“Tubarão” veterano, Caito Maia rejeita ser carrasco na TV: “Não quero humilhar ninguém”

Empresário já ajudou ex-presidiário a lançar barbearia de sucesso em programa do Sony Channel

Publicado em 17/7/2021
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O empresário Caito Maia adora ser “tubarão”, mas não morde. O fundador e CEO da empresa de óculos Chilli Beans integra o time de jurados do Shark Tank Brasil, reality de negócios do Sony Channel, que concluiu as gravações da sexta temporada na última quinta-feira (15). Em seu quinto ano no programa, o veterano já decidiu que não quer interpretar um “carrasco” na TV e admite se emocionar com as histórias dos candidatos a empreendedores.

“Não consigo fazer um personagem. Pelo fato de eu ter sido humilhado no começo da minha carreira, tomo muito cuidado com o empreendedor que vem aqui. Cada ‘tubarão’ tem uma visão e se porta de um jeito diferente. Não estou aqui só para ganhar dinheiro, mas para fomentar o empreendedorismo brasileiro, ajudar pessoas, fortalecer, e também não quero humilhar ninguém, entendeu? Tenho essa preocupação, inclusive de vez em quando a gente tem uns arranca-rabos aqui porque tomo um pouco de dor das pessoas. Como temos pensamentos muito diferentes, de vez em quando saem umas faíscas, o que é importante para o programa. Se todo mundo pensasse igual, seria um saco”, afirma Caito Maia em entrevista exclusiva à coluna.

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Unindo dinheiro e empatia, o “tubarão” (como são chamados os jurados do programa) obteve parcerias de sucesso dentro do reality, como a sociedade com o barbeiro Ariel Franco. Conhecido pelo corte “blindado”, o profissional participou do Shark Tank em 2019 e ofereceu 30% de seu projeto por R$ 250 mil. Caito Maia e Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza e convidada daquela temporada, ajudaram a realizar o sonho do rapaz da Brasilândia (zona norte de São Paulo) que aprendeu a cortar cabelo quando estava preso. Neste sábado, ele inaugura a primeira unidade dentro de um shopping no Tatuapé (zona leste da capital paulista).

“É um corte de cabelo muito louco, criado quando um cliente reclamou que o baile seria no domingo e o barbeiro fechava no sábado. Esse cara inventou um corte que fica sete dias na cabeça e não desmancha. É animal! O Ariel aprendeu a cortar cabelo dentro da penitenciária. Vamos abrir a loja dele no shopping, Luiza e eu somos sócios. Ele merece muito. Também comprei uma borracheira gourmet de um cara chamado Leandro. Geralmente, as borracharias são sujas, zoadas, e ele fez uma com borracha reciclável, os borracheiros usam colete com gravata, tem tabela de preços. Estamos na terceira loja”, comemora.

O CEO da Chilli Beans estreou no Shark Tank Brasil em 2017. Camila Farani, investidora, e João Appolinário, fundador da Polishop, são os “tubarões” remanescentes desde o início do programa, mas a experiência não intimida Caito Maia a interferir nas escolhas do colega, inclusive na temporada inédita, prevista para estrear ainda neste semestre.

“Vou dar um ‘spoilerzinho’ desta temporada. Um empreendedor veio com um negócio que tinha tudo a ver com o Appolinário. Ele não conseguiu convencê-lo, e falei: ‘João, acho que você não está vendo uma coisa na sua mão que é uma p… oportunidade. Para isso, gostaria de oferecer sociedade só se você entrar porque acho que vale a pena analisar esse negócio que ele pode ser melhor do que você imaginava’. O cara me abraçou chorando no camarim. Minha função no Shark Tank tem um lado mais humano. Claro que também é para a gente ter investimento, crescer, ganhar dinheiro, mas também para ajudar o empreendedor brasileiro”, antecipa.

A sexta temporada do Shark Tank Brasil é a segunda gravada durante a pandemia, seguindo protocolos de segurança (como testes de Covid e telas de acrílico separando os “tubarões”). Como também foi afetado pela crise econômica agravada pelo surto de coronavírus no Brasil (na última sexta, o país atingiu 540 mil óbitos pela doença), Caito Maia adaptou a forma de abordar os empreendedores no Shark Tank.

“Depois do começo da pandemia, passei a testar o nível de resiliência que o candidato tem. O empreendedor é um sobrevivente. Se ele não tiver jogo de cintura para aproveitar as oportunidades e mudar o negócio dele rapidamente, ele não é um empreendedor. Pergunto assim: ‘A casa caiu, o plano foi mudado você agora tem que ter outro plano. O que você fez para isso?’. A resposta que o cara dá para mim é bastante determinante se vou ou não investir nele”, explica.

Acostumado às câmeras e à comunicação (também comanda um programa na 89 FM A Rádio Rock), Caito Maia deseja permanecer como tubarão do Shark Tank, porém quer “navegar” em outros desafios e sonha com seu próprio programa de TV.

“Gosto muito de televisão, de comunicação, e uma comunicação para ajudar. No programa de rádio da 89, tenho um quadro chamado Pinga-Fogo em que as pessoas ligam e fazem perguntas. Se for para fomentar e inspirar as pessoas, quero continuar muito na TV, porque sinto muito prazer nisso. Assinei contrato com o Shark Tank Brasil para esta temporada, adoro fazer o programa, mas tenho outras propostas, outros caminhos, mas nada concreto. A princípio, vou continuar no programa, mas também estou exercitando outras coisas porque também tenho o sonho de ter um programa meu”, projeta.

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