Ricardo Pereira relembra Novo Mundo e fala sobre morte de Letícia: “Desespero tão grande”

O ator diz manter amizade com nomes do elenco

Publicado há 8 meses
Por Guilherme Rodrigues
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No ar como o botânico português Ferdinando de Novo Mundo, novela reprisada na faixa das 18h, Ricardo Pereira falou em entrevista sobre a oportunidade do público rever o folhetim e também dos momentos especiais que viveu na obra.

O que você achou de ‘Novo Mundo’ ser exibida novamente no horário das seis?

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Eu adorei essa escolha. Está sendo bacana revê-la antes de Nos Tempos do Imperador para relembrar a história anterior. Foi uma novela muito bonita e retrata um momento muito importante na história do Brasil. É importante porque, desta forma, as pessoas relembram um período histórico já se preparando para o próximo.

Qual a importância desse personagem na sua carreira?

Essa personagem me deu muito prazer de fazer. Eu, o diretor artístico Vinícius Coimbra e a equipe tínhamos pensado e planejado como faríamos o Ferdinando e pra onde queríamos que ele fosse. Ele é um botânico, apaixonado pela natureza e que fica apaixonado pelos recursos naturais que o Brasil lhe dá. Também é apaixonado por sua mulher, vive para ela, mas a perde em uma de suas expedições. É um homem que gosta da solidão, de explorar, descobrir e do conhecimento. Esse personagem me fez descobrir muita coisa.

Comente uma cena que te marcou.

Uma das cenas mais importantes foi a da morte da Letícia (Maria João). Imagina, naquela época, um casal que amava a natureza, vai para o meio do mato, completamente isolado, e ela morre. O desespero dele de perder essa pessoa é tão grande!!! Nessa cena ele mostra isso tudo e mostra como ela é metade dele. Quando ela desaparece, metade dele desaparece também. Faríamos essa cena chovendo. Tínhamos carro de bombeiro e tudo mais. E quando fomos gravar, começou a chover do nada! Tem momentos que a dramaturgia se cruza com coisas maiores e faz a cena acontecer.

Quais cenas te desafiaram mais?

Foram várias cenas que exigiram muito. Acho que o Ferdinando, depois da morte da mulher dele, desiste da vida, dos interesses dele e se entrega ao mundo. Fica no meio da floresta, sozinho, se sente perdido. Essa fase da novela foi bem difícil de fazer. Vivemos intensamente esse período, trazendo a realidade dessa solidão, tristeza e amargura. Foi uma fase complicada de retratar, muito delicada e crucial.

Tem muitas lembranças desse trabalho?

Eu tenho muitos momentos maravilhosos dessa novela. Eu vinha de Liberdade, Liberdade, em que estávamos trabalhando épocas distantes, mas períodos históricos importantes. Fizemos um laboratório intenso. Foi proposto que a gente escutasse o mato. A gente fez umas expedições no mato e até dormi ao ar livre para trazer sensações e sentimentos que eu pudesse introduzir depois na personagem. Acho que esse silêncio, essa percepção da natureza como um bem maior que se movimenta. E também em um tempo lá atrás, onde a natureza era pura e dura, sem intervenções do ser humano. Vivemos três dias intensos no meio do mato, na paz e sentindo de verdade a dimensão do que é estar na natureza. O laboratório da novela foi um momento muito importante para a criação dessa personagem.

Como está o retorno do público?

Tenho recebido muitas mensagens do público, que está feliz com o regresso da novela. Fico na expectativa de que as pessoas curtam muito, revejam e, os que ainda não assistiram, que assistam pela primeira vez. Vejo que receberam a novela superbem, ainda mais porque na sequência irá entrar ‘Nos Tempos do Imperador’. Vai ser muito bacana revisitar essa obra e, logo depois, assistir a outra história que é quase uma sequência. Vai ser muito bom.

O que levou da personagem para a sua vida?

Esse link que o Ferdinando tem com a natureza, eu também tenho. Depois dessa personagem aumentei ainda mais isso em mim. O habitat dele é parecido com o habitat do Ricardo. É claro que a história se passa em outro tempo, mas é um ambiente que sempre aprendi a respeitar, escutar, observar e preservar. Eu trouxe do Ferdinando a grandeza que é essa diversidade biológica, a nossa fauna, a nossa flora. Ela é apaixonante e nos dá energia para viver.

Mantém contato com o elenco da novela?

Sim. Era tanta gente! O Romulo Estrela, Caio Castro, Letícia Colin, Jonas Bloch, Sheron Menezzes, Caco Cioccler, Julia Lemmertz, entre tantos outros. Somos um elenco que se cruzou muito. Ganhamos grandes e fortes amizades.

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