“Minha experiência não teve o feedback que eu queria ter”, relata esposa de Sylvinho Bla Blau após Troca de Esposas

Publicado há 2 anos
Por André Júnior
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O último episódio do Troca de Esposas aconteceu com o casal de famosos Sylvinho Blau Blau e sua esposa Ana Paula. A mudança de família aconteceu entre mães de São Paulo e Rio. O último repositório foi marcado por farpas e provocações entre Adriana e a filha do músico. Em entrevista ao Observatório da Televisão, Ana Paula abriu o coração sobre a experiência vivida no reality show.

Qual reality foi mais difícil para você, o Power Couple Brasil ou o Troca de Esposas?

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São dois formatos completamente diferentes. No Power eu tinha meu marido ao meu lado e isso me dava muita força. No Troca eu estava sozinha, mas tinha a responsabilidade da família de uma outra pessoa em minhas mãos. No Power eu tive que superar muitos traumas e medos, além de ter que conviver com uma situação desagradável de perseguição gratuita. No Troca, a casa não era minha, eu estava desconfortável. O Power foi muito mais difícil. Onde tem disputa por dinheiro, as pessoas se transformam, te empurram do precipício em benefício próprio, sem dúvida alguma é ter que conviver com a pior parte do ser humano.

Choque

Quando você assistiu o programa no dia de exibição, o que foi mais chocante de assistir?

A falta de respeito! Uma pessoa se oferecer para participar de um programa, sem entender quais seriam as regras, chegar na casa de alguém fazendo comentários do tipo “essa mulher é doida”, “as pessoas que moram aqui devem ser maníacos, devem tomar 10 banhos por dia e passar álcool nos pés e nas mãos para entrar em casa”… Julgar pela aparência sem nem mesmo se dar a oportunidade de conhecer de verdade essas pessoas, conota uma enorme falta de respeito ao chegar na casa de alguém. No meu modo de ver a vida, respeitar alguém, algo ou alguma situação é a base de tudo! E quando há respeito, há diversão.

Problemas entre participante e nova família

Sua filha e a esposa substituta se estranharam e trocaram farpas por diversas vezes. Você se chateou com esses acontecimentos?

Sim. Isso foi bem desconfortável. Minha filha é a primogênita. É uma menina que foi mimada sim pela família, mas não é uma menina que desrespeita ninguém. E nem tampouco uma menina deslumbrada com a vida. O que aconteceu aqui em casa foi muito chato de ver. A esposa não teve empatia, ninguém tem o direito de chegar na casa do anfitrião e perguntar: “Você tem essa cara de enjoada, é só a cara ou você é enjoada mesmo?” E prosseguir: “Você lava louça?” Diante da resposta positiva, a mãe acrescentou: “Achei que Barbie não lavasse louça”, Barbie usado no termo pejorativo.

Isso certamente foi o estopim da pouca animosidade entre as duas. Uma mulher adulta precisa saber se posicionar diante de uma jovem, se igualar a essa jovem é pedir para ter problemas. E aí entra o respeito novamente, pois se você é uma mãe que sabe se impor, que sabe impor respeito, com certeza você vai receber o mesmo de volta.

Como na casa dela eu não destratei os filhos, muito embora tivesse tido oportunidades de embates grandes com a mais velha, eu apenas me comportei como adulta e soube impor minha presença de forma educada, e cordial. Era esse o comportamento que eu esperava de uma esposa madura em minha casa. Faltou muita maturidade e senso de humor.

Tarefas

Você ficou satisfeita com a forma que foi tratada e as tarefas que desenvolveu dentro da casa de outra família? E a forma que trataram a esposa substituta, o que você achou?

Eu cheguei lá sem saber o que me esperava, de cara vi entrar quatro filhos pela porta. Pensei: “Vou precisar de muito jogo de cintura para conseguir sobreviver aqui por uma semana”! (risos) Inicialmente houve muita resistência à minha chegada. Eles estavam acostumados a não dar satisfação para ninguém, serem livres. Comer, sair a hora que bem queriam.

