Globo Repórter mostra os sabores encontrados por D. Pedro II em Minas Gerais

O programa explora o interior do estado em busca de produtos que encantaram a família real há 140 anos

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Nesta sexta-feira (21), o Globo Repórter segue em viagem por Minas Gerais, percorrendo o mesmo caminho feito pelo Imperador D. Pedro II e pela Imperatriz Teresa Cristina há 140 anos. A busca é pelos sabores históricos produzidos na região, muitos deles registrados pelo Imperador em seu diário, durante a viagem.

Queijos, vinhos e farinhas que fazem bem à saúde e estão sendo estudados pela Universidade de Viçosa. Em Barbacena, o programa recria o banquete servido ao imperador Dom Pedro II durante a visita à região, com a ajuda de um chefe de cozinha. Vinhos de jabuticaba, farinhas poderosas feitas de batata-doce, inhame, açafrão-da-terra e até o hidromel, a bebida alcoólica à base de mel considerada uma das mais antigas do mundo.

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O resgate do passado é garantia de renda e independência de muita gente na região. Em Barão dos Cocais, as quitandeiras usam farinhas antigas, feitas com batata-doce, inhame e açafrão, em suas receitas feitas em forno a lenha e vendidas em tabuleiros. Uma delas ganhou um prêmio com o biscoito de farinha de açafrão e está conseguindo construir a tão sonhada casa própria.

“O gengibre amarelo tem propriedades anti-inflamatórias; o inhame, desintoxicante; e a batata-doce, antienvelhecimento. O guia alimentar para a população brasileira preconiza justamente esse resgate às origens. Comer de forma semelhante aos nossos avós. Lançar mão de alimentos disponíveis, de baixo custo, com excelente valor nutricional”, explica ao programa a nutricionista Ceres della Lucia.

A retomada dos queijos artesanais, com receitas de séculos atrás, animou até quem já havia se aposentado. Seu Célio, ex-maquinista de trem aposentado, entrou nessa aventura e garante: os queijos valem mais do que o minério do estado.

O programa apresenta ainda o queijo produzido em Minas Gerais por ordem real: o Queijo do Reino. Ideia importada da Holanda, e produzida na região de clima ameno. Quando começou, Moacyr precisou vender seu carro para investir no negócio e hoje é dono de uma fábrica que emprega 100 pessoas, exporta a iguaria para o Nordeste e vê seus filhos darem continuidade ao negócio que ele começou.

“Eu ouso dizer que Minas Gerais hoje não perde para nenhum país europeu produtor de queijo artesanal”, garante Milton Flávio Nunes, coordenador técnico da Emater-MG, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais.

Em Catas Altas, o programa visita adegas de vinho dos tempos da passagem do Imperador pela cidade. Uma delas numa casa de mais de 300 anos, preservada e decorada como antigamente. Quando o ouro acabou na região, as jabuticabas se tornaram a nova riqueza. Substituíram até as uvas, criando uma bebida diferente de todas as outras. Receita passada de geração em geração, garantindo a fonte de renda da família.

O Globo Repórter vai ao ar na noite de sexta-feira (21), logo após a novela Império.

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