Feita para celebrar os 10 anos de liderança nacional da Globo, Gabriela chega aos 45

Superprodução com ares hollywoodianos marcou momento importante da emissora

Publicado há um mês
Por Fábio Costa
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Em 1975, a TV Globo celebrava 10 anos de operações e cinco de liderança na audiência da TV brasileira na maior parte do tempo, embora a TV Tupi não desistisse da briga e investisse à sua maneira na briga pelo ibope. Para celebrar a data, uma superprodução digna do cinema hollywoodiano foi preparada: uma adaptação de Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado.

Gabriela ficou sob a responsabilidade de Walter George Durst (texto) e Walter Avancini (direção), e reconstituiu com riqueza a Ilhéus dos anos 1920, assolada por uma estiagem sem paralelo. A torcida pela chuva e pelo sucesso da lavoura de cacau une ricos e pobres, coronéis e prostitutas, profissionais liberais e retirantes.

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Retirantes entre os quais se inclui Gabriela (Sônia Braga), que vai trabalhar no Bar Vesúvio e conquista os clientes e o coração do proprietário, o turco solteirão Nacib (Armando Bogus). De personalidade livre e desapegada dos valores burgueses, Gabriela encanta Nacib, com sua mistura de menina e mulher.

Em paralelo se desenvolve o enredo do embate entre o progressista Mundinho Falcão (José Wilker), que chega a Ilhéus com ideias renovadoras, e o Coronel Ramiro Bastos (Paulo Gracindo), chefe político local cujo domínio é ameaçado pelo jovem que vem de fora. E que se envolve justamente com a neta dele, Jerusa (Nívea Maria).

Nesta semana o TBT da TV do Observatório da TV celebra os 45 anos dessa versão de Gabriela, que marcou a trajetória da teledramaturgia brasileira e carreira de todos os envolvidos em sua realização, premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como a melhor daquele ano. Confira o vídeo!

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