Caio Paduan, um ator realmente vocacionado para a interpretação

Publicado há 3 anos
Por André Romano
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“Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor”. É com esse pensamento de Cícero, que eu começo essa resenha sobre Caio Paduan, um ator diferenciado, que realmente atua com o coração. Isso fica nítido em suas cenas em O Outro Lado do Paraíso, no qual interpreta Bruno, um dos personagens mais difíceis da trama de Walcyr Carrasco. O personagem em questão, nasceu em uma família desestruturada, convive com uma mãe preconceituosa, e um pai corrupto, mas, mesmo assim, não se corrompeu. Bruno é um personagem cheio de nuances, e, se Caio não estudasse bem o papel, o jovem delegado cairia facilmente na caricatura. Mas, esse não foi o destino de Bruno e de seu amor do passado, Raquel (Erika Januza).

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O casal “Bruquel” (junção dos nomes Bruno e Raquel) já caiu no gosto popular. E, tem tudo para conquistar cada vez mais a atenção dos telespectadores, que se reconhecem nessa história de amor. Caio Paduan é um jovem ator, mas a gente percebe que sua trajetória será exitosa, pois, ele realmente ama o que faz. Não está na tela da TV para sair na capa de uma revista; ou tem o sonho de ter um sofá branco no centro de sua casa. Ele só quer entreter o público com sua arte. E, tem feito isso com maestria. Dividindo a cena com uma das grandes atrizes da atualidade, e, segundo ele, uma de suas inspirações, Eliane Giardini diz que o jovem carioca terá uma trajetória profissional brilhante: “Caio vai construir uma carreira sólida porque é um ator de estudo, que se esforça. Sabemos que ele tem um longo caminho pela frente, mas a consistência com a qual ele constrói a atuação nos leva a perceber que ele vai chegar longe, e a Erika é outra. Ambos são pessoas vocacionadas para a interpretação, diferente daqueles que são vocacionados pelo empreendedorismo e outras questões”, relatou a renomada atriz.

Caio é o exemplo de que o plantio é algo primordial em qualquer carreira. Pois graças aos antigos personagens e ao amor à profissão, se chega longe. Mas para fechar esse texto, gostaria de deixar um pouco mais da história desse cara, que nasceu para a arte. Mesmo no início de sua carreira, trabalhou como garçom para seguir seu sonho de atuar.  “(…) Quando eu  me vestia de garçom e meu pai dizia: ‘Sério Caio?; Você vai trabalhar de garçom por quê?’, e eu dizia: ‘Pai, porque eu preciso pagar a faculdade de artes cênicas, porque minhas peças ainda não dão dinheiro, mas uma hora vai chegar’. Ele falava: ‘Não vejo garçom como demérito, mas vejo um filho que estudou tanto tempo se vestir assim, virar a noite’. Eu trabalhava 12 horas, entrava às 18 e saía às 6, e sabia que meu esforço teria resultado, porque eu sou apaixonado pelo que faço.’, revelou Caio.

Como costuma dizer Dona Fernanda Montenegro: “Esse menino é do ramo!”

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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