Lucas Domso fala sobre fazer um personagem que não fala em Verão 90: “Para mim é um desafio”

Publicado há 2 anos
Por Henrique Carlos
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Lucas Domso entrou em Verão 90 para interpretar o personagem Figueirinha, que vem atraindo a curiosidade do público. Afinal, até agora o rapaz não falou em suas cenas. O personagem é um dos seguranças de Mercedes (Totia Meireles) e faz tudo o que a megera pede.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Lucas contou sobre como está sendo sua experiência e ainda revelou detalhes de seus próximos projetos na carreira. Confira:

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Como está sendo essa sua vinda para Verão 90?

“Pois é, passou muito rápido. Desde o processo de ensaio, tivemos umas aulas de dança em dezembro e agora já vamos para o meio do ano. Mas sempre que passa rápido, é porque está sendo gostoso de fazer. Eu estava morando fora, cheguei no Brasil e já tive essa surpresa de trabalhar com a equipe que eu fiz a minha primeira novela. É um privilégio rever as pessoas e grandes amigos, a gente vê que realmente a gente cria amigos aqui. Mas a melhor coisa é o sucesso da novela, as pessoas estão gostando.”

Oportunidade

Como surgiu essa oportunidade?

“Eu fiquei um ano morando fora e já estava há bastante tempo sem fazer novela, quando surgiu essa oportunidade e eu fiquei sabendo um pouco sobre o Figueirinha e aí as autoras vieram conversar. Elas me falaram que ele não falava, mas não era mudo e iria acabar falando uma hora. Elas me proibiram até de colocar caco, para na frente ter uma surpresa.”

Por ele não fala é mais difícil para interpretar?

“É mais difícil porque a gente sempre quer buscar uma coisa a mais, uma expressão e corre o risco de se tornar uma coisa caricata. Para mim é um desafio, eu assisti vários filmes e fiquei muito ligado a essa coisa do olhar do ator. Mas agora já está ficando até uma coisa engraçada. Aí tem esse equilíbrio desse mistério, com a coisa da comédia também.”

Qual você acha que é o perfil desse cara e o que você acha que ele tem de mistério?

“Já foi citado que ele é um ex-funcionário do SNI e que ele trabalhava para o governo, que a Mercedes (Totia Meireles) contratou ele assim que saiu. Ele é um cara muito treinado e pelas coisas que ele vem fazendo, eu acredito que ele é uma pessoa que a gente tem que ter medo.”

Mercedes

Ele não fala, mas faz tudo o que a Mercedes quer, né?

“Pois é, ele é o fiel escudeiro dela, por mais que trabalhe na casa com o Quinzão. Eles tem uma relação misteriosa e já tem gente shippando os dois, para mim está sendo o maior prazer contracenar com a Totia.”

Teve alguma cena mais marcante para você?

“Tem uma cena que a gente invade o restaurante da Janaína, onde ele mexe com outras coisas, com armas e o personagem já fica um pouco mais pesado nesse sentido. Como eu te falei, as movimentações e as marcas tem que ser mais certinhas e está sendo realmente um desafio.”

Ele tem algum sentimento pela Mercedes?

“Eu desconfio que ele é apaixonado por ela. Ele mostra isso no olhar, nas atitudes e ela também tem uma coisa ali por ele, é como se ele fosse uma segurança ali para ela.”

Você já tem algum projeto fora da novela?

“Tenho. Eu fiz uma comédia que eu viajei boa parte do Brasil, eu também escrevo e fui contemplado com um edital. Tive a oportunidade de viajar com a peça Congresso Nacional de Sexologia. Agora estou fazendo um projeto de vídeos para a internet, onde eu falo sobre empreendedorismo.”

Pedra no sapato

O Figueirinha vai ficar animado com a separação da Mercedes com o Quinzão? Mas vai vir o Andreas Moratti para destruir tudo, né?

“Pior que ele fica animado mesmo, porque ele vê uma brecha para de repente ter alguma coisa a mais com a Mercedes. Mas tem essa pedra no sapato. É o Andreas que vem sondando a Mercedes, mas eu tenho fé que essa relação vai chegar em algum ponto além disso ao final da novela.”

Você acha que conseguiria fazer a experiência de ficar uma semana sem falar nada?

“Não, muito difícil. Uma vez com uma namorada, ela foi fazer um retiro que não poderia falar e eu fui com ela, mas no primeiro dia eu voltei e ia falar com ela e ela falava que não podia e eu não conseguia.”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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