Lidando com vidas passadas em Espelho da Vida, Vitória Strada afirma: “Acredito em muitas coisas do espiritismo”

Publicado há 2 anos
Por Greicehelen Santana
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Em Espelho da Vida, Cris Valência (Vitória Strada) é uma jovem atriz que desembarca na cidade de Rosa Branca, em Minas Gerais, para protagonizar um filme. Ao longo da produção, ela descobre que a personagem, Júlia Castelo, é uma de suas vidas passadas e começa a viver uma experiência única de sensações, amores e mistérios – chegando até a se transportar para a década de 1930.

Em entrevista ao Observatório da Televisão, Vitória contou como está se relacionando com o enredo escrito por Elizabeth Jhin, que tradicionalmente traz o espiritismo como ponto de partida. A atriz também falou um pouco sobre fama e boatos que surgem na internet. Confira:

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Você esperava ser chamada para integrar o elenco de Espelho da Vida?

Eu não esperava! Eu não esperava porque a gente terminou Tempo de Amar com um sucesso, graças a Deus, muito grande. Foi muito boa a repercussão que a novela teve. E eu estava me preparando para entrar de férias, para acalmar o meu coraçãozinho, esperar uma nova oportunidade. Mas eu jamais poderia esperar que essa nova oportunidade fosse tão grande, importante e especial como está sendo essa novela. Eu tenho certeza que é um presente muito grande.

E como surgiu o convite?

O Pedrinho Vasconcelos, que é o diretor, me ligou. Não tinha feito nem m mês ainda que eu tinha entrado de férias. Ele me contou a história dessa novela e eu fiquei encantada. Eu falei: ‘será que eu posso fazer um teste? ’. E ele falou: ‘não tem teste. É você’. Aí perguntei: ‘sou eu para quê? ’. Porque eu não estava entendendo. Eu fiquei feliz e pensei que na certa ele tinha um papel para mim. E ele falou: ‘é você a protagonista’.

“É um trabalho árduo, mas que está valendo muito a pena”

Eu não sei explicar a emoção que eu senti na hora. Ele pediu para eu ter calma porque era um desafio muito grande. Fizemos uma reunião, ele explicou toda a história e embarcamos juntos. O Pedrinho tem sido meu professor, meu mestre diariamente para contar essas três histórias. Na verdade, são três facetas da Cris. Não são três personagens separados. É um trabalho árduo, mas que está valendo muito a pena.

O que mais te conquistou na trama?

Eu acredito em tudo que é puro, verdadeiro e no amor, acima de tudo. Receber o convite do diretor e saber que ele estava apostando em mim, me deixou muito feliz. A Beth (Elizabeth Jhin) colocou um pouquinho de mistério, muito amor. Ela juntou três histórias em uma e ficou esse romance misterioso com uma história de reencarnação, de vidas passadas.

O que eu digo para as pessoas, que me perguntam por que devem assistir à novela, é que ela nos ensina muito. Nos ensina que as pessoas não entram nas nossas vidas por acaso, que não devemos fazer o mal para as pessoas ou querer julgar as pessoas porque não sabemos o que elas passaram, ou nessa vida mesmo ou em vidas passadas.

Vitória Strada fala sobre personalidades de Júlia e Cris

A Cris Valência e Júlia Castelo têm personalidades parecidas?

Não são duas personagens distintas. Não vamos ver o ‘cortar para a Julia’, ‘corta para a Cris’. Vamos ver uma Cris vivendo a vida dela. Uma Cris que começa a estudar um personagem que ela vai interpretar no filme, que se chama Julia. De repente, ela começa a se identificar com essa história. Ela tem pesadelos com a mesma história dessa menina. Ela vai na casa e, de repente, vê que é ela na parede. E aos poucos ela vai entendendo que foi essa menina. Quando ela volta para o passado, ela volta no corpo da Julia, mas com a cabeça da Cris. Ela vai conhecer o pai na vida passada, a mãe na vida passada. É um mistério, um quebra-cabeça que a gente vai construindo.

“Ela tem pesadelos com a mesma história dessa menina”

A Cris vai querer saber a história dela?

Ela quer saber a história dela e, ao mesmo tempo, é o destino dela. Ela tem que descobrir essa história. Sempre que ela tem algum receio, quando está muito pesado para ela lidar com tudo, parece que a vida puxa ela e diz: ‘esse é o seu caminho. Você precisa descobrir como foi a sua história’. Então ela volta para casa, faz a passagem do tempo, descobre mais alguma coisa e ela vai se reestruturando à medida que tudo vai acontecendo.

Você sabia que a história da Julia seria tão densa?

Não. O Pedrinho me contou a história por cima, aí eu comecei a ler os capítulos e fui tendo noção aos poucos. Eu fui me apaixonando pela história à medida em que eu fui lendo. É uma história fascinante.

Corre o risco de o público achar o enredo da novela complicado?

O complicado é bom. Que graça teria se a gente soubesse de tudo que fosse acontecer na nossa vida. Eu acho que o público vai se encantar por essa novela, justamente, por essa junção de mistério com história de amor e com uma reencarnação, para quem acredita no espiritismo e ensinamentos para quem não acredita.

Sentimento da personagem ao descobrir vidas passadas

A sua personagem sente medo ao descobrir as histórias sobre vidas passadas?

