Gloria Perez escreve novela sozinha, mas diretor frisa: “Me escuta muito”

Publicado há 4 anos
Por Endrigo Annyston
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Diretor de A Força do QuererRogério Gomes participa do universo da televisão desde os cinco anos, quando acompanhava o pai, o locutor Hilton Gomes, aos estúdios da TV Tupi. Iniciou a carreira como operador de VT da primeira versão do ‘Sítio do Pica-Pau Amarelo’, na Globo, e depois passou a editor de imagens. Antes de começar a trabalhar com dramaturgia, Rogério editou e dirigiu diversos clipes exibidos no ‘Fantástico’, algumas edições do Hollywood Rock e também o primeiro Rock in Rio.

A primeira novela que assinou como editor foi ‘Rainha da Sucata’, de Silvio de Abreu, em 1990. Seu próximo passo foi dirigir a minissérie ‘O Sorriso do Lagarto’, adaptada do romance de João Ubaldo Ribeiro e, logo depois, a novela ‘Deus nos Acuda’, de Silvio de Abreu. ‘Vira-Lata’, de Carlos Lombardi, exibida em 1996 foi a primeira novela que assinou como diretor-geral, ao lado de Jorge Fernando. De lá para cá, dirigiu diversas outras produções como ‘Mulheres Apaixonadas’, ‘Morde & Assopra’, ‘Paraíso’, ‘Amor Eterno Amor’, ‘Escrito nas Estrelas’, o seriado ‘A Teia’, entre outros projetos. Seus últimos trabalhos na Globo foram os sucessos ‘Império’, de Aguinaldo Silva, que ganhou o prêmio Emmy Internacional como melhor novela, e ‘Além do Tempo’, de Elizabeth Jhin. Em ‘A Força do Querer’, assina o primeiro trabalho ao lado da autora Gloria Perez.

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Como está sendo a experiência de trabalhar pela primeira vez com a Gloria Perez?
Como ela trabalha sozinha, acaba compartilhando tudo comigo. Ela também me escuta muito e acho essa troca muito importante, faz com que a gente diminua bastante a margem de erros, que pode acontecer com facilidade numa novela, por ser uma obra aberta e muito extensa.

Como foi o processo de escalação do elenco para ‘A Força do Querer’?
Eu e a Gloria escolhemos o elenco juntos. Ela sugeriu alguns atores, eu sugeri outros, e a produtora de elenco, Rosane Quintaes, nos trouxe algumas opções também. Juntamos tudo e chegamos num consenso para montar o time. Não nos preocupamos tanto em ter aquele ou outro ator e sim, em escalarmos atores que realmente combinassem com os papéis. Foi uma escalação de adequação mesmo e acho que conseguimos um resultado bem bacana nesse sentido.

Foi proposital a escolha de uma atriz desconhecida do grande público para interpretar a Ivana, que vive o dilema da identidade de gênero?
Sim, e escolhemos a dedo a Carol Duarte, através de testes. É uma atriz incrível, formada pela Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo, que nunca fez TV. Os trabalhos dela sempre foram com teatro, até agora. Pensamos que, sendo uma atriz nova, a ligação com o personagem é mais direta ainda. Além disso, como na trama a personagem é uma mulher que vai se descobrindo trans, a Ivana vai se transformando também, e aos poucos.

O elenco fez preparação com o Eduardo Milevitz e alguns atores precisaram de uma preparação mais específica, como Isis Valverde e Paolla Oliveira. Conte um pouco desse processo.
A Isis e a Paolla precisaram fazer um laboratório profundo porque os personagens exigem isso. A Isis aprendeu a nadar com uma cauda de sereia muito pesada, fica dois minutos embaixo d’agua, em apneia. A Paolla é uma lutadora de MMA, então é um laboratório de treino, ela treinou e continua treinando direto. E tem o Batalhão de Ação com Cães, ela precisou treinar com o cachorro, fazer aula de tiro, já que vive uma policial. A preparação com o Milevitz é uma atividade que eu sempre incorporo nas novelas que eu faço porque ele integra muito o elenco. Ele faz essa família acontecer mais rápido do que quando a gente está gravando no dia a dia. Isso até acontece naturalmente, mas com essa atividade antes já chegamos no set bem mais preparados.

Como foram as gravações realizadas em Belém e Manaus?
Foram excelentes, conseguimos cumprir o plano que queríamos, no tempo que tivemos. Apesar das adversidades climáticas, que é normal do lugar, ainda mais no período do ano que fomos, os meses de janeiro e fevereiro. Soubemos lidar bem com os imprevistos e voltamos com as imagens que queríamos fazer. Tivemos 100% de aproveitamento.

O que o público pode esperar da novela? Qual sua expectativa sobre a recepção das pessoas?
‘A Força do Querer’ estimula você a ultrapassar suas barreiras, seus medos, buscar seus sonhos, independentemente de qualquer obstáculo. A minha expectativa é que o público receba a trama muito bem. Eu tento preservar ao máximo o gênero novela, e a Gloria é uma especialista nisso. Estamos fazendo para levar entretenimento às pessoas, acima de tudo.

E como será a trilha sonora?
Teremos muita MPB e samba. O tema de abertura é uma gravação de Caetano Veloso feita especialmente para a novela da música “O Quereres”. Teremos música da Dona Onete, que é considerada a “diva do Carimbó Chamegado”, e outras belas canções interpretadas por Agepê, Maria Rita, Mumuzinho, Mariana Aydar, Diogo Nogueira, entre outros. É uma trilha bem caprichada, que elaboramos pensando na diversidade do telespectador.

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