Morte de Batista em Nos Tempos do Imperador: como foi a epidemia de cólera no Brasil

Enfermidade também acometeu Luísa na trama das seis

Publicado em 09/12/2021 10:52
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Enquanto o mundo atual enfrenta a pandemia de coronavírus, na novela das seis, Nos Tempos do Imperador, a população brasileira à época do Segundo Reinado (1840 – 1889) sofre com o alastramento rápido de outra doença: a cólera.

Na trama escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, a médica Pilar (Gabriela Medvedovski) vê de perto as pessoas sendo acometidas pelos claros sintomas da enfermidade: diarreia, vômito, desidratação, febre e convulsões. Inclusive, um dos personagens, Batista (Ernani Moraes), é infectado pela bactéria e não sobrevive.

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Mas, afinal, houve mesmo uma epidemia de cólera no Brasil? Ela aconteceu nessa mesma época em que é retratado o folhetim da Globo?

A resposta é sim. A doença teve origem na Índia, mas foi no terceiro grande surto – entre 1846 e 1860 – acabou se espalhando para todos os continentes, inclusive as Américas. Os países latinos mais atingidos foram Cuba, Venezuela e Brasil.

Por aqui, a cólera se fez presente com mais força nas regiões Norte e Nordeste, mas acabou chegando também em estados sulistas, como o Rio de Janeiro. Em Nos Tempos do Imperador, Luísa, a Condessa de Barral, contrai a bactéria. Contudo, é importante dizer que, por ser uma doença transmitida por água contaminada, fez mais vítimas em locais pobres do país, onde as condições de higiene eram precárias. [continua após a imagem]

Pintura de François-René Moreau mostra dom Pedro II visitando doentes de cólera em hospital no Rio de Janeiro

Registros históricos afirmam que, em caso de surtos endêmicos, a família real e parte da elite imperial se resguardavam em Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde o clima era mais fresco e por isso não representava risco alto de transmissão.

Apesar disso, Dom Pedro II (que na novela é interpretado por Selton Mello), cumpria sua agenda visitando as Santas Casas de Misericórdia e instituições de caridade, locais em que os mais necessitados eram atendidos. Lembrando que as pessoas que tinham posses eram tratadas em casa, com seus médicos particulares.

Os anos de mais incidência de cólera no Brasil foram 1855 e 1856. Foram registradas milhares de mortes no país todo, sendo que, no Rio de Janeiro, onde se passa boa parte da trama das seis, quase 5 mil pessoas vieram a falecer.

O número, segundo dados da História, compara-se ao surto de febre amarela, que ocorreu cerca de seis anos antes do cólera desembarcar no território brasileiro, também sob a regência de Pedro II.

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