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Bailarina “cult” de Faustão, Stephanie Paula escreve novo livro e celebra trabalhar com namorada na Band

À coluna, atriz e dançarina comenta estreia na nova emissora e relacionamento com Alline Calandrini

Publicado em 17/01/2022
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Se você ainda enxerga as bailarinas do Faustão com preconceito ou sarcasmo, mude imediatamente. O balé mais famoso da TV brasileira é composto por professoras, dentistas, jornalistas e até escritoras. Stephanie Paula, que migrou com Fausto Silva para a Band, lançou seu primeiro livro em 2020 e já prepara o segundo entre os ensaios do programa. Na nova emissora, a mineira de 24 anos se sente em casa, pois é colega de trabalho da namorada, a ex-jogadora da seleção e comentarista de futebol Alline Calandrini.

Também é a primeira vez que Stephanie topa falar sobre seu relacionamento, o primeiro com uma mulher. Em entrevista exclusiva à coluna, a bailarina não esconde a felicidade de poder estar próxima da amada na Band.

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“Na verdade, foi uma surpresa. A Alline e eu nos conhecemos há um tempo e nunca poderia imaginar que eu iria para a Band. Realmente não sabia de nada, mas acredito que tudo na vida tem um propósito. É algo muito espiritual. Mesmo sem saber, a gente acabou ficando na mesma empresa, apesar de ser em dias diferentes, ela aos sábados e domingos e eu de segunda a sexta. Quem sabe a gente não se encontre no corredor”, torce.

Stephanie e Alline namoram há pouco mais de um ano e cuidam de dois filhos de quatro patas: Rivaldo e Bebeto (xarás de dois ídolos da seleção brasileira). Elas se conheceram pelo Instagram. A comentarista esportiva começou a seguir a bailarina depois de vê-la em uma reportagem sobre transição capilar, processo pelo qual as duas passaram.

Discretas, as namoradas não escancaram o relacionamento nas redes sociais, mas costumam trocar elogios e demonstrações de afeto, para alegria dos fãs do casal. Stephanie, por exemplo, incentiva Alline a publicar fotos mais ousadas. Alline se enche de orgulho ao ver Stephanie arrasando no balé.

Alline Calandrini e Stephanie Paula (Montagem/Arquivo pessoal)

“Ela é minha primeira namorada, anteriormente eram namorados, mas eu sempre fui muito livre para poder fazer as minhas escolhas e entender que o amor é algo de você se encontrar com o outro. Isso não inclui gênero, não inclui especificação. Sempre tive muito claro na minha cabeça que amar é algo muito livre. É muito raro amar. Vale mais você estar em paz com a experiência de amar alguém verdadeiramente do que se prender a padrões que te fazem simplesmente caminhar com a massa em algo que, às vezes, é falho”, analisa a bailarina.

Stephanie diz que “nasceu do amor” e tem no núcleo familiar o melhor exemplo de que é possível amar sem amarras, dogmas e preconceitos. Seu pai, Adelmo, foi padre durante 12 anos, mas abandonou a batina, virou terapeuta e se entregou a uma paixão: Fátima, sua paciente. O próximo projeto da integrante do balé do Faustão envolve justamente sua relação paterna.

“Vou lançar um podcast chamado A Filha do Padre, e meu pai participa! É uma roda de conversa sobre religião e filosofia. Citamos diversos filósofos, de Aristóteles a Platão, de Nietzsche a Santo Agostinho, trazendo suas teorias para a atualidade. Falamos sobre questões da vida que ainda estão presentes, sobre relacionamentos, sobre essa liberdade de pensamento e de sermos quem somos. Vamos falar de filosofia de uma forma prazerosa, que seja compreendida e que as pessoas entendam que não é chato como a gente às vezes aprende. Não. É colocar, realmente, filosofia na prática sobre questões do dia a dia”, antecipa.

Stephanie Paula com os pais, Fátima e Adelmo (Arquivo pessoal)

Descoberta pelo scouter de moda Dilson Stein (o mesmo que lançou Gisele Bündchen), Stephanie Paula trabalhou como modelo na adolescência e chegou a morar na Espanha, mas desfilar não era sua resposta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. “Quando terminei o Ensino Médio, jurava que fosse cursar medicina porque sempre gostei de entender a cabeça humana. Queria fazer neurologia, mas era mais biológico, fugia um pouco do que eu queria. Entendi que não havia nada melhor para entender a cabeça humana do que ser artista”, explica.

A bailarina mudou-se para o Rio de Janeiro, estudou artes cênicas e entrou na Globo como atriz. Participou de novelas como Malhação e A Lei do Amor, fez teste para ser filha de Grazi Massafera em Bom Sucesso e, no fim de 2020, tentou um papel em Verdades Secretas 2. Ao participar da seleção para o Show dos Famosos, em 2017, nunca mais saiu do Domingão. Quer dizer, somente agora, para acompanhar Faustão em seu novo programa na Band. Mais do que chefe, o apresentador defende seu balé com unhas e dentes e incentiva Stephanie em suas novas experiências artísticas.

“É uma rotina totalmente nova, um desafio não só para mim, mas para toda a equipe. Nesta nova fase, ele quer entregar conteúdo bom e inédito na televisão brasileira. Imagina ser chamada para fazer fazer algo novo com quem está há mais de 33 anos no ar. Nada mais digno do que eu me entregar 100% com ele. É gratificante porque a gente sabe que não é fácil ser artista no Brasil. Quando você tem o privilégio de estar na TV ao lado de uma pessoa que valoriza isso, faz quadros como Show dos Famosos e Dança dos Famosos, é de se emocionar. A gente fala que é uma família, somos muito unidos e temos um olhar humano com cada um”, comemora.

Capa do livro A Voz da Alma, de Stephanie Paula (Montagem/Divulgação/Editora Alarde/Reprodução/Instagram)

A Voz da Alma

Uma confidência ao leitor: encontrar Stephanie Paula para esta reportagem foi desafiador. Não por alguma resistência à entrevista. Pelo contrário, ela respeita a atividade jornalística e está prestes a se formar na profissão (cursa o último semestre da faculdade). O “desafio” foi tirá-la de seu hobby favorito: escrever. A bailarina deixa o celular de lado e anota de próprio punho pensamentos, ideias e outras inspirações.

Em 2020, durante a pandemia, lançou pela editora Alarde seu primeiro livro, A Voz da Alma, e foi recomendado por Faustão na sessão Alongamento do Cérebro, dedicada à literatura, ainda no Domingão. E vem mais por aí.

“Sempre carrego meu bloquinho de notas, escrevo à mão. Obviamente dá um trabalho danado porque preciso digitalizar depois, mas ainda prefiro. A Voz da Alma foi escrito totalmente à mão, em primeira pessoa, para poder ter a minha realidade e conversar com a de quem estiver lendo. Agora estou escrevendo Je Suis Stephanie, Eu Sou Stephanie em francês, que é um romance a mim mesma. Conto tudo sobre a minha experiência como modelo, que foi como comecei. Trabalhar com estética tem uma cobrança muito grande por padrões inalcançáveis. Hoje temos uma moda mais prática, fico muito feliz por isso. Em A Voz da Alma, escrevi muito sobre questões de aceitação, de ideologia de gênero. Foi um momento muito introspectivo. Escrever é um processo muito delicado, um ato de coragem. É como se fosse uma ‘autopsicanálise’, mexe com todas as áreas da vida. É você conversando consigo mesma”, finaliza.

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