Segmentado ao extremo, Superpoderosas não encontrou público na TV aberta

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Uma das apostas da Band para sua nova programação 2018, o matinal Superpoderosas não disse a que veio. A atração idealizada por Ana Paula Padrão e comandada por Natália Leite se tornou uma das menores audiências da emissora. O parco desempenho pode ser explicado pelo fato de o programa ser extremamente segmentado. Ao falar para uma fatia específica do público, Superpoderosas não encontra ecos dentro do variado público que assiste TV aberta.

A intenção do Superpoderosas é boa. Versão televisiva do Escola de Você, plataforma voltada para a mulher de Ana Paula Padrão, o programa prioriza a boa informação. Com foco no empoderamento feminino, Superpoderosas busca oferecer ferramentas para que a mulher se identifique e consiga se colocar, nas mais variadas áreas. Assim, o programa aborda assuntos como carreira, mercado de trabalho, finanças, saúde e empreendedorismo, sob a ótica feminina.

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Entretanto, Superpoderosas não calculou a ampla plateia que forma a audiência matinal da TV brasileira. Os assuntos tratados no programa acabam sendo direcionados para um tipo muito específico de público. E esta fatia de audiência se mostrou inexpressiva. Ou seja, Superpoderosas não parece um programa feito para a TV aberta, que busca falar para todo tipo de público. O programa parece mais uma atração de canal fechado, de público segmentado.

Superpoderosas vai na contramão dos matinais tradicionais

Atualmente, os matinais e vespertinos exibidos na TV aberta bebem da fonte da revista eletrônica de variedades. Na Globo, a trinca Mais Você, Bem Estar e Encontro mesclam informação e entretenimento. Há uma roupagem que parece voltada ao público feminino. Porém, na prática, os programas abordam pautas que conversam com diversos tipos de público. O mesmo vale para o Hoje Em Dia, da Record, que mescla jornalismo com variedades e consegue uma plateia que vai além da feminina.

Já Superpoderosas tentou se colocar como uma alternativa a estes programas e se deu mal. Não há dúvidas de que foi uma aposta ousada da Band, que poderia simplesmente tentar uma versão matinal do Melhor da Tarde. No entanto, nem só de boa intenção vive a TV aberta. Superpoderosas terá que encontrar uma maneira de ampliar seu público. Mas terá que agir rápido, pois os resultados até aqui se mostraram nada satisfatórios.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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