“É bem difícil de acontecer”, comemora Felipe Malta sobre vice-liderança invicta de seu telejornal em Brasília

Publicado há 3 anos
Por Gabriel Vaquer
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Felipe Malta é um jornalista multifacetado. Edita, reporta e também apresenta. Atualmente, ele é âncora do Jornal de Sábado, exibido todo o sábado às 12h30 no SBT Brasília, e que é vice-líder de Ibope desde seu mês de estreia.

Além disso, ele co-apresenta e edita o Jornal do SBT Brasília, âncorado diariamente por Williane Rodrigues, na faixa noturna do SBT. Essa correria toda, recentemente, fez ele cometer uma gafe recentemente: esquecer de onde uma repórter iria entrar.

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Veja mais: “Tivemos que dinamizar o jornal”, diz Williane Rodrigues sobre concorrência do Jornal SBT Brasília

Nesta entrevista para o Observatório da Televisão, ele comenta toda essa correria e fala de suas participações na cobertura do Carnaval pelo SBT, onde é deslocado para Salvador todo santo ano para ver as passagens de trios.

Além disso, ele explica os desafios da carreira e diz que tem sido muito corrido, mas prazeroso fazer tanta coisa na carreira. Logo menos ele terá mais um desafio: substituir Neila Medeiros, a principal estrela da casa, no horário do meio-dia.

“Eu fiquei muito feliz, primeiro que eu acho que substituir a Neila no primeira edição é uma tarefa dificílima, porque a Neila conquistou uma relação com as pessoas aqui no Distrito Federal, de companheirismo, as pessoas olham para a Neila e ela se emociona verdadeiramente quando ela está aqui”, explica o jornalista.

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Leia a entrevista na íntegra:

Observatório – Você comanda aqui o Jornal de Sábado e provavelmente, até onde eu sei, é o jornal vice-líder isolado desde a estreia, que ninguém incomoda, até onde eu sei é o mais longínquo nesse sentido no SBT.

Felipe Malta – Eu também acho, porque é difícil isso acontecer, tem sido uma proeza para o jornal de sábado, desde que a gente estreou no dia 5 de março de 2016, eu não esqueço essa data porque ela é muito especial para mim, a gente tem sido vice-líder sem exceção. Eu acho que é uma relação que a gente tem construído com o público de casa, de entender que no jornalismo feito pelo SBT, mais do que transmitir os fatos, a gente gosta de criar um relacionamento. A gente acredita mesmo que é com base no relacionamento de amizade, de respeito e carinho que a gente constrói as bases para que o pessoal em casa saiba que o que a gente está dizendo é verdade, é importante, para que a gente saiba que quando a pessoa de casa nos corrige, nos dá uma sugestão de pauta, a gente também confia nela do jeito que ela confia na gente. Esse jornal de sábado tem demonstrado que investir em relacionamento, em uma conversa próxima, sincera com as pessoas de casa, dá muito certo.

Observatório – O que o Jornal de Sábado tem de diferente? Eu sei que você faz uns comentários muito incisivos, não é verdade?

Felipe Malta – Quase sempre. O conceito do jornal é, a gente traz as principais notícias da semana e as boas histórias do nosso elenco, então o conceito do jornal sempre foi chegar no sábado meio dia e meia, a pessoa ter um panorama do que aconteceu no Distrito Federal e como é sábado, a gente também quer aproveitar esse momento do horário do almoço que as famílias estão em casa, a gente não quer entedia-las, a gente quer dizer para eles ficarem com a gente por meia hora, para que possamos dizer o que aconteceu, mas também trazer aquelas histórias para você refletir sobre elas no fim de semana e quem sabe começar a segunda-feira com mais motivação, mais esperança, acreditando mais em você, acreditando mais nas pessoas, essa é a proposta do jornal de sábado. Mas a gente não se furta a comentar com seriedade e precisão quando é preciso, várias vezes eu uso esse espaço que o SBT me dá para expor uma opinião que é pessoal e que nunca foi de forma alguma censurada, mas eu acho que é importante porque quando você está à frente num veículo de comunicação onde converso com mais de duzentas mil pessoas todos os sábados, eu não posso só brincar. Brincar é importante, porque a vida tem que ser levada de forma leve, a gente não pode achar que tudo está perdido ou que tudo não tem jeito, mas se a gente não deixar claro em alguns momentos que há coisas que nos indignam e que a gente tenta muda-las, aí nem serve fazer isso aqui, porque televisão não é só para a gente fazer brincadeira, é para conversar com a massa, então que se converse direito, sobre assuntos importantes. Também não gosto de ficar fazendo bravata não, reclamando de tudo, achando tudo absurdo, achando que tudo está mal, que tudo está perdido, de vez em quando eu até acho porque a situação está tão triste, mas eu só quero abrir a boca para reclamar e criticar, na hora que eu tiver muita certeza do que eu estou falando, para não banalizar isso.

