Pesado, BBB 21 se torna refém do medo do “cancelamento”

Primeira semana foi marcada por muitos discursos e receios

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Como já era esperado, o BBB 21 não vem conseguindo sair da sombra da edição anterior. Como a temporada 2020 levantou vários questionamentos sociais, e acabou sendo protagonizado por pessoas consideradas “sensatas”, fica no ar a impressão de que, agora, ninguém quer errar. Isso tem tornado o jogo pesado e truncado em demasia.

O Jogo da Discórdia promovido na última segunda-feira (1º) teve como tema “quem são os canceladores da casa?”. Não foi uma escolha aleatória. Tiago Leifert e a produção da atração usaram o artifício para tentar tirar os jogadores de uma espécie de trava que eles mesmos se colocaram. Há no ar um medo de se mostrarem por inteiro. É o medo de ser “cancelado”.

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Soma-se a isso toda a situação envolvendo Lucas Penteado, Kerline e Karol Conká, que não foi tão bem explicada na edição da Globo. O ator acabou vendo a casa virar contra si depois de algumas atitudes controversas. Acabou apontado como ameaça.

No entanto, a artilharia pesada de Karol junto ao ator fez com que as perspectivas se modificassem. A cantora foi tão incisiva no trato da situação, que Lucas passou de ameaça a vítima. Foi uma reação desproporcional da cantora, que vem prejudicando sua imagem enquanto artista.

Enquanto isso, os demais jogadores não cansam de dizer que se sentem “pisando em ovos”. Há um medo instaurado no ar. Parece que ninguém quer se comprometer. O medo do deslize, que sempre existiu na primeira semana do jogo, ganha contornos mais grossos nessa edição. Sem dúvidas, reflexo da edição passada, no qual os que foram considerados “errados” foram sendo eliminados um a um.

Tudo isso vem fazendo do BBB 21 pesado demais. Há muitas questões no ar, pouca ação espontânea e muitos melindres. Com isso, o entretenimento fica em segundo plano. O jogo, como deve ser jogado, fica prejudicado quando os jogadores não se permitem envolver completamente.

Assim, a direção do BBB 21 tem a dura missão de “desengessar” os brothers. O Jogo da Discórdia foi uma boa maneira de abrir os olhos de boa parte dos habitantes da “nave louca”. Mas ainda é pouco para fazer o jogo decolar de verdade. Há bons personagens e muito potencial. Porém, a experiência de assistir um Big Brother não pode ser tão sufocante. O parquinho não pegou fogo, mas está abafado e muito desconfortável.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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