“O Brasil tem que dar uma virada nisso”, diz Faustão sobre machismo e preconceito

Publicado há 2 anos
Por João Paulo Reis
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O Super Ding Dong, quadro do Domingão do Faustão deste domingo (10) recebeu as atrizes Totia Meireles, Camila Queiroz, Ellen Rocche e Fabiana Karla. Falando sobre o Dia Internacional da Mulher, o apresentador Fausto Silva comentou que a cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil. Ele aproveitou para perguntar à Totia, que tem mais de 30 anos de carreira, se a relação com o machismo melhorou com o tempo.

“Tem
melhorado graças a Deus. Acho que em tudo, em todos os campos, não só aqui na
televisão, mas em todos os lugares. Acho que nós mulheres, criamos os homens
que vão ser machistas. Antes a gente brincava com muita coisa que hoje em dia a
gente não pode mais brincar. Não bata em menina, seja gentil. Tudo isso a gente
vai ensinando os homens. Tem melhorado, apesar de que as mulheres ainda sofrem
muita violência infelizmente”.

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Camila Queiroz

“É
importante falar nesse assunto porque não só questão da mulher não, mas aqui
sofrem preconceito a criança, o índio, o gay, o negro, o velho, então o Brasil
tem que dar uma virada nisso”, bradou Faustão que perguntou à Camila Queiroz se
o machismo é diferente em cidades do interior e grandes capitais.

“Em qualquer lugar do mundo Fausto. Cada vez mais a gente vem conquistando nosso lugar, lutando pelo nosso lugar. Para cada país muda a frequência e intensidade, e como eles fazem. Muda muito o assédio, e cantadas, mas temos conquistado um lugar muito suado, com muito esforço, estamos conseguindo ‘educar’ os homens para que eles nos respeitem como mulher e como profissional”, falou a atriz que interpreta Vanessa em Verão 90.

Ellen Rocche e Fabiana Karla

Ellen
Rocche relatou que durante o Carnaval foi bastante respeitada, mas que a
importância das campanhas de conscientização serve para que vítimas ganhem mais
voz.  Já Fabiana Karla relatou que tanto
no Norte como no Nordeste há um movimento contrário ao machismo.

“Eu acho que continua como em todo o mundo em todo o país. As pessoas estão se educando e com mais pré-disposição. A gente está engatinhando mas a voz da gente está sendo mais ouvida, e acho muito legal que meu filho, eu crio desde pequenininho dando flor para as irmãs. Criar sapo é fácil, eu quero criar um príncipe, então acho que tem um trabalho também das mães, mas não só das mães porque cada um vai crescendo, tendo suas amizades… Queria deixar aqui um recado importante para todas as mulheres.

É o momento de a gente aprender a fazer valer a sororidade de verdade. A gente viu o desfile lindo da Mangueira onde trouxe a história com Marielle, que é muito importante. Esse grito que Marielle ainda vive, que representa muitas de nós e não pode morrer, e somos mulheres que temos que parar de apontar uma para outra. Temos que aprender juntas de mãos dadas, acho que todo mundo está num momento de aprendizado, precisa de uma segurar a mão da outra porque tem gente demais apontando pra gente”.

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