro, então, tem freiras circulando pelos corredores ou fazendo atendimentos aos internados. Questões relacionadas à violência urbana também estão mais inseridas na narrativa, até por conta da presença da milícia. Nesta temporada, teremos invasão no hospital, médicos e pacientes baleados, sequestro, etc. Uma importante novidade na linguagem é um episódio feito em três planos sequências. Teremos somente três cortes no episódio, que está repleto de cenas muito intensas e de muita adrenalina”.

Como você descreve a Vera, personagem de Drica Moraes? Qual é a mensagem-chave que a personagem vai passar?

A Vera é a personagem que transmite a indignação do paciente. Ela é um pouco a porta-voz do paciente, que olha para as coisas e faz comentários como “essa fila toda para ser atendido hoje?”. Ela não tem medo de dizer as verdades, mas, talvez, tenha medo de ouvi-las. Ela esconde seu passado e sente uma culpa muito grande por ter confiado numa pessoa que a fez pagar caro demais por um erro que não cometeu. Apesar de ser inocente, para ela, às vezes, é mais fácil enfrentar um paciente do que enfrentar o passado”. 

Como você descreve a relação entre Vera e Carolina?

Vera e Carolina são duas mulheres muito machucadas pela vida e que reagiram de maneiras diferentes, mas com uma coisa em comum: uma certa dureza. Ambas são fortes e constroem uma relação de muita confiança”.

Os temas sociais continuam nesta temporada. Foi feita uma nova visita a hospitais para uma coletânea de novas histórias?

Quando a gente soube que faria duas temporadas praticamente no mesmo
ano, produzimos uma base de dados muito rica, com mais de 100 histórias coletadas.
Entre os assuntos abordados nesta temporada, temos: erro médico; violência
contra a mulher; sorofobia (HIV); bullying; meningite; câncer de mama; implante
clandestino; dependência química; úlcera; hemofilia; aborto; eutanásia; câncer
de pulmão; briga de trânsito; violência urbana, etc
”.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio