A Praça É Nossa explica por que voto impresso de Bolsonaro é uma palhaçada

Nesta quinta-feira (5), João Plenário obrigou elenco da Praça a votar nele para presidente

Publicado em 6/8/2021
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Veio de onde menos se espera o melhor exemplo de como o voto impresso, defendido por Jair Bolsonaro, é uma ideia fracassada. A Praça É Nossa, humorístico do SBT, zombou da tentativa do presidente de ameaçar as próximas eleições e mostrou, com uma fina e didática ironia, o que acontecerá se o projeto governista for levado adiante.

No programa exibido nesta quinta-feira (5), o deputado corrupto João Plenário (Saulo Laranjeira) quer se candidatar a presidente e instala uma urna antiga na praça, com um espaço para a entrada de cédulas com o voto do eleitor.

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“Posso saber por acaso que palhaçada é essa aí de urna?”, pergunta Carlos Alberto de Nóbrega. “Carlota, você está sabendo, o presidente disse que eleição eletrônica nunca mais, né? Então estou fazendo uma campanha particular para orientar o povão a votar como era antigamente”, explica o político. “Isso está me cheirando mal!”, avalia o comediante.

Com ajuda de um “segurante” (mistura de segurança com ignorante), João Plenário consegue coagir personagens para votarem nele. Os primeiros são Márcio e Buiu, que trabalham no bar da Praça.

“Poderiam depositar o voto em João Plenário na urna?”, indaga o segurança aos garçons. “Depositar voto? Se nem época de eleição anda é”, questiona Márcio. “Está achando que a gente é babaca, panaca, o que é?”, diz Buiu, irritado. O deputado, porém, se enfurece ainda mais e, aos berros, ordena que seu capanga obrigue os dois a depositarem os votos. O fortão pega a dupla pelo pescoço para que coloque as cédulas.

“Viu aí como foi facinho?”, ironiza João Plenário a Carlos Alberto de Nóbrega. Outro pedestre passa em frente à urna e é abordado pelo segurança para que vote no político. “Pô, amigo, não vou votar em ninguém não”, responde o homem. O deputado, então, o puxa pela camisa: “Venha cá, idiota! É uma simulação! Faça ele votar, ‘segurante’!”. E consegue mais um voto. “Viu aí a adesão do povão?”, ri João.

Embora tenha sido gravado em 28 de julho, o quadro de João Plenário foi ao ar ainda mais atualizado. Bolsonaro e seus apoiadores têm atacado obsessivamente os presidentes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, e do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, em defesa do voto impresso e contra o Poder Judiciário. Nesta quinta, o chefe do Executivo foi derrotado na Câmara dos Deputados, que rejeitou a proposta de voto impresso por 23 votos contra 11.

Curiosamente, o exemplo mais didático de como o voto impresso aumentaria o poder de criminosos (representados por João Plenário) foi ao ar em um programa em que parte do elenco é bolsonarista, incluindo o líder. Carlos Alberto de Nóbrega, apoiador confesso do governo federal, inclusive já participou de uma solenidade com o presidente em maio de 2019, no Congresso Nacional.

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