12 anos depois, entenda como a Record “usou” Geisy Arruda para furar a Globo e o The New York Times

Em estratégia, produção de Geraldo Luís ofereceu vantagens para que ela mostrasse o rosto

Publicado em 10/10/2021 23:06
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E lá se foram 12 anos do dia em que Geisy Arruda (32) ganhou destaque na mídia nacional e internacional após ser hostilizada por estudantes de sua faculdade devido ao uso de um simples vestido. Desde então ela nunca mais saiu das manchetes e seu nome virou uma marca de alto consumo na internet.

Claro que ela própria foi a grande responsável pela virada triunfal na vida ao analisar inteligentemente propostas interessantes e rentáveis de trabalho que começaram a aparecer naquele período. A terceira temporada de A Fazenda e a Escolinha do Gugu foram algumas.

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Mas foi em uma recente entrevista ao After Canal que Geisy Arruda revelou detalhes de como se deu a “guerra” entre a imprensa para ver quem conseguiria a primeira entrevista exclusiva com ela. Nos relatos, ex-estudante de Turismo e hoje empresária, conta que vários jornalistas conseguiram o endereço de sua antiga residência e que se tumultuavam na frente da casa. “Eles vão entrando, a Record já estava praticamente na minha sala“, relembrou ela, que à época tinha 19 anos.

E foi justamente a Record TV quem teve a melhor das estratégias e conseguiu furar o Fantástico, Jornal Nacional e a imprensa internacional como The New York Times e The Guardian, e mostrar o rosto de Geisy Arruda para o Brasil ao levá-la no palco de uma de suas extintas atrações, e detalhe: trajada com o polêmico vestido rosa.

A primeira que deu [a notícia] foi a Folha de S. Paulo, mas aí, quando descobriram meu endereço em Diadema, estava todo mundo lá. E a minha mãe começou a ficar desesperada porque eu tive que contar pra ela o que estava acontecendo. Ela não sabia. Ela começou a chorar copiosamente […] e eu disse: ‘O que vou fazer?’.

A gente nunca tinha visto tantas câmeras, tantos aparatos. Eu falei: ‘Vou falar com vocês, não vou maltratar ninguém, não vou mandar ninguém embora — até porque eles já vão entrando –, jornalismo policial, eles vão entrando. A Record TV já estava quase na minha sala. Eu só falei: ‘Não vou mostrar meu rosto e quero minha voz modificada para me proteger’.

E a Record ficou por ultimo, que era o programa Geraldo Brasil, do Geraldo Luís, que passava à tarde e nem existe mais. A moça que chegou primeiro foi a última e ficou lá até o final, e aquela mulher não tinha pressa. E aí ela chegou pra mim e falou que tinha uma proposta. ‘Você falou com todo mundo mas não mostrou seu rosto, e queremos que você apareça.

Eu falei: ‘Meu rosto eu não vou mostrar’. ‘O Brasil quer conhecer o rosto da menina que foi hostilizada por causa de um vestido. Temos uma proposta, a gente vai te arrumar um advogado, ele não ai cobrar nada, se você ganhar o caso contra a universidade você paga a porcentagem dele e se você não ganhar também você não perde.

Ele vai trabalhar de graça pra você. Em troca ele vai aparecer, você fala o nome dele, ele vai no programa…uma parceria. Topa?’. E qual a outra oportunidade que eu terei na vida de pagar um advogado e processar uma universidade? Eu ganhava R$400 reais por mês. Eu não teria outra oportunidade.

E falei: ‘Tá bom’. Ela: ‘A gente quer que você leve o vestido’. Eu disse: ‘Tá bom, mãe, pega o vestido’. Cheguei lá na Record, na Barra Funda, segurando o vestido e o advogado já estava me esperando. Eu disse pra ele: ‘Eu quero justiça, você vai me ajudar? Então vamos’“.

Veja o momento a partir de 31:37 minutos

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