Lara Tremouroux revela semelhanças com sua personagem em Filhos da Pátria: “Somos contestadoras”

Publicado há 3 anos
Por João Paulo Reis
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Lara Tremouroux é Catarina, na série Filhos da Pátria, escrita por Bruno Mazzeo e que estreia em setembro na Globo. Em entrevista, a atriz falou sobre os desejos de sua personagem, e ainda se declarou apaixonada pela namorada. Confira:

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Sua personagem, a Catarina, é uma moça de 1822, mas sem aquele sonho de se casar e viver para a construção de uma família, não é?

Isso. Quando ela visita o brechó com a Madame Dechiré (Karine Teles), ela tem contato com outro universo porque ela vive com essa família. Ela é bela, recatada e do lar, essa coisa classe média brasileira e ela vê que o mundo graças a Deus é muito além daquilo. Não que ela não possa se apaixonar, mas ela não tem aquela necessidade de ter um homem.

Você tem alguma característica da personagem?

Esse lado de empoderamento e um lado que ela tem de ser um pouco revoltada, eu sou Áries com Áries então em casa, eu sou bastante revoltada, de ter que se posicionar quando discordo de algo. Eu não consigo ouvir algo que eu discorde e ficar calada, até mesmo coisas que a série trata como machismo, racismo. Temos essa característica contestadora.

Você ainda mora com seus pais?

Moro sim.

Você está namorando?

Estou namorando há 10 meses, uma menina que estou muito apaixonada. Nunca fui dessas, mas, fiquei toda brega postando foto de casal no Instagram (risos). De repente bateu um negócio e foi isso, inclusive ela, que é sobrinha da Joana Jabace, nossa diretora na série. Ela é estudante de biologia, chama Bia Novaes.

Quais foram seus papéis anteriores na TV?

Eu fiz uma personagem anteriormente que era a Sandra de Babilônia, amiga da personagem da Luisa Arraes, só que como era uma obra aberta, tudo era possível, e as coisas foram mudando. E fiz também um quadro no Fantástico, chamado Não Se Apega Não, mas esse é o primeiro trabalho onde posso mostrar outros lados, é uma personagem mais complexa que tem cenas de romance, cenas engraçadas.”

A sua personagem é bem marcante por ser a esperança da família. Você está preparada para a visibilidade até por ser gay e sofrer algum tipo de crítica?

Eu tenho consciência que terão críticas, porque no mundo tem muita gente preconceituosa. Fingir que isso não vai acontecer seria ingênuo da minha parte, mas até agora não tenho sentido nada. Para mim, só de ter passado essa maquiagem, já me sinto uma aeromoça, outra pessoa que se apossou do meu corpo (risos). Isso não é nada normal para mim, tentei até vir sem vestido.

Então você não é mocinha?

Como atriz se quiserem me chamar assim, vou achar lindo, mas como pessoa não. E acho bom ter a visibilidade que a gente ganha, de ser muita seguida em redes sociais, de poder se posicionar sobre essas coisas, pode falar sobre isso.

*Entrevista realizada pela jornalista Núcia Ferreira

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