Filho de grande astro, Gracindo Júnior construiu o próprio nome no cenário artístico brasileiro

Ator tem 60 anos de carreira e chegou a dirigir novelas na TV Globo nos anos 1970 e 1990

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Em fins dos anos 1950, o filho de um grande astro de uma estação de rádio faz teste para ingressar no cast da mesma estação, sem valer-se do fato de ser filho de quem é. Sucesso como ator e apresentador na Rádio Nacional, Paulo Gracindo passava a ter como colega de trabalho o filho Gracindo Júnior. Em 1961, a estreia nos palcos, com A Escada, de Jorge Andrade.

Veio a cassação dos comunistas da rádio em 1964, com o início da ditadura militar, mas àquela altura Gracindo Júnior, um deles, já se constituía como promessa de sua geração, nos palcos e estúdios. Pela mesma época ele ingressara no elenco da nascente TV Globo, e nela fora protagonista de algumas das primeiras novelas, como Rosinha do Sobrado e Padre Tião.

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Nos anos 1970, O Bem-Amado, Os Ossos do Barão e O Casarão mostraram ao público de TV um ator que amadurecia artisticamente, enquanto o público de teatro podia vê-lo em peças escritas pelos grandes talentos nacionais da geração: Oduvaldo Vianna Filho, Consuelo de Castro, Lauro César Muniz, entre outros.

Ao final da mesma década, a atuação como diretor também nas novelas, nos núcleos das 18h e das 19h da TV Globo: A Sucessora, Memórias de Amor, Marron Glacé. A experiência se repetiria nos anos 1990, em Explode Coração, novela das 20h (hoje 21h). Em meados dos anos 1980 o sucesso na TV Manchete, em Marquesa de Santos e Dona Beija.

Depois de mais uma temporada na TV Globo, com pequenas “fugas”, Gracindo Júnior ingressou no elenco da Record TV em 2006, e na emissora viveu bons momentos em novelas do velho colega Lauro César Muniz, como Cidadão Brasileiro. Também merece destaque a minissérie Plano Alto, de Marcílio Moraes, escrita e exibida na efervescência dos protestos de 2013.

Muito mais do que simplesmente filho de Paulo Gracindo, e ao mesmo tempo sem nunca renegar essa condição, Gracindo Júnior constituiu uma sólida carreira e teve sempre luz própria. Por isso mesmo, o Vale a Pena do Observatório da TV o homenageia nesta semana. Confira o vídeo!

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