“Agora a Verena vai ficar um pouco mais leve”, adianta Joana Borges sobre personagem em Malhação

Publicado há 2 anos
Por João Paulo Reis
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Em Malhação: Vidas Brasileiras, Joana Borges é Verena. A esportista que foi assediada por um professor logo no começo da novela, agora se encantará por um colega do Colégio Sapiência.

A atriz conversou com o Observatório da Televisão e falou sobre a nova fase da personagem, e relatou que ainda recebe mensagens de meninas que também sofreram abuso. Confira o bate papo completo.

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Vamos falar dessa nova fase da Verena.

“Agora a Verena vai ficar um pouco mais leve. Ao mesmo tempo tenho pensado em uma Verena mais madura, já que ela passou por várias experiências dolorosas. Quero mostrá-la mais madura, mas sem perder a leveza”.

Justamente por esse motivo, queremos que você fale dessa nova paixão da personagem.

A Verena nessa nova fase, após as férias escolares, conhecerá o Álvaro (Eike Duarte), personagem um tanto misterioso que vai chegar no Colégio Sapiência, e ela se encantará por ele. Eu mesma não sei até onde vai, e se terão um envolvimento de fato, mas existe da parte dela um interesse muito latente. Só que ele é mais fechado, mais misterioso. Tomara que role (risos)”.

Mas é porque ele também é atleta como ela?

“Ele tem uma sensibilidade que até então ela não conhecia nos homens, muito menos no Hugo (Leonardo Bittencourt), com quem ela namorou. Álvaro tem uma calma, um aluno que gosta muito de literatura. Verena não é nada essa pessoa de livros, muito pelo contrário, ela sempre foi mais voltada para o esporte, e se encanta pelo tanto que ele gosta da literatura, acha aquilo diferente. Ele fala, e às vezes solta coisas mais poéticas, e ela que não está acostumada com isso. Acha bonito um garoto dessa idade gostar tanto de ler”.

Joana Borges comenta relação com Eike Duarte

E você Joana, gosta de rapazes assim?

“Gosto muito. Adoro uma pessoa sensível, que gosta de ler. Eu também gosto muito de ler e acho maneiro quando existe essa sensibilidade para as artes como um todo”.

Vocês já estão bem entrosados?

“Já gravei e o acho maravilhoso. Todo mundo vai gostar muito do Eike e do personagem Álvaro. Tivemos uma sorte grande porque fizemos a seleção para o elenco no início da trama juntos. A gente brincava que faríamos par romântico, o que acabou não acontecendo. Eu sabia que entraria um personagem novo que a Verena iria se interessar e quando eu soube que era o Eike, eu falei “papai do céu foi muito bom comigo”. Eu já gostava dele, o acho um super ator da nossa geração, e é uma simpatia. Temos carinho um pelo outro como pessoa também, e isso é importante.

Como está sendo com os fãs?

“O pessoal fala sempre. Graças a Deus em Malhação a gente tem um envolvimento grande com o público, então sempre rolam Directs, inclusive perguntando quando a gente sai da gravação, porque o pessoal fica na porta esperando. Ainda recebo mensagem até hoje de meninas que assim como a Verena, sofreram algum tipo de assédio. Algumas mensagens pesadas que me comovem, e é maravilhoso que as pessoas lembrem”.

A novela faz muito sucesso em Portugal. Tem gente de fora que te manda mensagem?

“Rola sim. Tem duas pessoas que me mandam direto que sei que são de Portugal, mas não sabia que era esse sucesso todo. De vez em quando tem mensagens de outros países também. Estados Unidos já recebi, e fico feliz quando isso acontece”.

Jornalismo

Você é jornalista por formação, e hoje atriz por formação. Você pensa em fazer algo no jornalismo futuramente?

Não descarto nada! Tenho afinidade grande com o jornalismo e com jornalistas, então sou uma pessoa que gosta de escrever. Eu adoraria futuramente escrever uma coluna ou ter um projeto como foi esse último meu que foi um livro reportagem. É uma coisa que está mim, não agora porque não é meu foco, mas me interessa”.

Como você vê a questão das fake news?

“Eu fico triste, decepcionada. Triste como atriz porque às vezes estão falando de mim, e triste como jornalista porque ficamos quatro anos estudando uma coisa, existe todo um trabalho ali de ética, do que deve ou não ser escrito, e de qual maneira. Qual a necessidade de ficarmos alimentando esse mercado com notícias falsas?”

O que já saiu de fake news sobre você?

“Não teve nada absurdo, mas a gente percebe que às vezes a gente fala uma coisa, a pessoa deturpa um pouco, troca o contexto. Às vezes um título que é colocado com uma intenção que não foi a que você deu, essas coisas. Aqui a gente já se conhece, mas quando é um veículo que nunca dei entrevista, prefiro dar por escrito para não correr riscos”.

Essa festa que vai acontecer nos próximos capítulos é sem tecnologia. Você consegue viver sem tecnologia?

“É difícil. No carnaval fiquei três dias sem celular, foi ruim, mas uma libertação ao mesmo tempo. Isso porque respondo entrevista pelo celular, falo com meus amigos, família então foi uma loucura.