Mas já no segundo dia, eu com toda paciência e tato do mundo, explicando muita coisa falando em forma de brincadeira, usando um pouco da linguagem deles, aguçando a curiosidade. Fui conquistando os pequenos, e aquela guarda armada foi sendo baixada, aí eu também relaxei. Eu queria ter ensinado mais, ter tido mais tempo para desenvolver muito mais tarefas do que as que propus, mas o espaço de tempo para realizar é curto, aí você precisa optar pelo que irá causar mais impacto.

Como você se sentiu ao final da atração?

O programa é editado para passar em um curto espaço de tempo, muitas coisas não vão ao ar, mas eu ensinei sobre a importância de reciclar o lixo, que não existe um fora no mundo, que o fora é só da sua porta pra fora, mas que se não reciclarmos o mundo será destruído. Ensinei sobre geografia, criei expectativas neles, agucei a curiosidade e o mais importante pra mim, falei muito sobre compartilhar com a família e passar tempo juntos. Na soma total eu posso dizer que fiquei “satisfeita”. Olha, eu vou ser bem sincera como falei no debate final.

Aprendizado

O que você aprendeu nesse processo?

Eu saí da minha casa para esse Troca de Esposas na expectativa de aprender algo novo. Saí de coração aberto e querendo que uma pessoa de fora me desse uma visão do que poderia não estar funcionando em minha casa, pois eu sei que é muito difícil ter uma visão panorâmica de si mesmo. Só que infelizmente isso não aconteceu. Eu não aprendi nada com a troca, não teve literalmente “troca”, a esposa não somou na minha casa, se limitou a criticar, acho que ela se intimidou com a minha organização.

Ficou presa ao fato de que criei uma filha mimada, mas isso eu já sei, já que fui eu quem a criei. Que na minha casa não tem divisão de tarefas, isso eu também já sei, e por aí foi, só críticas vazias e sem contribuição pontual para nossas vidas, ficou preocupada em “causar” e acabou esquecendo de ser mãe/esposa.

O que o programa não mostrou?

O que não mostrou no programa é que eu tenho uma secretaria do lar que me auxilia três vezes na semana. A Katia não é uma empregada na minha casa, ela é uma auxiliar complementar ao meu serviço. E a cozinha é responsabilidade minha. Isso quer dizer que eu também cozinho para a minha auxiliar! A esposa aqui só teria que fazer isso, cozinhar! As outras regras que eram não colocar panelas em minha geladeira, e sair com meus animais, são coisas tão banais e cotidianas que eram irrelevantes!

Rotina

Como é sua rotina?

Minha rotina é bem dinâmica! Levanto às 06:30, vou para a academia a pé (30 minutos), na volta passo no mercadinho, chego em casa, saio com o cães, volto e vou cuidar do almoço. Nos sentamos à mesa, almoçamos juntos, alguém lava a louça e não necessariamente sou eu sempre. À tarde trabalho um pouco, nem sempre em casa. Às vezes vou à loja, à noite cada um come o que deseja. Mas não dou na mão e também nunca comem no sofá de casa, nos reunimos na cozinha e ali juntos trocamos ideias e comemos.

E quanto às críticas feitas aos seus filhos?

Ela não tinha essa rotina toda, era bem pontual, imagina se tivesse? Meus filhos têm obrigação de estudar e se auto sustentarem na vida pessoal. Os dois trabalham, a casa eu e meu marido sustentamos. Fomos nós que casamos, a casa é nossa, a vida de mãe é minha. Quando meus filhos casarem irão ter a casa deles e as obrigações deles, mas aqui na minha casa, não precisam. O que não quer dizer que não saibam fazer. Como foi mostrado, meu filho sabe cozinhar, minha filha sabe cuidar da casa, além de serem muito responsáveis. Então a esposa não ajudou, não contribuiu, não acrescentou. No debate final a esposa disse assim: “Não tenho nada para falar da casa dela. É uma casa perfeita, até os cachorros são perfeitos”. Me senti muito mal! Eu tenho plena consciência de não ser perfeita!

Feedback

Qual seu feedback?

Minha experiência não teve o feedback que eu queria ter. Foi tipo estrada de mão única. Em minha casa, a esposa foi muito bem recebida, teve todo conforto que deveria ter, foi bem tratada, ninguém, e eu estou dizendo ninguém a destratou. Ela fez o que quis é como quis. Se ela não está acostumada a ser bem tratada, minha família sente muito por isso. É o tal do preconceito, esse então, passou longe daqui.

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