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Luto

Ícone do humor na TV brasileira, Jô Soares morre em São Paulo

Causa da morte não foi divulgada

Publicado em 05/08/2022
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O humorista, ator, apresentador, entrevistador e diretor teatral Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5), em São Paulo, aos 84 anos. Estava internado desde o dia 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, no qual deu entrada com quadro de pneumonia.

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Sua carreira começou na década de 1950, depois de passar a adolescência estudando num colégio interno na Suíça e num momento em que os negócios do pai, Orlando Soares, não iam mais tão bem quanto antes.

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O interesse pelas artes sempre existiu, embora tenha havido a intenção inicial de seguir a carreira diplomática. Passou por teleteatros e humorísticos nas TVs Rio, Tupi e Continental, até ingressar na TV Record, nos anos 1960. Ao lado de Ronald Golias, Otelo Zeloni, Renata Fronzi e outros talentos, Jô integrou o elenco de Família Trapo, marco do humor.

Em 1970, Jô Soares estreou na TV Globo, emissora na qual teve duas passagens. A primeira foi até 1987, e bastante frutífera, com emendas de um programa no outro, todos de sucesso e aproveitando as brechas de uma cultura sufocada pela Censura: Faça Humor, Não Faça a Guerra; Satiricom; Planeta dos Homens; e Viva o Gordo.

Entre personagens célebres criados por Jô Soares na TV, apenas para citar alguns, temos Norminha, Capitão Gay, Bô Francineide, Gardelon, Vovó Naná, Zé da Galera, Sebá (o exilado em Paris), Bianor (o Sonegador), Reizinho, Gandola, Dom Casqueta (o mafioso) e Ângela Nuremberg (paródia da repórter Ângela Lindenberg).

Além disso, uma primeira empreitada como entrevistador, em 1973, no programa Globo Gente. Foi movido pelo desejo de levar adiante um programa de entrevistas, que não teve espaço na TV Globo, que Jô trocou a emissora pelo SBT, onde seguiu com o humor no Veja o Gordo, até 1990, e entre 1988 e 1999 comandou o Jô Soares Onze e Meia, nem sempre pontual, mas sempre imperdível.

Em 2000, Jô voltou à TV Globo, e comandou até 2016 o Programa do Jô, mesclando o humor presente em todas as atividades artísticas que desenvolveu com uma verve única para fazer de figuras desconhecidas e por vezes pitorescas os melhores entrevistados possíveis.

Foram mais de 14 mil entrevistas na carreira, desde quando Jô colaborou com Silveira Sampaio em seu programa do gênero na TV Record.

A causa do falecimento de Jô Soares não foi divulgada. O velório e o enterro devem ser reservados apenas a familiares e amigos, em data e local ainda não informados, conforme o G1.

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