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RITMO FRENÉTICO

Netflix: queda de audiência de séries após um mês explica overdose de lançamentos

Gigante do streaming sofre com o hábito que ela mesma criou; entenda

Publicado em 07/02/2022
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As séries lançadas na Netflix têm prazo de validade: um mês. É o que aponta levantamento feito pelo site Variety, em parceria com a TVision. Como o tempo de vida de uma atração é curto, em comparação à concorrência, a gigante do streaming precisa atualizar o catálogo frequentemente. Por isso a overdose de lançamentos a cada semana.

Curiosamente, a plataforma é desafiada pelo próprio hábito que criou, o de lançar de uma só vez todos os episódios de uma série. Assim, o público devora a trama rapidamente e logo busca um novo programa para assistir. A produção sensação há poucos dias vê a audiência evaporar dentro de quatro semanas e cai no esquecimento, substituída por outra.

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Isso causa dois problemas. O primeiro é o fato de a série em questão sumir da mídia e esfriar o engajamento do público, pois foi consumida depressa e esgotou os assuntos. O outro entrave é que com a enxurrada de lançamentos, algumas atrações ficam esquecidas, perdem público e o resultado é o cancelamento.

Álvaro Morte na pele de um feiticeiro em A Roda do Tempo (Reprodução/Prime Video)

Qual modelo ideal?

Rivais da guerra dos streamings buscam caminhos contrários ao da Netflix. O Prime Video, por exemplo, já adotou como prática uma mescla. As séries são lançadas com episódios de uma só vez ou semanalmente dependendo do estilo da trama e o impacto que pode provocar.

A plataforma da Amazon acertou com A Roda do Tempo (episódios semanais). O drama fantasioso foi muito comentado durante o período de exibição e as discussões na imprensa ou nas redes sociais sobre o capítulo do momento contribuíram como propaganda indireta. A cobertura serviu para os espectadores entenderem bem a trama.

Apple e HBO Max também vão na linha de um episódio inédito por semana. O caso de And Just Like That…, no streaming da Warner, ilustra bem essa situação. Durante dois meses, a série teve forte presença no noticiário, gerando todo tipo de debate.

Avalanche de ofertas

No mercado hollywoodiano, a notícia foi que a Netflix gastou US$ 17 bilhões (R$ 90 bilhões) na produção de conteúdo, no ano passado. O investimento exorbitante precisou ser feito para atender a demanda e tapar o buraco do catálogo após perder atrações de terceiros, com elas aterrissando em streamings rivais.

O final de semana começa e o espectador tem como opções o novo reality, o filme arrasa-quarteirão recheado de estrelas, o documentário que todo mundo está falando, a série preferida que retornou com episódios inéditos, aquela minissérie badalada…

Levando em conta apenas as séries, nos últimos dez dias, a Netflix lançou All of Us Are Dead, A Vizinha da Mulher na Janela, Criando Dion, Á Tona, Murderville, Doces Magnólias e Desejo Sombrio (na próxima sexta, 11, chega Inventando Anna, aguardado drama criado por Shonda Rhimes).

Quem dá conta disso tudo? Invariavelmente, algumas serão deixadas de lado e daí vem o cancelamento. A Netflix tem como régua a audiência dentro de um mês para renovar ou não determinada atração. Se o público foge ou não gosta logo de cara, não tem conversa, o fim é decretado; Cowboy Bebop é o melhor exemplo disso.


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