Observatório – A gente está numa cidade que a efervescência política está aqui, mas é bom que se diga que a TV local aqui não cobre só política, bem longe disso. Quais são os grandes problemas de Brasília hoje?

Felipe Malta – Olha, tem dez anos que eu moro em Brasília e tem quase dez que eu participo da cobertura local, então eu acho que hoje eu vou te dizer que o que mais aflige a população é a saúde. No Distrito Federal se você for fazer uma enquete com as pessoas sobre o que mais as preocupa, é a situação com a nossa saúde pública. Porque a gente tem vivido um momento econômico no Brasil e no Distrito Federal em que aumentaram a escala das milhares e milhares de pessoas, aquelas que dependem da rede pública de saúde, então não é mais um problema só de gente que não tem condição, é um problema de gente que não tem condição, é um problema da classe média, é um problema de todos aqueles que agora se viram sem plano de saúde e daqueles que sempre dependeram da rede pública, vão na porta de um hospital e não encontram por nada nesse mundo o atendimento que a pessoa precisa para poder tratar um filho, para poder tratar um parente. Hoje a saúde pública maltrata os brasilienses, há outros problemas gigantescos, essa cidade é conhecida por ser um péssimo exemplo de transporte, porque em um Distrito Federal plano como esse, que não tem relevo para lugar nenhum, não era para a gente ter um metrô com inúmeras linhas, cobrindo a maior parte do território? Não era para a gente ter ônibus expresso? Aqui não tem montanha, aqui não é Belo Horizonte por exemplo, dava para resolver essa situação, mas a gente teve ao longo das décadas, governantes que preferiram prestar mais a atenção em questões empresariais, em grandes empresas daqui, ao invés de resolver um problema que castiga as pessoas. Hoje chega ao ponto de uma pessoa ir de um ponto ao outro de carro em duas horas, eu acho que a gente paga a conta dos erros que a gente faz, das escolhas políticas que a gente faz e da negligência de achar que isso resolve amanhã ou depois de amanhã. O transporte é um problema, segurança está melhor, você vai olhar os dados do governo e é o menor índice de homicídio das últimas três décadas, é verdade, a gente tem se sentido mais seguro, embora ocorra um ou outro crime horroroso aqui na cidade. Mas voltando a pergunta inicial, eu acho que hoje o problema é a saúde, porque as pessoas não conseguem achar uma solução.

Observatório – Além do Jornal de Sábado, você está também no jornal noturno, SBT Brasília segunda edição.

Felipe Malta – Isso, ao lado da Williane que é a titular do jornal desde sempre, que é a cara do SBT Brasília, que está aqui no segunda edição e numa tentativa nossa de reformular o produto, de torá-lo mais dinâmico, mais próximo das pessoas, mais conversado, eu tenho ido para a rua e entro todos os dias ao vivo com ela numa espécie de co-apresentação, há assuntos jornais que ficam comigo da rua e de lá eu chamo esses VTs e converso com as outras repórteres que estão ao vivo.

Observatório – Nós já estamos sabendo que daqui a pouco a Neila Medeiros vai ter a menina dela e você vai ficar no lugar dela, não é isso?

Felipe Malta – Vou. Isso oficialmente foi decidido a poucas semanas, assim, pelo menos que eu fui comunicado e eu fiquei muito feliz, primeiro que eu acho que substituir a Neila no primeira edição é uma tarefa dificílima, porque a Neila conquistou uma relação com as pessoas aqui no Distrito Federal, de companheirismo, as pessoas olham para a Neila e ela se emociona verdadeiramente quando ela está aqui, durante aqueles quarenta e cinco minutos. Vai ser difícil, mas vai ser uma honra estar aqui no lugar dela, com o público que ela cativou e eu espero que eles estejam comigo também, mas ao mesmo tempo eu me sinto preparado, porque como eu disse eu já estou aqui há quase dez anos, acho que eu conheço com profundidade os assuntos locais e é a isso que eu tenho me dedicado, a conhecer esse local que eu já estou há um tempo e que adotei como casa. Então para o primeira edição que vai pedir opinião, que vai pedir posicionamento, que vai pedir no estúdio uma pessoa que sabe do lugar que ela mora e do que ela está falando, acho que vem numa hora que é um desafio que eu estou pronto para receber, mas não vou dizer que eu não estou com medo, porque eu estou. Mas ao mesmo tempo vai ser muito bom, porque é de segunda a sexta e no sábado a gente está no Jornal de Sábado, acho que vai ser um momento muito legal para consolidar esses anos todos que eu tenho trabalhado aqui no SBT, mas eu sei da responsabilidade que é entrar aqui e durante quatro meses ficar no lugar de uma mulher que está há tanto tempo conversando com as pessoas de casa.

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