Letícia Sabatella sobre sua vilã em Tempo de Amar: “É invejosa e vive para articular”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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De volta à televisão após breve participação em Liberdade Liberdade, Letícia Sabatella estará em Tempo de Amar, próxima novela das 18h. A atriz conversou com o Observatório da Televisão durante a coletiva de lançamento da trama, que aconteceu no Rio de Janeiro. Confira o bate papo:

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Como está sendo participar de Tempo de Amar?

É uma novela com muita aventura, com personagens fortes, clássicos. É uma novela clássica e bonita.

Sua personagem, a Delfina, vai ser uma vilã?

Uma vilã bem invejosa por sinal.

Você já fez outras vilãs. Acredita que seja mais fácil?

Não é fácil, mas é bem rico. Dá pano pra manga. Ela tem uma agilidade para articular coisas e vive para isso. É uma pessoa que dá trabalho para si mesma.

Ela é recalcada? Não gosta de ver as outras pessoas felizes porque ela não é feliz?

Eu não sei simplificar. Ela foi rejeitada sempre até mesmo pela mãe, e na maneira como ela foi criada dentro da casa, à margem da família. Ela serve ao patrão desde que ele era moço, mas nunca foi colocada num lugar de sociedade, sempre esteve à margem. É como se fosse alguém sobrevivendo num espaço bem menor do que ela caberia e ela tem uma grande mágoa disso. Alguém que teve as asas bem cortadas.

Você diz que ela o serve no amor?

Sexualmente, ela serve ao patrão José Augusto (Tony Ramos), e tem uma filha com ele que ele não reconhece, a Tereza (Olívia Torres), que é irmã de Maria Vitória (Vitória Strada). As duas não sabem, é uma situação muito moralista, de costumes da época, que hoje em dia é mais fácil da gente compreender, da gente ver, a que transtorno psíquico isso vai levar, no caso dessa personagem. É como você analisar uma Medéia (de Shakeaspeare), personagem que vai sendo colocada numa panela de pressão, vai criando tantas opressões e a que ponto ela pode chegar?

Além da novela, você está fazendo mais alguma coisa?

Eu continuo com a Caravana Tonteria, algumas apresentações de Trágica.3, onde eu faço Antígona e fiz a trilha. Também irei estrear um projeto que é Piaf-Brecht ainda em outubro ou novembro.

E como é esse projeto?

É uma história contada por Edith e Bertoldo, eles vão contar a história de Piaf e Brecht pra ver quem é o melhor. É uma brincadeira de dois palhacinhos que vão brigando o tempo todo.

E quem é melhor?

É a mesma coisa que dizer cabeça ou coração.

E você é mais cabeça ou coração?

Eu vario, tem horas que a cabeça rege mais, e tem horas que o coração dá uma rasteira na cabeça, vai se equilibrando.

Vai estrear aonde?

Vai estrear em São Paulo, primeiro no Santo André e depois vai para o Sesc.

Aqui no Rio está difícil fazer teatro, não é?

É, a gente está vivendo essa crise absurda da cultura no país, esse desmonte assim aqui no Rio de Janeiro, enfim, eu estou dentro de todos os protestos que façam com que a nossa soberania nacional seja retomada, nossa democracia e também a nossa dignidade, pra que nossa identidade não seja perdida através da nossa cultura.

*Entrevista realizada pela jornalista Núcia Ferreira

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