Com muitos defeitos, Malhação: Vidas Brasileiras só fez aumentar a saudade por Viva a Diferença

Publicado há 2 anos
Por Gabriel Vaquer
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Com três semanas no ar, é possível dizer alguma coisa sobre a atual temporada de Malhação, e eu juro que queria ter coisas boas para dizer este texto, porque boa vontade e chances não faltaram.

Vidas Brasileiras é escrita por Patrícia Moretzsohn, uma veterana quando o assunto é Malhação, diga-se de passagem. Além de escrever novelas com pegada jovem, como Estrela Guia e Floribella, Patrícia tem muita Malhação na bagagem

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Ela escreveu as cinco primeiras temporadas da novelinha, entre 1995 e 1999, além das temporadas 2008, 2009 e 2013 – esta última junto com sua mãe, a também escritora Ana Maria Moretzsohn.

A última impressão deixada por Patrícia não foi tão boa. Malhação: Casa Cheia, a temporada de 2013, foi uma das mais chatas e modorrentas de se assistir nos últimos anos, esquecendo que o foco de Malhação era o jovem.

Quando se veio notícias de Vidas Brasileiras, uma preocupação veio à mente: a ação seria centralizada numa professora. No caso, a Gabriela, feita por Camila Morgado. Isso já mostra um erro que Malhação já mostrou várias vezes.

Toda vez que a ação é centralizada em adultos, Malhação apresenta temporadas ruins. Malhação é pra jovem, e o jovem precisa se ver nela. Nenhum jovem, na teoria, vai se identificar com isso.

A despeito da atuação de Camila Morgado, que é ótima, Gabriela exagera na preocupação. No primeiro capítulo, a construção de seu carinho feita pela novelinha confundiu pressa com agilidade. Foi tudo tão rápido que não deu pra entender porque os alunos amavam tanto Gabriela.

Kavaco (Gabriel Contente) em Malhação: Vidas Brasileiras (Divulgação/ TV Globo)

Pra quem não sabe, Vidas Brasileiras é inspirada em 30 Vies, formato canadense que faz a história mudar a cada duas semanas. A primeira história foi de Kavaco (Gabriel Contente), que tinha um segredo grande a esconder.

Toda a trama e as chamadas dão entender que Kavaco tinha problemas com drogas, vendendo-as para ter dinheiro. O problema é que o “plot twist” para o fim da história mostra que Vidas Brasileiras está fazendo Malhação regredir tudo o que Viva a Diferença, sua antecessora, evoluiu.

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Kavaco, na verdade, estava apenas trabalhando escondido e acabou levando verniz de barco, que se espalhou por todo o colégio. Apenas isso e tão isso. O roteiro não deixa claro se ele usou aquilo como dependência, mas isso não foi a melhor escolha. Com um gancho desses, fica difícil levar à sério.

Para aguentar ficar no ar por muito tempo, Vidas Brasileiras precisa de muita coisa. A primeira delas é simples: ter um roteiro mais convincente e real. O segundo é falar com o jovem de verdade.

Até aqui, Vidas Brasileiras só jogou as tramas e os personagens na cara, sem qualquer tipo de desenvolvimento e profundidade. Virou uma novelinha chata, modorrenta, bem como… Casa Cheia, de 2013. Malhação não poderia voltar a este patamar. Infelizmente, até aqui, Vidas Brasileiras só fez a saudade de Viva a Diferença crescer – e muito.

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