México terá investimento maior que o Brasil na Netflix em 2020

Publicado há 9 meses
Por Arthur Pazin
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A provedora via streaming Netflix anunciou, em outubro, seus investimentos em cada país. Na ocasião, o presidente e CEO da plataforma, Reed Hastings, declarou que a empresa vai investir US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 812 milhões) no México, em 2020, valor bem acima do estimado para o Brasil, que será de R$ 350 milhões.

A informação foi divulgada pelo jornalista Maurício Stycer, em sua coluna no UOL. De acordo com o colunista, a previsão é que o país, que se consagrou pelos melodramas latinos, produza 50 séries e filmes no ano que vem.

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Segundo o profissional, o peso que a língua espanhola tem no mercado audiovisual é um dos principais fatores para o maior investimento, já que o espanhol é falado por cerca de 530 milhões de pessoas no mundo. Ao passo que o português reúne 234 milhões falantes, conforme dados do instituto americano SIL International.

O jornalista lembrou que o México foi o primeiro país onde a marca apostou para produzir conteúdo em língua estrangeira (não inglesa), em 2011. E destacou o sucesso de algumas obras feitas no local, como o filme Roma e as séries La Casa de las Flores e Narcos México.

O que vem por aí no Brasil na Netflix

Em relação ao investimento em nosso país, Stycer contou que o foco será a produção de séries, filmes e realities, além do licenciamento de conteúdo. A empresa planeja lançar pelo menos 30 títulos originais, por aqui, até 2021.

Além da contratação de Bruno Gagliasso, recentemente, a Netflix também contará com o humorista Leandro Hassum em seu elenco. De acordo com o jornalista, Hassum firmou a parceria para a realização de dois filmes.

Dados de assinantes

Ainda de acordo com o colunista, a Netflix informou, pela primeira vez, esta semana, sua distribuição geográfica entre os 158 milhões de assinantes. De acordo com os dados, 67,1 milhões de espectadores estão entre EUA e Canadá, 47,3 milhões entre Europa, Oriente Médio e África. Já na América Latina são 29,3 milhões, e 14,4 milhões na Ásia.

A mais alta receita média por assinante, US$ 12,36 (R$ 50), está nos EUA/Canadá e a mais baixa, de US$ 8,21 (R$ 33), na América Latina. A empresa, no entanto, continua não divulgando o número de assinantes por pais.

No Brasil, a empresa reconhece apenas que tem “mais de 10 milhões de assinantes”, um terço aproximadamente do total anunciado para a América Latina, o que deixa claro a predileção da plataforma em investir, preferencialmente, na língua espanhola.

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