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CRÍTICA

Subversiva, Hanna dá um recado poderoso ao defender jovens politizados

Série do Prime Video provou na última temporada que é um dos melhores dramas de ação e espionagem da TV

Publicado em 30/11/2021
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Uma das melhores séries de ação e espionagem do século, Hanna cruzou a linha de chegada com propriedade, no Prime Video. Os seis episódios da terceira e última temporada, disponíveis no streaming da Amazon, evidenciaram como a série amadureceu, agora totalmente subversiva e defendendo jovens politizados.

Fora qualquer juízo de valor, o fato é que a geração Z, nascidos entre meados de 1990 e 2010, estão engajados politicamente, questionando o sistema e valores pré-determinados. Esses jovens tipo Greta Thunberg usam a internet para ecoar a voz a favor do meio ambiente, contra a desigualdade social, pela diversidade de gênero, entre outras bandeiras.

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Hanna replica o curioso incômodo de gente mais velha em implicar contra os garotos e garotas conscientes. Em muitos casos donos exclusivistas de poderes, esses figurões temem o clamor da juventude, em tese por saber que há muita verdade no discurso de ruptura do status quo.

Ray Liotta foi um ótimo reforço para a 3ª temporada de Hanna (Divulgação/Prime Video)

Algoritmo inimigo

O drama do Prime Video projetou muito bem as neuras desses indivíduos caducos em Gordon Evans, apelidado de O Presidente, personagem defendido com maestria pelo ator Ray Liotta. Ele é quem verdadeiramente dá ordens na Utrax, programa secreto da CIA no qual meninas têm o DNA turbinado para serem soldadas fiéis e altamente habilidosas.

Evans coordena um ataque programado contra jovens do mundo todo, participantes de atividades tidas como disruptoras, seja em discursos censurando a opressão ou em um estudo acadêmico categórico. É a CIA da ficção no combate à uma força rebelde (algo que, na vida real, muitos creem que acontecem).

Imagine se você pudesse voltar no tempo, 30 anos atrás. Os terroristas do 11 de Setembro, você os encontra, estão na faculdade… Você não os mataria?“, pergunta Evans tentando justificar as ações contra os militantes.

Um esquema engenhoso de computação fica na cola de cada passo dos jovens na internet, um recorte da população mundial, de zero a 30 anos de idade. Um algoritmo acompanha cada escolha que uma pessoa nessa faixa faz na internet. Assim, a CIA tem como saber qual indivíduo está alimentando as redes sociais com mensagens políticas revolucionárias, por exemplo.

Quem for mais participativo em atos do tipo entra em uma lista e vira alvo das garotas soldadas da Utrax. O argumento para matar os jovens tão cedo é de que a predisposição é um indicador essencial de comportamento subversivo no futuro.

Seria essa uma mera coincidência caso haja algo concreto ocorra neste instante, na realidade? Há quem acredite em teorias da conspiração do tipo. Algumas lições do passado corroboram os argumentos paranoicos atuais, de fato. 

Em se tratando de Hanna, a protagonista (vivida por Esme Creed-Miles) e Marissa Wiegler (Mireille Enos), ex-comandante da Utrax, fazem de tudo para salvar os jovens perseguidos e, de carona, desejam acabar de vez com esse programa secreto. 

Sem perder as cenas de ação excelentes e tramas de espionagem bem executadas, a série Hanna se despediu com uma história pertinente. A voz forte e relevante dos jovens radicais não devem ser caladas. O poder de transformação dela é proporcional ao medo que os figurões das mais altas cúpulas têm.


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