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Entrevista

Ary Fontoura declara que viver o Silveirinha de A Favorita foi um “trabalho árduo”

Novela está em cartaz no Vale a Pena Ver de Novo

Publicado em 13/06/2022
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Quase 90 anos de idade, outros quase 60 fazendo novelas, com mais de 50 produções do gênero no currículo, e Ary Fontoura, o Silveirinha de A Favorita, ainda teve, como tem, o que descobrir como novos passos em sua trajetória profissional.

“Atuar em A Favorita foi um passo a mais na minha carreira, altamente gratificante. Eu nunca havia feito um personagem como o Silveirinha, um personagem mais dramático, um sujeito mau-caráter. Eu pude realizar um trabalho que para a minha carreira foi ótimo, e o público se divertiu demais”, revela o ator.

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Para Ary Fontoura também foi estimulante participar de A Favorita por outras razões. A novela de João Emanuel Carneiro inovou ao subverter os padrões do folhetim revelando a vilã e mocinha da trama após muitos capítulos e Silveirinha estava no centro entre as duas personagens, Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Cláudia Raia).

“A novela reúne um elenco fantástico, muito bem representado em seus papeis, com uma direção precisa, um texto de uma inovação extraordinária. Foi altamente gratificante participar”, conclui.

Em entrevista divulgada pela Comunicação Globo, Ary Fontoura comenta um pouco mais sobre o trabalho em A Favorita.

O que achou da escolha de A Favorita para ser reexibida no Vale a Pena Ver de Novo?

ARY FONTOURA – Achei a escolha de A Favorita maravilhosa, é uma novela fantástica. Faz tanto tempo que ela foi apresentada e é uma novela muito bem escrita, atualíssima, tanto que está agradando muito novamente.

A novela inovou ao subverter os padrões do folhetim. Foi estimulante participar de uma obra com essas características?

AF – Muito. A Favorita reúne um elenco fantástico, muito bem representado em seus papeis, com uma direção precisa, um texto de uma inovação extraordinária. Foi altamente gratificante participar.

O que mais te marcou neste trabalho?

AF – Foi um trabalho árduo, que me marcou profundamente. O que mais me marcou foi a tenacidade do elenco; um elenco coeso, querendo fazer o melhor para que o trabalho resultasse da melhor maneira possível, isso eu achei fantástico. Gravávamos muito e fizemos o trabalho sempre com muito amor.

Relembre um pouco a personalidade do Silveirinha e as motivações dele. É um personagem bem enigmático, certo?

AF – Silveirinha começa a novela apenas como uma espécie de secretário da Donatela, que participava da dupla sertaneja que ele havia criado. Silveirinha é misterioso, um sujeito que tem uma recordação profunda do tempo em que era empresário das duas, do sucesso que elas faziam, todos os planos e os sonhos da vida dele foram repousados na atuação das duas, naquela dupla que ele cuidava com tanto carinho e que, de repente, se desfez. Ele ficou amargurado, ficou meio isolado, ficou perdido. E aí começou a mostrar uma outra face, a face do homem rancoroso, que não se conforma com o anonimato. Um personagem maravilhoso.

De que forma atuar nessa novela foi importante para a sua carreira?

AF – Atuar em A Favorita foi um passo a mais na minha carreira, foi altamente gratificante. Eu nunca havia feito um personagem daquele tipo, um personagem mais dramático, sujeito mau-caráter. Eu pude realizar um trabalho que para a minha carreira foi ótimo, e o público se divertiu demais.

Como foi a parceria com a Cláudia Raia, Patrícia Pillar e outros atores do elenco?

AF – Cláudia Raia, Patrícia Pillar, Mariana Ximenes, todo o elenco, foi maravilhoso estar com eles. Até hoje temos uma amizade que parece de antes. Nos gostamos muito. Somente recordações boas, de um trabalho formidável.

Qual a cena envolvendo o seu personagem ficou mais marcada na memória?

AF – A cena final que eu fiz. Silveirinha numa praça vendo duas meninas cantarem e lembrando sempre de que ele realmente havia formado a dupla Faísca e Espoleta. Ele olha para as duas meninas e pergunta ao pai delas que estava também ali se ele não gostaria que as filhas se lançassem profissionalmente.. Gostei muito dessa cena. Foi o final do personagem, mas uma cena bastante intensa e uma cena que trazia à tona todo o passado dele, toda a história do personagem.

Quais as principais lembranças dos bastidores?

AF – Inúmeras lembranças dos bastidores. Foi quase um ano de trabalho, um elenco se dando muito bem e formamos uma amizade paralela ao trabalho. Até hoje nos encontramos, somos amigos. Isso é formidável.

Gosta de assistir trabalhos antigos? Ou é muito autocrítico?

AF – Eu gosto muito de assistir aos trabalhos que já fiz. Existem alguns que eu nunca tive a oportunidade de assistir, como, por exemplo, Amor com Amor se Paga. Era uma novela das 18h e eu não tinha conseguido ver nenhum capítulo, e agora está no Viva e dei uma olhadinha. Vi que o assunto da novela ainda está bastante atual, que as pessoas gostam. E, é claro, eu faço uma autocrítica muito acentuada a respeito do trabalho, mas deve ser levada em consideração a época em que foi feito e os tempos de agora. As coisas mudam, e a gente vai mudando com o tempo, sempre leva uma vantagem.

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