Tecnologia

Você tem 24 anos. Praticamente nasceu com a tecnologia.

“Eu comprei meu primeiro celular aos 10 anos, era um Oi Xuxa. Comprei com minha mesada. Eu pedia para minha mãe, e ela dizia ‘você não precisa de um celular’, e eu falava ‘mas todo mundo tem’. Ela falou para eu juntar da minha mesada que era R$ 10. Eu fiquei 10 meses juntando”.

E esse figurino dos anos 70?

“É maravilhoso. Eu já me visto meio vintage. Eu gosto dos anos 70 principalmente. Gosto de uma calça alta, de um cintão, estou me sentindo maravilhosa. A figurinista arrasou”.

Personagem mais nova

Como é para você fazer uma personagem mais nova que você?

“Para mim é muito incrível fazer uma personagem mais nova que eu, primeiro porque a gente relembra uma fase que viveu faz tempo e outra porque acho um desafio. A Tila (Deus Salve o Rei) tinha 28, uma coisa sedutora que a Verena não tem. É um desafio porque a gente pode cair no infantil. Tem cena que eu vejo e penso ‘Nossa, fiquei muito saltitante, muito infantil’. Pode parecer para a gente que é adulto, mas quando vivemos aquilo, colocamos toda nossa verdade naquilo. Lembro que quando eu tinha 11 anos levei meu primeiro pé na bunda de um menino.

Eu falei com ele ‘Eu te amo’, e ele cagou para mim. Ele gostava da minha melhor amiga. Eu chorei como se não houvesse amanhã porque aquilo era muito doloroso. Se a gente infantiliza perde total a conexão com quem tava assistindo. A Verena ainda por cima já tem um penteado mais infantil, então isso é tênue. Quase não sou reconhecida na rua, primeiro porque não uso a franja, e uso óculos. Outro dia estava no mercado com a Rayssa (Bratillieri) e Guilhermina (Libanio). Elas lá dentro, e eu já no caixa pagando. A moça do caixa virou para mim e disse ‘Olha ali, as meninas da Malhação‘. Eu falei ‘é’”.

O que você falaria para essa Joana de 11 anos que chorou por causa de um garoto?

“‘Vai passar’ é o que eu falaria, mas vai continuar por outros motivos”.

Você estava falando que gosta de escrever. O que você escreve?

“Eu gosto de crônicas, adoro ler e às vezes rola escrever uma ou outra, mas escrevo mais ensaios sobre mim mesma, às vezes desabafos, sem começo, meio e fim, nada que eu publicaria. Nunca publiquei nada”.

Diário de adolescente

Nem nas suas redes?

“Ah sim. No dia da mulher escrevi um texto que gostei muito e publiquei, mas ultimamente tenho escrito mais para mim, coisas que sinto. Muitas vezes nem releio o que escrevo”.

Você tem diário da época de adolescente?

“Tenho muitos. Principalmente quando fiz intercâmbio na Alemanha. Eu já tinha feito o terceiro ano então, em algumas matérias eu ficava escrevendo, primeiro em português, depois em alemão para tentar praticar”.

Você fala alemão?

“Falo. Mas existem jargões muito difíceis em alemão. Estudar geografia em alemão é difícil à beça”.

Como é a versão deles da segunda guerra?

“Eles falam muito pouco da Alemanha, é como se já tivesse subentendido. Nazismo é uma palavra que não ouvi, porque está muito marcado neles. Eles falam da França, Estados Unidos, Inglaterra, mas não deles mesmos”.

Por que escolheu Alemanha?

“Com 14 anos entrei numa ONG, que existe no mundo todo, e no meu estado, Espírito Santo tem um comitê muito forte. Eu fui até lá querendo fazer intercâmbio e precisava fazer uma lista dos países da minha preferência. Como é uma ONG você não paga, e é escolhido de acordo com o seu ranking, e de acordo com a disponibilidade das famílias, que estavam lá para te receber, famílias que também não recebiam para isso. Eu queria Alemanha porque está no meio da Europa, sou louca por viajar, e pensei em aproveitar para viajar. Itália, eu acho lindo, mas italiano eu poderia aprender aqui por ser mais próximo do português. Lá é um país que apesar de não ser continental como o Brasil, tem uma cultura muito diferente. O norte da Alemanha é muito diferente do Sul. Tive uma experiência cultural de outro mundo, me arrepio ao lembrar”.

Viagens

Você é materialista ou seu maior investimento está em viagens?

“Meu maior investimento está investido. Estou num momento da minha carreira que terminando um trabalho não necessariamente vou emendar. Então é bom ter um pezinho de meia ali, e guardo para eventuais incertezas. Meu sonho material é ter meu próprio apartamento, meu cantinho que ainda não tenho. Acredito que vá ser no Rio se eu conseguir mais projetos aqui, mas também tenho um carinho enorme por São Paulo. De uns tempos para cá, tenho muita vontade e ficar uns meses em alguns lugares como Cuba e Nova Iorque, que não conheço. Tem muito tempo que não viajo. Meus pais são do Espírito Santo, meus amigos de São Paulo, e eu trabalho no Rio, então fico muito nesse eixo”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano

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