É um misto de fascinação. Claro que a casa está meio abandonada, tem gente que diz que é mal-assombrada, mas ela tem uma fascinação que não sabe explicar. Ela não é uma personagem que acredita em reencarnação, a vida vai provando para ela. Ela vai sentindo e isso é tudo novo para ela. É uma descoberta a cada cena. Geralmente, temos um personagem que tem uma trilha. A Cris não! A vida vai apresentando coisas e detalhes o tempo inteiro, e ela vai se acostumando com isso.

A Alinne Moraes (Isabel) afirmou que os papéis irão se inverter bastante na vida passada. Há possibilidades da Cris ter sido um pouco malvada?

Não senti isso. Eu senti que é como se a Cris fosse um fio condutor de entender o que aconteceu com cada personagem. Do porquê que o Alain começa a agir muito ríspido com ela no presente. Quando eles chegam na cidade, ele começa a ser muito grosso com ela. No presente, ela tem medo de casar. Quando voltar para o passado vai explicar muitas coisas.

Carreira

Você percorreu muitos caminhos até chegar na sua protagonista em uma novela das seis. Como você analisa sua trajetória?

Se eu fosse parar para pensar, há dois anos, onde eu estaria hoje, eu pensaria assim: ‘um dia eu quero chegar lá’. Eu sei de todo o meu esforço, mas eu não consigo pensar: ‘ah, era eu que devia estar lá. Eu devia ser a protagonista’. Eu apenas tenho a consciência do esforço que dou todos os dias. Acho que cada vez que me dão mais oportunidades, mais eu me sinto com responsabilidades. Então eu preciso me dedicar mais e me mostrar. Não tem resultado sem dedicação. Não tem trabalho sem esforço diário.

“Eu apenas tenho a consciência do esforço que dou todos os dias”

Você acredita que não foi escolhida por acaso para ser protagonista de Espelho da Vida?

Quando a gente começou a fazer as leituras, eu fui percebendo cada vez mais a responsabilidade que era. O Pedro Vasconcelos, que é o nosso diretor, falava assim: ‘você não sente que é você?’. E eu começava a chorar, me emocionava. Eu não sei o porquê, mas tem alguma coisa muito especial nessa novela.

Acho que não só eu, como todo o elenco, toda equipe sente isso. Quando a gente fala de alguma religião ou quando está tocando em um assunto tão especial, é como se fosse sagrado. É até mais ou menos isso que a minha personagem fala quando descobre a casa. Ela fala: ‘eu não sei o que está acontecendo, mas eu sinto que é sagrado’.

Trabalho como protagonista

Como é para você viver personagens protagonistas duas vezes seguidas em novelas da Globo?

É muito surreal. É uma realização de um sonho que nem eu podia imaginar. Se eu pudesse pensar, antes de tudo acontecer, o que eu queria para a minha vida e na minha carreira, eu queria ter grandes oportunidades como atriz, queria trabalhar com pessoas do bem, acima de tudo, e ter papéis que me ensinassem também. E a vida uniu tudo isso em tão pouco tempo e de uma forma tão especial.

Antes de fazer Tempo de Amar, eu fiz protagonista de um filme com a Adriana Esteves, Francisco Cuoco e Vladimir Brichta. Nada acontece do nada. As pessoas acham que as coisas caem do céu, mas na verdade tem uma jornada muito longa. Eu digo que as oportunidades vêm na hora que é para ser.

Fake News e Fama

Antes da estreia da novela, foi noticiado que você e o João Vicente, que interpreta o Alair Dutra, estavam vivendo um romance. Você está solteira ou namorando?

Estamos juntos na novela, trabalhando diariamente. Eu estou solteira.

Você se sente preparada para lidar com a exposição da fama?

A carreira de atriz eu procurei, a fama eu não procurei. É clichê, mas é fato: é uma consequência do meu trabalho. Eu fui me acostumando aos poucos. Sou muito agradecida também por ter pessoas que me perguntam educadamente e que respeitam o espaço. Se alguém me fizer uma pergunta desrespeitosa, na hora eu vou ter que me preparar e saber como reagir a isso. Até agora eu não tive nenhuma situação indelicada.

Ainda sobre boatos, circulou na internet que a Isis Valverde seria a protagonista de Espelho da Vida. Como você lida com essas falsas notícias?

O que eu posso dizer da Isis? É uma atriz incrível, que eu admiro muito e que deve estar num momento incrível da vida dela. Agora mamãe está mais linda do que nunca. Eu não conheço pessoalmente, mas gostaria de conhecer. O que eu posso dizer é que não dá para a gente ficar se comparando. Se eu fosse me comparar com a Isis, eu ia balançar as pernas e não ia conseguir seguir em frente, porque eu acho o trabalho dela incrível. Eu jamais ia querer me comparar com o trabalho dela. Eu procuro até nem pensar nisso, até para não me dar mais medo ainda (riso).

Vida e Religião

Você acredita no espiritismo?

Eu acredito. Eu não acredito em uma religião só, mas eu acredito em muitas coisas do espiritismo.

Você tem medo da morte?

Eu tenho um pouco de medo do sofrimento, mais do que da morte em si.

Você gostaria de saber como foi e o que aconteceu na sua vida passada?

Tenho um pouco de medo também. Imagina descobrir e ter que lidar com isso. Não é um caminho fácil, imagino, para quem lida com isso, resolve descobrir ou fazer alguma espécie de regressão. Pelo menos, o que eu posso dizer pelo caminho da Cris é que não é uma coisa simples.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.

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