“Não acho ela vingativa”, Yanna Lavigne defende sua personagem em O Sétimo Guardião

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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“Ela tem uma personalidade forte, é individualista e egoísta”, é assim que Yanna Lavigne define Laura. A personagem faz parte do universo de realismo fantástico de O Sétimo Guardião – próxima novela das 9h da Globo. Escrita por Aguinaldo Silva, a trama começa a ser exibida no 12 de novembro.

Ansiosa para a estreia do novo trabalho, Yanna conversou com o Observatório da Televisão. A atriz adiantou que sua personagem vai sofrer após ser abandonada no dia do casamento pelo noivo Gabriel (Bruno Gagliasso). Irada, ela chega em Serro Azul para reconquistar o moço, que já estará em um romance com Luz da Lua (Marian Ruy Barbosa).

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“Ela joga firme para ter o Gabriel de volta, que é o maior objetivo dela”, afirma Yanna, avisando que Laura não será uma vilã. “Ela está muito machucada”, completa.

Ao longo do bate-papo, a atriz também comentou sobre a experiência de contracenar com Tony Ramos. Na trama, o veterano ator interpreta o pai de sua personagem. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Quem é Laura?

“Está sendo ótimo! A Laura é uma menina bem-criada, bem de vida, de grandes posses de São Paulo.  Filha única de um pai, até então, solteiro. Ela tem uma personalidade forte, é individualista e egoísta. Então são aspectos que tornam uma pessoa mais mimada”.

A Laura será uma vilã?

“Eu acho que ela tem uma dor muito grande que a move. Eu não sei se essa dor vai levar ela à vingança, a tocar para frente ou a se tornar uma pessoa melhor. Eu ainda estou entendendo. Até agora ela está muito machucada. E diante do abandono no alta, eu acho que essa dor vai permear pela novela e vai ser a razão pelas atitudes dela”.

“Eu não sei se essa dor vai levar ela à vingança”

A Laura vai infernizar a vida do casal Gabriel e Luz da Lua em Serro Azul?

“Vai, vai. Infernizar o casal, eu não sei. Mas ela joga firme para ter o Gabriel de volta, que é o maior objetivo dela”.

O que o telespectador pode esperar das vinganças da Laura?

“Eu não acho ela vingativa. Ela teve uma dor do abandono no casamento e essa dor leva ela para algumas questões e atitudes. Ainda não é vingança. De repente, ela está buscando uma provocação, mas ainda não é vingança. Ela está ressentida e a superação demora a chegar. Ela ainda está entendendo tudo isso.

Como ela é da alta sociedade de São Paulo é uma vergonha. Então ela está lidando com todos esses sentimentos e reagindo a tudo isso. Eu ainda não li nada de vingança, mas pode caminhar para isso”.

Parceria com Tony Ramos

A novela mostra o tempo todo a relação da Laura com o pai. Quem é a mãe dessa jovem?

“A gente não sabe. Até então, eu tenho um pai super presente, que é o grande amor da vida da Laura. Idem para o pai. Ela é a filha que ele ama, idolatra, cuida e mima muito”.

Como é contracenar com o Tony Ramos?

“Existem três fases. A princípio, eu fiquei tão nervosa que na hora de estudar a fala não vinha. Quando eu conheci o Tony é outra fase. Eu tremia na base, na leitura eu ficava muito nervosa. O nervosismo trava. E a terceira fase é gravar com o Tony, que é uma pessoa generosa, educadíssimo, elegantíssimo, divertido, profissional.

Eu só tenho adjetivos positivos para enaltecer a pessoa que ele é e agradecer a parceria. Ele é um ser humano incrível. Então são três etapas de nervosismo, ansiedade, mas quando chega e encontra a pessoa maravilhosa que ele é”.

E como está sendo essa troca profissionalmente?

“Está sendo magnífico. Eu estou aprendendo muito com o set. Eu fiquei dois anos sem trabalhar. Parece que foi ontem que eu gravei Liberdade, Liberdade (2016), mas já se passaram dois anos. E nessa volta, não teria escola melhor para estar no camarim e no set gravando, olhando olho no olho tanto o Tony quanto a Lílian, que são as pessoas que até agora eu mais gravo.

