Julia Dalavia comenta mudança de visual para personagem em Os Dias Eram Assim

Publicado há 4 anos
Por João Paulo Reis
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Julia Dalavia está a todo vapor. A jovem de 19 anos já acumula bons papéis na televisão mesmo com a pouca idade. A atriz que já tem status de veterana conversou com o Observatório da Televisão sobre sua personagem em Os Dias Eram Assim. Confira:

Como é sua personagem na supersérie Os Dias Eram Assim?

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A Fernanda é uma menina a frente do seu tempo com um quê de Leila Diniz, um quê de Rita Lee, e ela acaba contraindo AIDS nos anos 80 no surto da epidemia quando ainda não havia tratamento. As pessoas tinham muito medo, muito preconceito e não sabiam nem como se pegava a doença, e era muito difícil porque as pessoas morriam de doenças oportunistas e minha personagem vai passar por todos esses conflitos.

Ela contrai do namorado?

Ela não tem namorado. Ela vai se envolver com o primo Caíque, que é o Felipe Simas, mas eu ainda não sei dizer como ela contrai a doença porque ainda não foi especificado.

Devido a doença da personagem, você fez algum laboratório?

Eu estou frequentando uma instituição chamada ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS) que está me ajudando muito. Há dois meses estou indo nas rodas de debate, conversando com médicos, psicólogos. Lá me deram indicação de livros, filmes, e matérias para que eu possa saber mais e representar da melhor maneira possível e falar com propriedade. É um assunto também que temos que conhecer mais e não só falar dentro da novela, um assunto delicado cuja responsabilidade é enorme.

Fisicamente a personagem vai passar por uma transformação?

Sim, eu já estou emagrecendo um pouco. E como ela vai contrair durante a novela estamos deixando pra ter essa quebra, mas ainda não sei por volta de qual capítulo.

Você sabe quantos quilos vai precisar perder?

Estamos estudando ainda, depende do que ficar melhor no vídeo.

Você tem uma carreira curta na televisão, mas de papéis muito marcantes. Como você vê essa aposta que diretores e autores fazem em você?

Eu acho que eu não podia ser mais grata pela confiança que estão depositando em mim e pela sorte de estar pegando bons papéis como foi em Velho Chico, em Justiça. Cada papel é um responsabilidade e um peso e eu trato com muita delicadeza e responsabilidade. Tive a sorte de ter pessoas ao meu lado me ajudando e me preparando e estou muito feliz por isso.

Você passou por transformações físicas também para viver várias personagens. Você gosta de mudar o visual?

Eu adoro, porque acho que isso me ajuda muito. A caracterização me coloca na energia do personagem, principalmente quando é muito diferente da minha aparência, como foi em Justiça. Eu colocava a roupa da minha personagem, Mayara e eu já me sentia como uma menina de Recife, uma prostituta. A Fernanda, minha personagem em Os Dias Eram Assim é uma menina dos anos 80 que é livre e vive do jeito que ela quer e isso é muito enriquecedor pra mim.

Você nasceu em 1998 então não conheceu o tempo que sua personagem vive. Quais referências você trouxe?

Paris Smith, Rita Lee. Edie Sedgwick que é um atriz dos anos 60 mas peguei como referência o jeitinho dela.

Você se surpreendeu com algo relacionado aos anos 80?

Pra mim é estranho entender como uma menina com as atitudes que ela tinha, de ser sexualmente livre vivia, porque era uma época que as pessoas não tinham essa liberdade e quando as pessoas começaram a se liberar veio a AIDS e reprimiu todo mundo de novo. É uma coisa tão natural hoje em dia a gente ser bem resolvido, poder fazer as próprias escolhas e naquela época não era, isso me surpreendeu.

Essa é uma novela de muitos encontros entre atores que trabalharam juntos. Como foi reencontrar Renato Góes após vocês viverem personagens que marcaram a primeira fase de Velho Chico?

Fiquei muito feliz quando soube que ele iria fazer. Quando vi as chamadas achei ele incrível, estamos em família. Eu falo que é Velho Chico meets Justiça porque tem muita gente da equipe técnica também que eu já conhecia.

Entrevista realizada pelo jornalista André Romano

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