Kelzy Ecard fala sobre sua estreia em novelas e sua personagem em Segundo Sol: “Ela é uma mãe extremamente amorosa”

Publicado há 3 anos
Por Henrique Carlos
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A premiada atriz Kelzy Ecard que tem uma carreira consolidada e de bastante sucesso nos palcos do teatro, foi convidada por Dennis Carvalho para viver Nice, personagem que será mãe de Rosa (Letícia Colin) e Maura (Nanda Costa) em Segundo Sol.

Kelzy conversou com o Observatório da Televisão durante a festa de lançamento da novela que aconteceu no Rio de Janeiro e contou que considera sua estreia em novelas foi demorada por ela não ter investido tanto em uma carreira na televisão. Confira o bate papo completo com a atriz.

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O que está mais instigando você nesse papel?

“Na verdade tudo. O convite foi de uma alegria louca porque o Dennis me viu, eu estava fazendo uma peça de teatro e me convidou para fazer a novela. Eu ganhei de presente a melhor família do mundo, porque eu sou mulher do Roberto Bonfim, mãe da Nanda Costa e da Letícia Colin. A personagem começa de uma maneira muito submissa e com uma problemática grande familiar, em algum momento ela vai ter uma revirada grande na história e isso para uma atriz é um paraíso. Eu ainda estou descobrindo aos poucos, porque também é outra descoberta de novela, né? Você vai tateando, você tem uma sinopse, você tem uma orientação, mas tudo é muito fresco.”

E como é essa relação dela com as filhas? Porque as duas vão dar trabalho não é?

“Maravilhosa, é uma mãe extremamente amorosa, daquelas que cuida, que protege, que faz comidinha gostosa, que talvez não conheça a intimidade dessas meninas por uma questão de diferença de pensamento de vida, mas é uma mãe extremamente amorosa.”

Mas não sabe o que vai acontecer depois quando ela descobrir…

“Exatamente. Vamos ver como ela vai reagir a isso.”

É a sua primeira novela?

“É a minha primeira novela.”

E você já está há quanto tempo no teatro?

“Há 25 anos. Acabei de rodar um filme, mas eu fiquei muito tempo fazendo teatro trabalhando sem parar. Os últimos dez anos eu estive em cartaz sem descanso, sem finais de semana.”

Por que você acha que demorou tanto ir para a TV?

“Sei lá, eu acho que não houve talvez um investimento pessoal meu, investimento direto, o mercado tem espaço restrito e eu fazendo teatro, fui indo. A gente não sabe como é que as coisas acontecem.”

Você acha que de repente chegou no momento certo?

“Eu acho que chegou no momento certo, talvez se fosse há dois ou três anos atrás, eu não tivesse a maturidade que eu tenho hoje para ter uma estrutura industrial né? Lógico que tem cuidado, carinho, a equipe é fantástica, o Dennis é uma coisa de outro mundo de tão maravilhoso, mas é outra realidade.”

Qual a principal diferença que você sentiu?

“Primeiro que no teatro você tem um processo longo de ensaio para a construção de um personagem.  Aqui a gente teve preparação e tudo, mas a gente não tem o roteiro completo, então, a gente vai construindo aos poucos, isso para mim é uma diferença. No teatro você já sabe início, meio e fim, tudo que vai acontecer e você vai construindo, pegando o que você sabe, na televisão você vai construindo com as descobertas, você faz uma vez, duas vezes e aquilo foi para o mundo.”

Você teve uma dificuldade inicial?

“Não, nada. Eu me senti totalmente em casa, de verdade. Foi uma sintonia muito grande entre nós da família, antes de entrar no estúdio, a gente já tinha se encontrado umas 4 ou 5 vezes fora, para passar texto, para conversar sobre as relações, então, eu não fiquei nem nervosa, me senti em casa, parecia que eu tinha feito isso a vida inteira.”

Você chegou a ir para Salvador?

“Não, a gente não foi. A primeira fase da novela que foi, a gente só entra a partir do capítulo dez, na segunda fase.”

Essa mãe no início é uma mãe parecida com o que você é?

“Não. Não porque ela vive para o marido, para os filhos e para o lar, e eu trabalho que nem uma louca, mas em termo de amor e dedicação, sim.”

Mas você acha que ainda existem muitas como ela?

“Existem, acho que sim. Cada vez menos, mas existem. Acho que é geracional, eu conheço mulheres da minha geração que de alguma maneira vivem isso. Eu tenho uma amiga de infância que eu encontrei uma vez, daquelas que eu percebi medinho do marido, o marido é o dominador.”

Mas você nunca viveu isso?

“Não, nunca. Nem adolescente, eu sempre fui espevitada como diz minha mãe.”

E a questão da segunda chance, você já teve isso na sua vida?

“Sim. Eu sou um exemplo, eu sou arquiteta de primeira formação e aos 25 anos, eu coloquei meus pés numa escola de teatro e virei minha vida inteira.”

Para o teatro é tarde, né? Por isso talvez essa sua entrada para a TV tenha demorado.

“Exato, também tem isso.”

Quantos anos você tem agora?

“52 anos. Eu me formei na escola de teatro aos 28 anos, me formei porque meu desejo inicial era realmente ser atriz, na verdade, era tudo meio nublado, porque eu já tinha uma outra profissão e inclusive há alguns anos atrás eu fiz cenário na Globo, cheguei a fazer algumas produções como cenógrafa assistente, isso foi muito importante para mim também, eu volto lá agora, vejo as coisas…”

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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