Profissionalmente é uma escola, uma faculdade, uma graduação, um mestre, um doutorado tudo junto. Eu acho ele fantástico e ele tem muito o que dizer e ensinar. Ele é generoso. Ele não é aquele veterano que guarda para ele, que faz o trabalho no foco dele. Ele é simples e de muita generosidade”.

Moda e cuidados com o corpo

Como você gosta de se vestir no dia a dia?

“Eu sou uma sagitariana nata, então eu busco o conforto para sempre. Mas, é claro, eu gosto de me antenar à moda e como não entendo 100%, gosto de estar rodeada de pessoas que entendam. A minha empresária Cris tem um olho quilômetro e incisivo. Ela é a que mais de ajuda (risos).

Depois de ser mãe, a praticidade reina lá em casa. O que estiver mais perto e o que for mais confortável é o que eu visto no meu dia a dia (risos). Em evento eu gosto de estar antenada, gosto de pesquisar, gosto de entender. Eu gosto de produzir para eventos especiais”.

Como você encaixa a atividade física na sua rotina?

“Eu não gosto de rotina, então os meus treinos são variados. Eu gosto de fazer coisas para o bem-estar, para a saúde mental e espiritual, o bem para a alma. Então eu mesclo musculação, que eu malho com o meu personal Daniel Goffredo, Muay Thai, que eu faço com o Júnior Pimenta, e Hot Yoga.

Eu acho que buscar alimentação para o corpo e o espírito, faz a gente baixar a ansiedade e acalmar, que é o que eu preciso para cuidar bem dela (a filha)”.

Yanna Lavigne e a filha Madalena

O que mudou na Yanna com o nascimento da Madalena?

“A gente chama de pausa o momento da gestação e amamentação, mas eu acho que é uma pausa para um grande ganho da vida. Então eu ganhei como pessoa e mulher imensamente. Acho que muda a sua postura diante a vida, os seus ideais. É a ressignificação de tudo na vida.

O seu foco muda, os detalhes mudam. Então me mudou com personalidade, com mais força e determinação. Uma postura mais madura no trabalho, sem dúvida. Mudou muita coisa”.

Como é deixar a Madalena em casa para ir trabalhar?

“Acho que eu fiquei um período ideal para complementar a amamentação, o estar junto, a criação. Vim para um momento ideal como pessoa, um momento pessoal ótimo para trabalhar. O desligamento da hora de dar tchau para ir trabalhar e a volta foi aos poucos, natural”.

Quem fica com a Madalena enquanto você está gravando?

“O Bruno fica em casa (risos). Tem que revezar, não adianta. Eu não venho gravar todos os dias da semana, não são doze horas por dia. Com o horário a gente consegue se ajustar. Se a semana está muito puxada para os dois, eu chamo a minha mãe. A Ana (sogra) também. Eu tenho avôs e avós ótimos. Uma grande amiga me auxilia em casa, a Grazi”.

“Um momento pessoal ótimo para trabalhar”

Você ainda amamenta a Madalena?

“Ela parou com seis meses e meio porque o meu leite secou. Ele veio pouco. Tentei estimular com chás específicos para aumentar o leite, mas não tive sucesso”.

A Madalena se alimenta bem?

“Como muito bem. Ela tem uma alimentação diversificada e variada. Eu posso dar arroz japonês na mão dela que ela come, até um pedacinho de brócolis”.

Você e o Bruno Gissoni se adaptaram à dieta da Madalena?

“Ela come o que a gente também come. É claro, se a gente come um feijão, arroz e carne, o dela vai ter um purêzinho e um legume bem picadinho. Mas, normalmente, ela senta para comer junto com a gente porque quer o que está no nosso prato”.

Você gosta de cozinhar quando tem um tempo livre?

“Não é uma prioridade cozinhar. Eu acordo, cuido da Madalena, dou banho, tomo café, brinco com ela e venho gravar. Aí estudo, estudo, estudo. Confesso que cozinhar fica em último na minha lista (risos). Um bom café da manhã eu gosto de preparar”.

O Bruno vai para a cozinha?

“Ele gosta mais do que eu. Ele se arriscar mais na cozinha do que eu”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

 

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