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Entrevista

“O público verá situações de machismo porque elas existem”, diz Bruno Luperi, autor de Pantanal e neto de Benedito Ruy Barbosa

Releitura do clássico estreou nesta segunda, dia 28, batendo recorde de audiência

Publicado em 29/03/2022
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Bruno Luperi passou a infância acompanhando de perto o avô, Benedito Ruy Barbosa, escrever algumas das mais memoráveis novelas do Brasil. Em 2014, deixou a carreira publicitária para dedicar-se exclusivamente à dramaturgia.

Fez a sua estreia na televisão dois anos mais tarde quando, ao lado de sua mãe, Edmara Barbosa, escreveu a novela Velho Chico. Desta forma, se tornou, aos 28 anos, um dos mais jovens autores a escreverem para o horário nobre.

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Em 2020, Bruno foi convidado para escrever a adaptação da novela Pantanal, um clássico da teledramaturgia, escrito por seu avô, e exibida pela primeira vez em 1990, na extinta Rede Manchete.

Missão e expectativa

Para mim, o pilar central dessa adaptação é preservar a história que foi contada há 30 anos. Ela tem de ser traduzida para os dias de hoje, para os conceitos e valores de hoje. Muitas coisas nesses 30 anos ficaram para trás, mas a essência da história permanece a mesma.

É sobre afeto, relações familiares, uma grande saga familiar, e fala sobre a relação do homem consigo mesmo, com o meio ambiente, com o meio onde está inserido, sobre contratos sociais. É uma trama muito pertinente e ela foi pertinente 30 anos atrás porque, na época, foi contemporânea.

Hoje, para ela ter a mesma força e o mesmo significado que teve, precisa ser fresca e moderna, ressignificando alguns assuntos e tentando traduzir esse espaço para o qual ele foi proposto para os dias atuais.”

Houve muitas mudanças no comportamento da sociedade de 30 anos para cá. No que diz respeito ao machismo e à pauta feminista, como esses temas foram abordados?

Procurei ser honesto na trama e também responsável. O público verá situações de machismo porque elas existem, mas verá também personagens contestando essas falas e atitudes. Jove e Guta são personagens que trazem bastante essa conversa, são as vozes dos novos tempos.

Procurei legitimar as personagens femininas, trazer luz para as questões que envolvem elas e para a força que elas têm. A Filó tem uma força brutal, a Irma, a Madeleine e a Mariana seguram uma barra, a Guta tem uma função naquele universo e isso não pode passar sem a devida importância, assim como as mulheres que vivem na tapera.

Dentro dessa história, temos a Maria Bruaca. Para esse núcleo que está ao redor do Tenório, foi preciso um olhar delicado. O Tenório é um vilão tão possível, tão frequente… São muitas as mulheres que se submetem a esse jogo como a Maria Bruaca.

E essa história permite uma grande emancipação. Queremos fustigar mudança. A novela permite isso. São vários os temas que vamos abordar e estamos fazendo isso com muita responsabilidade, com um estudo grande por trás, buscando argumento com uma equipe muito competente“.

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