ENTREVISTA

Ritinha na primeira Renascer, Isabel Fillardis relembra parceria com Grande Otelo na novela: “Me recebeu como filha”

Atriz também recordou a experiência de gravar ao lado de Jackson Antunes, que interpretou Damião na primeira versão da obra

Publicado em 15/02/2024

A atriz Isabel Fillardis, de 50 anos, relembrou a sua estreia nas novelas durante a primeira versão de Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 1993 pela TV Globo. Em entrevista ao gshow, a artista recordou a sua parceria com Grande Otelo (1915-1993) na telinha, que interpretava o seu pai Chico, e destacou momentos marcantes ao lado do elenco no folhetim.

“Tive o privilégio de poder contracenar com um dos nossos grandes ancestrais, que é o Grande Otelo. Claro que na época, eu muito menina, não tinha noção da grandiosidade desse homem, desse artista, desse ativista, que é o Otelo. Ele me recebeu como filha, como uma representante do nosso povo. Ele me instruiu desde o comportamento dentro de um set, até minha postura a partir do que eu ia viver”, destacou a artista.

Isabel Fillardis também destacou o sucesso da trama de Benedito Ruy Barbosa na década de 90 e apontou que Renascer se tornou um dos grandes clássicos da teledramaturgia nacional.

“É uma das obras-primas da dramaturgia, onde fui muito bem recebida, acolhida, onde tenho minha primeira grande escola. Começar no horário nobre com uma novela como essa, lendária, foi sensacional. É uma das coisas mais marcantes dentro da minha carreira”, refletiu a atriz.

Ainda na entrevista, Isabel Fillardis relembrou a experiência de contracenar com Jackson Antunes, que interpretava o Damião da primeira versão da obra, além de grandes figuras da dramaturgia brasileira como Antonio Fagundes, responsável por viver o protagonista José Inocêncio.

“Tudo nessa novela foi desafiador para mim, foi tudo novo. Não posso dizer que algo foi mais fácil e algo foi mais difícil. Foi tudo na intuição. Então, contracenar com um artista como Jackson Antunes era quase assustador. Ele também me acolheu de uma forma muito carinho. Imagina dar de cara com Osmar Prado e Antonio Fagundes? Eles também me acolheram. Eu aprendia observando, olhando. Mesmo quando não estava gravando, ficava nos bastidores ou na ilha de edição assistindo, vendo posicionamento de câmera. Foi incrível”, completou Isabel Fillardis.

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