Supercine comemora os 70 anos da TV no Brasil com Nada Será Como Antes

Série de 2016 sobre a origem da TV brasileira vira telefilme na Globo

Publicado há 6 dias
Por André Santana
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Uma história sobre a chegada da televisão no Brasil com todos os elementos do folhetim, que logo se tornou a paixão nacional. Amores arrebatadores, poder, intrigas, paixões, ciúmes e desilusões compõem a trama de Nada Será Como Antes, que será exibida em formato de telefilme no Supercine deste sábado (19).

A série, exibida originalmente em 2016, é criada por Guel Arraes e Jorge Furtado, tem direção artística de José Luiz Villamarim, e faz parte da programação especial da TV Globo para celebrar os 70 anos da TV no Brasil.

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A trama é ambientada em meados de 1940 até o final dos anos 1950, e tem como fio condutor o drama romântico do empreendedor Saulo (Murilo Benício) e da locutora de rádio Verônica (Débora Falabella), que depois se torna uma estrela da TV. A trajetória do casal acompanha a transformação dos meios de comunicação do país.

Paralelamente à trama dos protagonistas, a história em torno dos irmãos Otaviano (Daniel de Oliveira) e Julia (Leticia Colin), jovens ousados da alta sociedade carioca que apostam no sonho de Saulo de trazer a televisão para o Brasil, tem grande destaque na trama e estará ainda mais em evidência na versão em telefilme.

“As duas histórias funcionam como duas novelas de estilos diferentes. A primeira, mais clássica, e a segunda, digamos, mais apimentada. Além disso, temos a novela propriamente dita que era encenada na trama, uma história do século XIX. Como o gênero é o centro da televisão brasileira optamos por trazer as duas ‘novelas’ para o mesmo plano e como pano de fundo seguimos com as referências que usamos para contar a história da televisão e o sentimento que existia de crença no Brasil, que nessa época era chamado o ‘país do futuro’”, explica o autor Guel Arraes, que ficou à frente do processo de edição para transformar a série em telefilme.

Parceiro de Guel Arraes na criação da obra, Jorge Furtado conta que os dois nutriam um desejo antigo de contar a origem da televisão no Brasil, e que o maior desafio foi reconstruir a época e ao mesmo tempo contar uma história de ficção envolvente, com personagens que representam os sentimentos daquele momento do país .

“Nos debruçamos sobre as histórias dos pioneiros da televisão e nas nossas próprias vivências, já que estamos há muito tempo no meio. Através dos primeiros atores que fizeram televisão mostramos um Brasil em transformação, principalmente, pelas mulheres, que mudaram padrões e avançaram costumes, modernizando o país”, analisa o autor.

O diretor artístico José Luiz Villamarim ressalta que Nada Será Como Antes não tem caráter documental, mas representa o dia a dia dos profissionais que trabalham na TV.

“É uma alegria e uma honra poder participar das comemorações do aniversário da TV brasileira com esta série que agora vira um telefilme. É a história de dois personagens que vivem todas as possibilidades de uma relação amorosa profunda, na época em que a televisão era uma aventura. A paixão é o foco da trama e o pano de fundo é a trajetória da televisão brasileira. Falamos da vida dos profissionais que trabalham no dia a dia com este ofício fascinante”, revela Villamarim.

Protagonista da obra, Débora Falabella conta que foi emocionante participar da série por ter crescido ouvindo histórias sobre o início da televisão.

“Meu pai também é ator e participou do início da TV em Minas Gerais. Ele fazia televisão ao vivo e me contava como eram os bastidores naquela época. Depois fui trabalhar na televisão e já estou no meio há 20 anos. É muito bonito entender como tudo começou e acredito que Nada Será Como Antes mostra essa trajetória com muita emoção e humor”, conta a atriz.

Na pele do visionário Saulo, que consegue colocar em prática o sonho de construir uma emissora de TV, Murilo Benício acredita que a exibição da trama neste momento é uma forma de homenagear os profissionais que trabalham nos bastidores.

“A história mostra como os profissionais da época precisavam ter uma criatividade e um jogo de cintura maior para tudo dar certo, para consertar um erro e torná-lo um acerto. No início tudo era um desafio, uma novidade. Vejo essa exibição especial como uma homenagem a tanto trabalho duro que é feito há sete décadas pela nossa arte”, enaltece o ator.

Nada Será Como Antes se destaca também pelo primor da fotografia, cenografia e produção de arte, figurino e caracterização, além de uma trilha sonora sofisticada e envolvente. O elenco afinado que deu vida às histórias conta ainda com Bruna Marquezine, Bruno Garcia, Jesuíta Barbosa, Fabrício Boliveira e Alejandro Claveaux, entre outros.

Daniel de Oliveira conta que o trabalho está entre os mais marcantes de sua carreira justamente pelos profissionais envolvidos. “O texto, direção e fotografia são impecáveis. O figurino do Cao Albuquerque também foi um grande diferencial na minha opinião, é de uma elegância impressionante. O elenco acreditou muito na história e mergulhou fundo nos personagens. Havia uma sintonia muito grande entre todos e minha recordação é de um frescor absoluto no set de gravação. Foi um trabalho inesquecível”, conclui o ator.

Jesuíta Barbosa interpretou o intenso Davi e conta que ficou marcada em sua memória a forma como as tramas eram conduzidas por diferentes perspectivas. “A televisão conta a história e ao mesmo tempo traça o destino dos personagens. Estou muito animado em ver a série virar longa-metragem. Existe uma qualidade cinematográfica muito forte nesta obra”, acredita o ator.

Criada por Guel Arraes e Jorge Furtado, escrita por Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão com Mauro Wilson, direção artística de José Luiz Villamarim, direção geral de Luisa Lima e direção de Isabella Teixeira, Nada Será Como Antes irá ao ar no Supercine, exibido depois do Altas Horas.

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