Programa da Maravilha é uma boa ideia do SBT, mas execução sofrível atrapalha

Aproveitar Mara num programa sobre a emissora foi acerto, mas faltou capricho

Publicado em 28/10/2021 21:08
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Uma das novidades comemorativas dos 40 anos do SBT, o Programa da Maravilha estreou no canal do Youtube da emissora com ótima proposta. Com uma temporada inicial de cinco episódios, a ideia é trazer Mara Maravilha à frente de entrevistas com personalidades que marcaram a história da emissora. No entanto, o programa decepcionou quem esperava algo mais bem elaborado e bem cuidado.

Justiça seja feita, o Programa da Maravilha cumpriu sua principal missão, que foi reverenciar a história do SBT. As entrevistas com Mariane Dombrova, Jackeline Petkovic, Christina Rocha, Celso Portiolli e Flor Fernandez foram reveladoras e ofereceram bons momentos ao público do SBT, que já é saudoso por natureza.

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O encontro de Mara e Mariane proporcionou ao público reviver os tempos em que as apresentadoras comandavam programas infantis de sucesso nas manhãs e tardes do SBT. Já o papo com Jackeline foi revelador, pois a loirinha confessou, nos domínios do SBT, que devia ter dividido o comando do Bom Dia & Cia com Eliana, o que não aconteceu. Ou seja, revelou um bastidor complicado.

Enquanto isso, a conversa com Christina Rocha foi um deleite, já que exibiu o raro piloto da apresentadora do Casos de Família sendo testada como apresentadora infantil. No mesmo cenário em que Mariane comandou seu último programa no SBT, a loira surgiu animada e brincando com as crianças da plateia. Poucos sabiam que Christina foi cogitada para suceder Mariane nas manhãs do canal, e o piloto é uma preciosidade.

Já com Celso Portiolli, o Programa da Maravilha também acertou ao exibir o piloto do Qual É a Música comandado por ele. O animador era o favorito para a retomada do programa, em 1999, mas acabou preterido pelo próprio Silvio Santos. Mais uma saborosa história de bastidor que sempre vale revisitar.

No entanto, o Programa da Maravilha poderia ter sido muito melhor se fosse mais bem cuidado. A ideia era fazer lives, OK, mas poderiam ter aproveitado melhor a estrutura do SBT. Mara surgia num cenário improvisado, meio perdida, comandando entrevistas que eram sempre atrapalhadas por problemas na internet ou delay.

Pela ótima proposta, o Programa da Maravilha poderia ter ganhado um cenário de verdade, com entrevistas que poderiam ter sido até presenciais. Um melhor tratamento de luz e som e uma embalagem mais bem cuidada valorizariam o material. Tudo bem ser um programa para o Youtube, mas isso não justifica o ar tão caseiro da produção.

O Programa da Maravilha deu um bom rumo a Mara Maravilha, que foi recontratada pelo SBT em 2016, mas nunca se encontrou na programação da emissora. Ela é uma das primeiras artistas do canal, tem uma história de sucesso e se tornou um ícone do SBT. Por isso, faz todo o sentido ela comandar um programa sobre a história do SBT.

Um programa com esta proposta talvez não encontre espaço na grade da TV aberta, mas cabe perfeitamente nas plataformas digitais. Só faltou mesmo uma execução mais bem-feita. Caso haja uma nova temporada, o SBT poderia olhar com mais carinho para o Programa da Maravilha. É o tipo de proposta que o público do canal adora, e que poderia render bem mais.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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