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REPÓRTER

Veruska Donato revela uma das razões para sair da Globo: “Aquilo me destruía todas as vezes”

Jornalista também assume quadro de depressão, que se agravou na pandemia

Publicado em 17/11/2021
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A jornalista Veruska Donato deixou a Globo após 21 anos de contrato. Sua saída foi anunciada em sua conta de Instagram no dia 3 de novembro, em uma postagem na qual a comunicadora lista diversos aprendizados em sua trajetória. Um deles tem a ver com a resistência adquirida ao trabalhar em pautas ‘fortes’.

A covid sucumbe a vacina, mas uma outra doença, essa antiga, mostra a cara de maneira cruel, a fome. Fiz várias reportagens sobre o quanto ela castiga, o quanto resiste. Descobri que diferente da fome, eu não sou resistente, diante dela me senti impotente“, contou Veruska em seu texto de despedida da emissora.

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Em entrevista ao canal de Luciana Liviero, a jornalista explica melhor o assunto. Segundo Veruska, além de um quadro de depressão que a fez ficar afastada pelo INSS por um mês, uma das razões para sair da Globo foi ter que liderar reportagens com grande carga emocional.

“Não sei se é porque tenho uma sensibilidade exacerbada, mas eu fiz muita matéria sobre ‘fome’ no Jornal Hoje e no SPTV. Eles me colocavam pra fazer e se não colocassem eu ia pedir pra fazer. Só que aquilo me destruía todas as vezes. Eu voltava pra casa… não tinha com quem dividir isso”, revela a repórter.

Ela conta também que a correria da produção não permitia que ela se envolvesse mais e atendesse àquelas pessoas que poderiam precisar de ajuda. Tudo isso a deixava angustiada. “Em São Paulo… você não consegue parar pra conversar com as pessoas, sobre a vida delas, pra perguntar se ela tá bem. Eu me sentia sozinha passando por isso. Eu tinha o amor da minha vida me esperando pra ficar com ele, minha mãe doente, eu já sem perspectiva de subir na carreira onde eu estava“, justifica Veruska.

Depressão

Sobre seu diagnóstico de depressão, a profissional declara ter histórico na família, tendo sido a doença que levou seu pai a cometer suicídio quando ela tinha apenas 16 anos. “Eu fiz uma proposta de documentário sobre suicídio e depressão para o Globoplay, mas eles acharam algo muito pesado”, conta.

Apesar disso, ela alerta. “Eu acho que é o momento sim [de falar sobre depressão]. Tem que parar com essa besteira e discutir isso. É uma epidemia. Passar por isso, ver meu pai lutar pra sair dessa doença e ele não conseguiu… eu sei como que é”, diz a jornalista.

Veruska pontua que a pandemia da covid-19 contribuiu para que seu estado depressivo ficasse ainda mais crítico, uma vez que sua base familiar está toda em Campo Grande, no Mato Grosso, e não em São Paulo, onde trabalhava intensamente.

“Completamente sozinha, tendo que todos os dias ter que lidar com mortes, eu fiquei mal. Eu fazia reportagens bacanas de cura, mas eu me via só. Tinha acabado de entrar no Jornal Nacional, mas eu via um monte de gente morrendo, chegava em casa não tinha quem abraçar. Eu não posso pedir isso pra minha filha, porque eu tenho que ser madura. Eu precisava de uma amiga… mas minhas amigas eram todas da TV, todas desesperadas, todas tentando cuidar de suas famílias de longe, então… não sobrava pra mim”, desabafa Veruska.

Confira a entrevista completa com Veruska Donato:

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