Sandra x Cristina: apesar das semelhanças, vilãs de Flavia Alessandra têm suas diferenças

Há vários pontos que diferem as malvadas de Alma Gêmea e Êta Mundo Bom!

Publicado há um mês
Por André Santana
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Cristina, a pérfida vilã de Alma Gêmea (2005), foi um divisor de águas na carreira de Flavia Alessandra. Um tanto desacreditada depois de uma série de mocinhas insossas, a atriz disse a que veio na famosa obra de Walcyr Carrasco, fazendo uma vilã icônica. Eis que, 11 anos depois, a atriz retorna em Êta Mundo Bom! na pele de mais uma vilã platinada de Carrasco. Seria Sandra uma nova versão de Cristina?

As semelhanças são muitas, é verdade. Além de serem vividas pela mesma atriz e ostentarem uma cabeleira dourada, Cristina e Sandra também são movidas pela ambição. Ambas fazem de tudo para conquistar seus objetivos e parecem não ter limites.

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Além disso, usam da dissimulação para enganar os que as rodeiam. Cristina se fazia de boazinha para a tia Agnes (Elizabeth Savalla), enquanto Sandra passa boa parte da trama enganando a tia Anastácia (Eliane Giardini).

No entanto, há várias diferenças entre elas. A principal é que Cristina, além de ambiciosa, é também uma apaixonada obsessiva. Além de almejar as joias da família, Cristina é movida pelo grande sentimento que nutre por Rafael (Eduardo Moscovis). O fato de não ser correspondida faz com que ela, aos poucos, vá enlouquecendo.

Já Sandra é uma golpista barata. Não se apaixonou por ninguém: todos os seus relacionamentos são desenrolados na base da manipulação. Ela tem um objetivo claro, que é ficar com a fortuna de sua tia. E, para isso, tenta afastar o filho dela, para se tornar a única herdeira. Como não consegue, dá um golpe e toma o dinheiro de Anastácia por meio de armações.

Atriz

Além de objetivos e trajetórias distintos, as personagens ainda ganham cores diferentes nas mãos de Flavia Alessandra. Para viver Cristina, a atriz não economizou na intensidade, fazendo uma vilã fria, séria, e que vai, aos poucos, perdendo o juízo. É uma vilã de tintas carregadas, dramática, movida por uma esperteza.

Já Sandra é um tanto mais “leve”. Ela não carrega a intensidade de Cristina, além de não ser tão esperta como a outra. Na verdade, por mais que Sandra arme, ela quase sempre mete os pés pelas mãos. E, justamente por ser menos implacável que Cristina, Sandra carrega algum senso de humor. Várias das situações em que vive são risíveis. Isso não acontecia com Cristina.

Ou seja, mesmo que as personagens pareçam ter algum parentesco, e que o texto de Walcyr Carrasco é, no geral, sempre muito parecido, houve a preocupação de não fazer de Sandra uma reedição de Cristina. A reprise de Êta Mundo Bom! no Vale a Pena Ver de Novo deixa isso claro.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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