Após 20 anos, Teleton poderia rever formato

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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No último final de semana, o SBT exibiu a 20ª edição do Teleton, uma maratona televisiva que tem o objetivo de arrecadar fundos para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Para comemorar a passagem destes 20 anos, nos quais a entidade ampliou de maneira significativa seu atendimento, o Teleton relembrou momentos importantes deste tempo todo.

Foi muito emocionante rever o primeiro discurso de Silvio Santos, ao abrir o primeiro Teleton, em 1998. Também é sempre oportuno relembrar a marcante presença de Hebe Camargo, madrinha do evento desde seu início até quando nos deixou, em 2012. Hebe era entusiasta da ideia, uma de suas idealizadoras, e era a mais presente dentre os apresentadores da maratona, sendo vista na abertura e no encerramento, e também em outros momentos.

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Além da causa nobre, o Teleton é sempre interessante de se acompanhar em razão da presença de profissionais da televisão de todas as emissoras. Para quem gosta de TV, é muito divertido ver o encontro entre artistas de canais “rivais”, que surgem unidos em razão da boa causa. Neste ano, sem dúvidas, um dos encontros que mais causou burburinho foi entre Eliana e Rodrigo Faro, rivais na programação dominical do SBT e Record, respectivamente. Juntos, eles mencionaram a “rivalidade profissional”, ao mesmo tempo em que relembraram até uma canção que emplacaram juntos. Foi um belo encontro.

Um dos momentos mais aguardados do Teleton sempre foi seu encerramento, marcado pelo encontro entre Silvio Santos e Hebe Camargo. Juntos no palco, os dois arrancavam risos da plateia, e pareciam se divertir em cena até mais do que o espectador. Desde que Hebe Camargo morreu, Silvio vem encerrando a maratona ao lado de sua família, principalmente Patrícia Abravanel. Em anos anteriores, ele chegou a unir no mesmo palco Patrícia, Silvia Abravanel e seu neto Tiago Abravanel. Este ano, no entanto, Silvio optou por comandar o desfecho sozinho, “pulverizando” os “abravanéis” ao longo da maratona.

Silvia Abravanel comandou o segmento infantil, na manhã do sábado, enquanto Tiago Abravanel foi visto na faixa da tarde, comandando um divertido “revival” de Chiquititas ao lado de Fernanda Souza, a eterna Mili da primeira versão. Rebeca Abravanel surgiu no palco no final da tarde, enquanto Patrícia Abravanel se apresentou à noite, antes do pai. Patrícia, aliás, também fez parte de outro encontro interessante, já que dividiu o palco com Gugu Liberato, Celso Portiolli e Ratinho.

Por essas e outras, o SBT, mais uma vez, promoveu um bom Teleton, e ainda conseguiu alcançar a meta de doações, com mais um resultado positivo. O único “porém” é sobre seu formato limitado, que é praticamente o mesmo desde a estreia, em 1998, com um rodízio de artistas costurando “histórias emocionantes” de pacientes da AACD. Entre seu terceiro e quinto ano, o Teleton chegou a apostar em formatos diferentes, com edições especiais de Show do Milhão e Curtindo uma Viagem com celebridades, além de formatos feitos especialmente para a maratona, como a Batalha dos Artistas e o Show de Talentos. Neste ano, a única “novidade” foi um especial do Roda a Roda, com as presenças de Ratinho, Luciana Gimenez e Rodrigo Faro.

É importante manter o Teleton sempre ao vivo, para que a temperatura permaneça alta. Mas seria bem interessante se o programa conseguisse ir além do óbvio, para garantir o entretenimento e, consequentemente, a colaboração do espectador.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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